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Descubra se você estar infectado por Tricomoníase

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Tricomoníase: o que é, sintomas, tratamentos e prevenção

O que é Tricomoníase?

Tricomoníase é uma infecção do trato vaginal inferior feminino ou trato genital masculino causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Pode ser assintomática ou causar uretrite e vaginite e, ocasionalmente, cistite, epididimite e prostatite.

O organismo pode persistir por longos períodos no trato urinário masculino sem causar sintomas, e pode ser transmitida involuntariamente aos parceiros e parceiras sexuais. É comum a tricomoníase estar acompanhada de gonorreia e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). (1,3)

Tricomoníase na mulher

O Trichomonas vaginalis infecta principalmente o trato genital. Mas existe uma grande variação na forma como ela se manifesta: pode ser desde a apresentação assintomática até um estado de severa inflamação (vaginite).

Das mulheres infectadas, entre 25% e 50% são assintomáticas, têm pH vaginal normal de 3,8 a 4,2, acima desse nível já é possível considerar que o meio vaginal está infectado. (2)

Tricomoníase no homem

Diferentemente da mulher, homens são infectados pelo contato com parceira sexual infectada e, por razão desconhecida, podem ter somente infecção autolimitada. No entanto, o tratamento é o mesmo para ambos.

Causas

Tricomoníase é causada por um protozoário unicelular chamado Trichomonas vaginalis ou T. vaginalis, um tipo de parasita minúsculo que se transmite entre as pessoas durante a relação sexual. O período de incubação entre a exposição e a infecção pode variar de cinco a 28 dias.

Transmissão

O protozoário é transmitido de uma pessoa infectada para uma pessoa não infectada durante o sexo. Nas mulheres, a parte mais comumente afetada do corpo é o trato genital inferior (vulva, vagina, colo do útero ou uretra). Nos homens, a parte do corpo mais comumente afetada é o interior do pênis (uretra).

Durante o sexo, o parasita geralmente se espalha de um pênis para uma vagina, ou de uma vagina para um pênis. Não é comum o parasita infectar outras partes do corpo, como as mãos, a boca ou o ânus.

Não está claro por que algumas pessoas com a infecção têm sintomas enquanto outras não. Isso provavelmente depende de fatores como a idade de uma pessoa e a saúde geral. Pessoas infectadas sem sintomas ainda podem transmitir a infecção para outras pessoas. (2,4)

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para tricomoníase são:

  • Fazer sexo sem camisinha
  • Fazer sexo com múltiplos parceiros (as)
  • Histórico de outras DSTs
  • Episódio prévio de tricomoníase
  • Baixa imunidade
  • Problemas afetivos com o parceiro (a)
  • Uso de piscina. (2)

Sintomas

Sintomas de Tricomoníase

Muitas mulheres e maioria dos homens com tricomoníase não apresentam sintomas, pelo menos não no início. No entanto, os sintomas vulvares de tricomoníase incluem:

  • Corrimento vaginal abundante, que pode ser branco, cinza, amarelo ou verde
  • Mau cheiro, que pode ser ocasionado em situações em que há uma repulsa ao parceiro (a)
  • Vermelhidão genital
  • Coceira na vagina
  • Dor e ardor ao urinar ou na relação sexual
  • Dor abdominal (raro).

Os sinais e sintomas podem piorar durante a menstruação.

Homens que têm tricomoníase raramente apresentam sintomas e geralmente não sabem que estão infectados. Entretanto, quando os sintomas ocorrem, eles incluem:

  • Irritação na parte interna do pênis
  • Leve corrimento
  • Ardor ao urinar ou ejacular. (1,3)

Buscando ajuda médica

Marque uma consulta médica se você tem um corrimento vaginal de odor fétido, sentir dor ao urinar ou durante a relação sexual.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a tricomoníase são: (5)

  • Clínico geral
  • Ginecologista
  • Urologista
  • Infectologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • O que você está sentindo?
  • Você percebe um forte odor vaginal?
  • Há quanto tempo você apresenta sintomas?
  • Qual número de parceiros sexuais que você teve durante os últimos anos?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para tricomoníase, algumas perguntas básicas incluem:

  • O que pode estar causando os sintomas?
  • Qual o tratamento necessário?
  • Que tipos de testes são necessários?
  • Esta condição é provavelmente temporária ou vitalícia?
  • Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

    Diagnóstico de Tricomoníase

    Não é possível diagnosticar a tricomoníase apenas com base nos sintomas, já que muitas pessoas não os apresentam. Desta forma, o diagnóstico da tricomoníase pode ser feito por um profissional de saúde através do exame físico, geralmente em exames de rotina como papanicolau, onde será observado se a mulher possui corrimento amarelado e odor forte na vagina. Além disso, tanto para homens quanto para mulheres, será necessário realizar alguns exames laboratoriais para diagnosticar a tricomoníase. (4,5)

    Exames

    O exame mostra manchas vermelhas na parede vaginal ou colo do útero. Depois, utiliza-se o exame do conteúdo vaginal ao microscópio, de fácil interpretação e realização. Colhe-se uma gota do corrimento, coloca-se sobre a lâmina com uma gota de solução fisiológica e observa-se ao microscópio, buscando o parasita flagelado movimentando-se ativamente entre as células epiteliais e os leucócitos. O achado de T. vaginalis impõe o tratamento da pessoa e também do seu parceiro ou parceira sexual, já que se trata de uma DST.

    A doença pode ser difícil de diagnosticar nos homens. Homens são tratados se a infecção é diagnosticada em qualquer um de seus parceiros ou parceiras sexuais. Os homens também podem ser tratados se eles têm sintomas contínuos de queimação uretral ou comichão.

    Outros exames que podem ser realizados incluem:

    • Teste de pH vaginal
    • Exame de cultura de microorganismos
    • Exame de citologia

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Tricomoníase

O tratamento mais comum para tricomoníase, inclusive durante a gravidez, é tomar uma dose alta de metronidazol, secnidazol ou tinidazol. O medicamento ministrado por via oral é muito mais eficaz para tricomoníase que a inserção de um creme ou gel no órgão sexual.

Tanto o paciente quanto os parceiros e parceiras sexuais precisam de tratamento e evitar ter relações sexuais desprotegidas até que a infecção seja curada, o que leva cerca de uma semana.

Os efeitos colaterais da medicação podem incluir:

É proibida a ingestão de bebidas alcoólicas por 24 horas depois de tomar metronidazol ou 72 horas depois de tomar tinidazol, pois pode causar náuseas e vômitos severos.

Medicamentos para Tricomoníase

Os medicamentos mais usados para o tratamento de tricomoníase são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Tricomoníase tem cura?

A tricomoníase possui cura quando o tratamento é feito da forma correta. No entanto, algumas pessoas que foram tratadas para tricomoníase podem obtê-la novamente. Cerca de 1 em cada 5 pessoas são infectadas novamente dentro de 3 meses após o tratamento. Para evitar ser infectado novamente, certifique-se de que todos os seus parceiros sexuais sejam tratados. Além disso, aguarde de 7 a 10 dias após você e seu parceiro terem sido tratados para fazer sexo novamente. (4)

Complicações possíveis

A inflamação genital causada pela tricomoníase pode aumentar o risco de uma mulher de adquirir a infecção pelo HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis, se ela é exposta ao vírus. A tricomoníase em uma mulher que também está infectada com HIV pode aumentar as chances de transmissão de infecção por HIV para um parceiro ou parceira sexual.

Tricomoníase e gravidez

As mulheres grávidas com tricomoníase podem:

  • Ter um parto prematuro
  • Ter um bebê com baixo peso ao nascer
  • Transmitir a infecção para o bebê enquanto ele passa pelo canal de nascimento.

Se você acha que pode estar grávida – ou está planejando engravidar – não deixe de conversar com seu médico e perguntar sobre o teste para tricomoníase. As mulheres nos primeiros três meses de gravidez não devem tomar remédio para doença porque isso pode prejudicar o bebê. (4,5)

Convivendo/ Prognóstico

O ideal é reduzir a frequência de relações sexuais durante o tratamento da tricomoníase e, se for fazê-lo, que seja com proteção. A tricomoníase leva cerca de uma semana para ser eliminada do organismo se tiver tratamento adequado. Portanto, é importante seguir as orientações médicas e ingerir a medicação indicada.

Prevenção

Para reduzir o risco de infecção por tricomoníase:

  • Use camisinha corretamente todas as vezes que tiver relações sexuais
  • Limite o número de parceiros ou parceiras sexuais
  • Praticar a abstinência sexual ou limitar o contato sexual com um (a) parceiro (a) infectado
  • Se você acha que está infectado, evite contato sexual e procure um médico.

Quaisquer sintomas genitais, como coceira, queimação ao urinar, uma ferida ou erupção cutânea genital deve ser um sinal para parar de ter relações sexuais e consultar um médico imediatamente. Se você recebeu o diagnóstico de tricomoníase, notifique todos os seus parceiros ou parceiras sexuais recentes para que possam também receber tratamento.

Referências

(1) Viviane Lopes, ginecologista e obstetra do Femme Laboratório da Mulher e mestre em Obstetrícia pela UNIFESP – CRM SP 105166

(2) Alberto d’Auria, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

(3) Ministério da Saúde

(4) American Sexual Health Association (ASHA)

(5) Mayo Clinic

(6) Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Fonte: Portal Minha Vida.

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Coronel do Exército é nomeado como o novo presidente da Fundação Hospitalar do Acre

Ac24horas, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Como já havia sido anunciado pelo governo acreano, o Diário Oficial trouxe na manhã desta quinta-feira, 22, o decreto de nomeação de Laura Ferreira de Melo como novo presidente da Fundação Hospital Estadual do Acre.
Lauro ocupa a vaga do odontólogo Lúcio Brasil que foi exonerado. A troca de gestão foi o motivo para um protesto durante a manhã de quarta na Fundação, quando servidores insatisfeitos com a demissão fizeram um ato com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintesac).

Lauro é o quarto militar da reserva do Exército Brasileiro que é convidado para um cargo na Secretaria Estadual de Saúde do Acre, desde que a médica Mônica Feres assumiu a gestão. Dos três, permanecem no governo Jorge Fernando de Rezende, Secretário Adjunto de Assistência à Saúde, Marcos Sergio Da Silva Faustino Marques, Secretário Adjunto Executivo – Administrativo, Orçamento e Finanças, e agora o novo comandante da Fundhacre

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BEM-ESTAR

FMT desenvolve projeto-piloto de combate a malária em Mâncio Lima

Ac24horas, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Uma equipe da Fundação de Medicina Tropical – FMT, sediada em Manaus, vai iniciar nesta terça, 6, a capacitação dos Agentes de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde de Mâncio Lima, para a realização de um teste rápido, que vai salvar vidas. O treinamento será realizado no Teatro Márcia Alencar a partir das 8 horas.

A primaquina é um dos medicamentos utilizados no tratamento da malária Vivax, a mais comum no Brasil. Quem está com malária, mas tem no organismo, a deficiência de um enzima chamado G6PD, ao tomar a primaquina, tem os glóbulos vermelhos destruídos, o que pode causar anemia e até a morte.

Os técnicos da FMT vão ensinar os Agentes de Mâncio Lima, a aplicar o teste rápido de detecção da deficiência na enzima, o que poderá ser feito nas localidades rurais, ribeirinha ou em unidades de saúde, sem a necessidade de estrutura de laboratório.

A secretária de Saúde de Mâncio Lima, Joice Gonçalves, cita que se o teste rápido confirmar a deficiência da G6PD, o doente de malária será tratado com a cloroquina e a primaquina de forma fracionário, sendo uma dose a cada sete dias. “Nossa equipe estará capacitada para todo esse processo”, explica ela, ressaltando que a cidade é uma das duas da Amazônia a contar com o projeto-piloto da Fundação de Medicina Tropical.

Na região do Juruá, onde já foram registados em 2006, 93 mil casos em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, a situação da malária é considerada controlada atualmente. Em julho deste ano , em Mâncio Lima, foram registrados 371 casos de malária, sendo que no mesmo período de 2018, foram 579 casos.

Novo medicamento para malária será em dose única

Com os medicamentos atuais o tratamento contra a malária pode levar até duas semanas. Muitos pacientes deixam de tomar os remédios , ao sentirem melhora no quadro de saúde.

Para evitar o abandono do tratamento, e em consequência, as recaídas, é desenvolvido no Brasil, um novo medicamento, a Tafenoquina, que será ministrado em dose única, sob a supervisão dos Agentes de Saúde.

A diferença entre a Primaquina, o remédio atual e Tafenoquina é o tempo de permanência no organismo. A Primaquina é eliminada mais rapidamente pelo organismo, por isso, precisa ser ingerida por um período longo. Já a Tafenoquina permanece agindo por vários dias, mesmo o indivíduo tomando apenas uma dose.

A ideia é que o paciente seja medicado logo após a confirmação da doença, em unidade de saúde, ou em sua própria residência, pelo Agente de Endemias ou Agente Comunitário de Saúde.

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