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Desi Bouterse, ex-presidente fugitivo do Suriname, morre aos 79 anos | Notícias sobre obituários

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O governo apresenta condolências pela morte de Bouterse, ex-líder condenado por participação no assassinato de ativistas em 1982.

Desi Bouterseo ex-presidente do Suriname que fugiu das autoridades para evitar a prisão após a sua condenação pelo assassinato de ativistas na década de 1980, morreu aos 79 anos, afirma o governo.

“Antecipando informações mais detalhadas e definitivas dos canais oficiais, gostaríamos de oferecer as nossas condolências à esposa, filhos e outros familiares sobreviventes por esta perda”, disse o presidente Chan Santokhi num comunicado na quarta-feira, referindo-se a Bouterse.

O vice-presidente Ronnie Brunswijk escreveu no Facebook que “a vida de Bouterse teve um impacto duradouro no nosso país e os seus esforços não serão esquecidos”.

A causa da morte não foi imediatamente esclarecida e o governo não forneceu detalhes sobre o local onde Bouterse morreu na terça-feira.

Uma figura divisiva, Bouterse foi aplaudido pelos seus apoiantes pelo seu carisma e programas sociais populistas, mas visto pelos seus oponentes como um ditador implacável que foi condenado por tráfico de drogas e execuções extrajudiciais.

Ele dominou a política no pequeno país da costa nordeste da América do Sul durante décadas, liderando um golpe em 1980 e finalmente deixando o cargo em 2020.

Bouterse se dirige a uma multidão em Paramaribo, Suriname, em 2017 (Arquivo: Ranu Abhelakh/Reuters)

Em 2019, ele e seis outras pessoas foram condenados pelos seus papéis nos assassinatos de 15 importantes críticos do governo, em 1982, incluindo advogados, jornalistas, líderes sindicais, soldados e professores universitários.

Bouterse alegou que os homens assassinados estavam ligados a uma invasão planejada da ex-colônia holandesa.

Em dezembro do ano passado, Bouterse foi condenado a 20 anos de prisão pelos assassinatos, encerrando um processo legal histórico de 16 anos.

Ele então desapareceu e nunca cumpriu pena na prisão.

“Não há ninguém que tenha moldado a história do Suriname desde a sua independência como Desi Bouterse”, disse o historiador holandês Pepijn Reeser, que escreveu uma biografia de Bouterse em 2015.

Ele disse que Bouterse foi o primeiro a superar a forte divisão de classes sociais que outrora definiu o Suriname.

“Antes do golpe, era impensável que alguém da classe baixa pudesse se tornar o homem mais poderoso do país. Mas ele também foi o primeiro líder pós-colonial a recorrer à violência política e o primeiro a usar o Suriname como ponto de transbordo de narcóticos ilegais”, disse Reeser.

Em 1999, um tribunal holandês condenou Bouterse à revelia a 11 anos de prisão por contrabandear mais de 453 kg (1.000 lb) de cocaína para a Holanda. A ausência de um tratado de extradição entre as nações fez com que ele nunca cumprisse pena na prisão.

Na manhã de quarta-feira, dezenas de apoiadores se reuniram em frente à casa de Bouterse, onde morava sua esposa, com lágrimas escorrendo pelo rosto.

Muitos estavam vestidos de roxo, a cor do seu partido político.

Parentes participam de comemoração pelos 15 ativistas mortos no Suriname em 1982
Parentes participam de uma cerimônia para lembrar os assassinatos de ativistas em 1982 na Basílica-Catedral de São Pedro e Paulo em Paramaribo, Suriname, em 2017 (Arquivo: Ranu Abhelakh/Reuters)



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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