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Deslocados do Líbano encontram solidariedade e comunidade num hotel vazio | Israel ataca o Líbano

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Quando as famílias deslocadas consertaram o Hamra Star, a polícia chegou com vários ônibus para despejá-los, no dia 19 de outubro.

Najah Itani, uma juíza libanesa cuja família é proprietária da Hamra Star, entrou com uma ordem judicial para desocupar a propriedade de sua família.

Mas as pessoas que ali se abrigavam não queriam partir, não sabendo ao certo para onde seriam levadas e temendo acabar em abrigos em áreas sob bombardeamento israelita.

Algumas pessoas disseram que a polícia lhes disse que seriam levados para Sabra, uma favela no sul de Beirute, onde o som dos aviões de guerra e dos bombardeios israelenses está muito próximo para ser confortável.

Outros foram informados de que poderiam ser levados para Sidon, uma cidade costeira a cerca de 38 km (24 milhas) ao sul de Beirute, onde oito pessoas foram mortas num ataque israelense em 27 de outubro. outra bomba israelense.

Após a resistência das famílias deslocadas e dos activistas, a polícia deu aos ocupantes 48 horas para abandonarem o edifício.

Itani não revelou por que queria que as famílias deslocadas partissem.

“Estou notando que todos estão esquecendo que outros abrigos foram fornecidos e que isto é propriedade da minha família”, disse ela à Al Jazeera. “Por que preciso fornecer outras explicações está além da minha compreensão.”

Contudo, havia muita especulação em Hamra de que a razão era o medo cada vez mais comum no Líbano de que Israel fosse bombardeando deliberadamente os lugares para onde a maioria dos deslocados xiitas estão fugindo.

Uma mulher que vive na mesma rua do hotel, mas que não revelou o seu nome, disseram alguns vizinhos, e possivelmente Itani, temem que um agente do Hezbollah possa visitar o hotel, dando a Israel um pretexto para atacá-lo.

Israel tem afirmado frequentemente que um membro do Hezbollah esteve presente em centros de deslocados que bombardeia.

Os ataques inflamam as tensões sectárias ao fazer com que as comunidades tenham medo de receber civis xiitas deslocados, que são os principais constituintes do Hezbollah.

O Líbano funciona num sistema confessional onde os cargos políticos são atribuídos proporcionalmente com base na composição sectária do país.

O presidente é sempre um cristão maronita, o primeiro-ministro um muçulmano sunita e o presidente do parlamento um muçulmano xiita.

Desde o fim da guerra civil, o Hezbollah consolidou o controlo sobre a política xiita no Líbano, combinando identidade, resistência à ocupação de Israel e religião num movimento político que repercutiu em muitos.

Várias famílias hospedadas em Hamra Star disseram que ninguém de nenhuma facção política está hospedado no hotel, apontando como prova a total falta de apoio que recebem de facções políticas.

“As pessoas por aqui estão com muito medo de que Israel bombardeie o prédio porque os xiitas estão aqui”, disse a mulher à Al Jazeera.

A Al Jazeera perguntou a Itani se era por isso que ela queria o hotel desocupado, mas ela disse que “não conseguiu responder”.

“Fui aconselhada, para minha própria segurança, a não emitir nenhum comunicado de imprensa neste momento”, disse ela à Al Jazeera por telefone. “Ainda estou esperando a evacuação do local e me prometeram que isso aconteceria de forma amigável.”



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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