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Deu aula desde os 15 e depois cuidou de aposentados – 02/01/2025 – Cotidiano
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Isabela Palhares
Filha de um casal de lavradores de Palmital, no interior de São Paulo, Maria Alayde de Jesus Demantova entendeu cedo a importância da educação, mas também sentiu na pele como era difícil para uma criança pobre completar os estudos.
Ainda na década de 1930, quando o acesso ao ensino não era garantido às crianças mais pobres e da área rural, os pais de Maria Alayde lutaram para conseguir que os quatro filhos fossem para a escola.
“Era uma família muito pobre. Ela enfrentou muita discriminação. Muitas vezes os pais não tinham condições de mandar um lanche ou comida para eles comerem na escola e a Alayde levava pipoca em uma latinha para comer no recreio. E as outras crianças zombavam dela por isso, mas nem isso a fez desistir”, conta o marido João Carlos Demantova.
Aos 15 anos, mesmo antes de terminar a escola normal (o equivalente ao ensino médio, Alayde começou a dar aulas nas escolas da região de Palmital e se apaixonou pela docência. Depois de alguns anos no interior paulista, Alayde decidiu se mudar para Curitiba em busca de melhores salários e condições de trabalho.
“Ela gostava muito de crianças, de ensinar e os alunos a adoravam. Ela veio sozinha para Curitiba para tentar a vida. Ela era uma mulher de muita coragem e determinação. Aos 48 anos, decidiu começar a fazer pedagogia e não se intimidou por ser mais velha”, conta João Carlos.
No fim da década de 1970, Alayde passou a integrar o APP- Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná), onde foi bastante atuante depois que se aposentou. Ela cuidava das pautas e reivindicações dos aposentados, também promovia eventos e excursões para os docentes que deixaram a ativa.
“Ela era muito animada, muito ativa e se preocupava muito com a saúde daqueles que tinham se aposentado. Então, ela organizava encontros e excursões para que eles tivessem um lugar para conversar, descansar e se divertir.”
Alayde e João Carlos moravam no mesmo prédio e se conheceram ao serem apresentados por um outro vizinho. Depois do primeiro encontro, não se separaram mais e ficaram casados por 48 anos. “Nós vivemos no mesmo prédio a vida toda.”
Sem filhos, o casal cuidava das crianças do prédio, que iam para o apartamento dele quase todos os dias para jantar, tomar café da tarde e brincar com Alayde. “As crianças adoravam ela, porque ela era muito divertida. Estava sempre rindo, inventava brincadeiras. Ela era pequenininha, acho que as crianças pensavam que ela também era uma criança”, conta o marido.
Alayde foi diagnosticada com câncer colorretal. Ela faleceu um mês após o início do tratamento. Deixa o marido João Carlos Demantova, 70, e muitos amigos do sindicato.
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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