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‘Devastador’: Incêndio devasta comunidade negra histórica em Los Angeles | Notícias sobre a crise climática
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2 anos atrásem
Los Angeles, Califórnia – Bill Threadgill vasculhou as cinzas de sua casa em Altadena, Califórnia, onde morou por 15 anos, retirando tubos de cobre e guardando-os para vender.
Apenas a chaminé e dois pilares da varanda permaneceram de pé, mas nada mais. Um incêndio destruiu toda a estrutura.
Mesmo antes das chamas atingirem a área, sua família lutava para sobreviver. “Estamos sobrecarregados financeiramente”, disse Threadgill, um faz-tudo e cuidador, através de sua máscara facial N95.
Em 7 de janeiro, o incêndio em Eaton começou nas montanhas próximas, forçando milhares de moradores a evacuar. Alimentado por ventos com força de furacão, o fogo danificou ou destruiu mais de 5.700 estruturas e matou pelo menos 16 pessoas.
Foi um dos uma série de chamas que assolou a área de Los Angeles durante a última semana e meia, intensificada pelas alterações climáticas. Ao todo, quase 12 mil edifícios foram consumidos e 25 pessoas morto.
Os incêndios poderão tornar-se num dos desastres naturais mais dispendiosos da história dos Estados Unidos, com especialistas a estimar 250 mil milhões de dólares em danos.
Enquanto casas multimilionárias foram destruídas na rica área de Pacific Palisades, o bairro operário de Altadena também foi destruído. devastado.
Algumas das vítimas eram idosas ou deficientes e não podiam fugir. O próprio Threadgill morou e cuidou de um amigo de 73 anos que considera sua família. Ela estava em tratamento de convalescença de curto prazo no momento do incêndio. Ela não tem casa para onde voltar.
Enquanto caminhava pelos escombros, ele procurou por seu gato malhado, Catra. “Espero que ela tenha saído, porque deixei a porta dos fundos aberta para ela sair”, disse ele.
Ele olhou para o local onde costumava ficar sua porta da frente. “Não entrarei mais aqui assim. Nunca mais”, disse Threadgill. “Desenraizado inesperadamente. É devastador.”
Uma casa perto das montanhas
Situada perto do sopé das montanhas de San Gabriel, Altadena é uma orgulhosa comunidade afro-americana e de imigrantes. Dos seus 42 mil residentes, 58% são pessoas de cor.
A comunidade começou a tomar forma na década de 1960. Um grande número de famílias negras deixou o Sul dos EUA e mudou-se para o oeste, como parte de uma tendência conhecida como a Grande Migração. Altadena era um dos poucos bairros da região onde os afro-americanos podiam obter empréstimos habitacionais na época.
Ao longo dos anos, artistas negros proeminentes se estabeleceriam na comunidade, incluindo o ator vencedor do Oscar Sidney Poitier e a famosa escritora de ficção científica Octavia Butler.
Butler, que está enterrado no cemitério vizinho de Mountain View, escreveu um romance chamado Parábola do Semeador, que aconteceu em Los Angeles tendo como pano de fundo incêndios florestais violentos – algo com o qual os moradores locais e fãs do livro traçaram paralelos durante a crise atual.
Hoje, 18% dos residentes de Altadena são negros, uma percentagem marcadamente mais elevada do que na vizinha Pasadena.
No dia 7 de janeiro, o bairro estava sob alerta de bandeira vermelha, as condições de sinalização eram perfeitas para incêndios.
O tempo estava quente. A vegetação estava excepcionalmente seca. E os ventos de Santa Ana sopravam fortes.
Naquele dia, quando o incêndio Eaton começou nas montanhas, Threadgill sentiu-se relaxado. “Eu tinha 100 por cento (de certeza) de que o fogo nas colinas não iria descer aqui”, disse ele.
Então o vento aumentou e soprou as chamas em direção à sua casa. Enquanto reunia sacolas com pertences e as carregava em seu caminhão, ele sentiu o calor das chamas.
“Enquanto eu caminhava pela rua, havia brasas sob meus pés, então eu realmente tive que correr naquele momento. E o resto é história. Pegou fogo”, disse ele.

Na mesma rua de Threadgill, Elisa Gonzalez e seu marido chegaram em casa depois das férias no dia 7 de janeiro e encontraram uma nuvem de fumaça sobre a cidade. Eles começaram a desfazer as malas, mas quando o vento aumentou, eles reembalaram as malas e evacuaram.
Quando voltaram no dia seguinte, viram que a casa ao lado havia pegado fogo. Brasas ainda ardiam pela vizinhança.
Mas Gonzalez notou que vários membros da comunidade estavam em seu quintal, borrifando água em sua casa. Ela credita a eles o salvamento de sua casa.
“Foi incrível. Eu não conseguia acreditar que as pessoas do bairro estavam simplesmente fazendo o que podiam para salvar as estruturas que restavam”, disse ela.
Threadgill foi uma das pessoas que destruiu casas em suas ruas depois de perder sua própria casa. “Eu estava fazendo tudo que podia para ajudar”, disse ele.
Embora ainda não esteja claro o que provocou o incêndio em Eaton, alguns residentes que perderam suas casas estão processando a Southern California Edison, alegando que o equipamento elétrico da concessionária provocou o incêndio.
Eles também alegam que foi negligente passar eletricidade pelas linhas de energia da concessionária durante um alerta de bandeira vermelha.
“Realmente me chateia saber que pode ter sido negligência da parte deles”, disse Gonzalez. “Isso me deixa muito chateado, pensando que poderia ter sido evitado.”

Reconstruindo um futuro
Apesar da devastação, Gonzalez enfatizou a sua gratidão pelos seus vizinhos.
“A comunidade tem sido incrível. A comunidade salvou nossa casa”, disse Gonzalez.
Enquanto ela falava, duas mulheres usando máscaras N95 pararam um carro e lhe ofereceram comida. Eles explicaram que moram no bairro e querem ajudar.
“Tem sido assim a semana toda”, explicou Gonzalez enquanto aceitava sopa, sanduíches e macarrão.
Esforços de ajuda mútua surgiram em Altadena. No vizinho Centro Comunitário de Emprego de Pasadena, diaristas fizeram um pedido de suprimentos na quarta-feira após o início dos incêndios.
Centenas de voluntários compareceram para distribuir doações às vítimas dos incêndios florestais e limpar os escombros.
No domingo, Doungdao Riccardi, chef de um popular restaurante tailandês em Altadena, foi ao centro de empregos para estocar comida para levar para casa. Seu restaurante está em uma zona de evacuação e permanece fechado ao público.
Riccardi disse que não sabia quanto tempo o restaurante ficaria fechado. “Sinto-me tão triste por todos.”
Seu marido passou por duas operações recentes – cirurgia cardíaca aberta seguida de cirurgia ocular – e não pode trabalhar no momento. Até os incêndios, ela era o único ganha-pão. Agora seu salário desapareceu.

Riccardi mudou-se da Tailândia para os EUA em 1993. No ano seguinte, ela sofreu o terremoto de Northridge que atingiu Los Angeles. Embora essa experiência tenha sido assustadora, ela disse que os incêndios a abalaram ainda mais.
“É difícil para mim dormir, porque isso foi muito difícil. Eu nunca vi algo assim. O incêndio realmente me chocou muito”, disse ela.
Riccardi tem direito ao seguro-desemprego e planeja solicitá-lo esta semana. “Espero que possamos reabrir novamente”, disse ela sobre o restaurante.
Seu chefe, acrescentou ela, “vai tentar reabrir, mas ninguém pode subir lá. Isso levará tempo.”
Já Threadgill quer reconstruir sua casa no mesmo local. “Definitivamente faríamos isso, definitivamente quereríamos reconstruir.” Sua filha iniciou um online arrecadação de fundos para ajudá-lo.
“Eu não quero sair daqui. Altadena é maravilhosa”, disse ele.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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