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a seleção francesa supera o Kuwait e abre as portas para a fase principal

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Elohim Prandi durante a partida preliminar da Copa do Mundo de Handebol entre Kuwait e França, no centro esportivo Zatika, em Porec (Croácia), em 16 de janeiro de 2025.

A diferença de nove centímetros na altura média das duas equipas – 1,94 m para os jogadores franceses em comparação com 1,85 m para os homólogos do Kuwait – é significativa num desporto de contacto e oposição como o andebol. Mas foram sobretudo várias classes de diferença que separaram as duas seleções que se enfrentaram na quinta-feira, 16 de janeiro, no Centro Esportivo Zatika, em Porec, no oeste da Croácia, na fase preliminar da Copa do Mundo.

Na segunda partida, os Blues assumiram a liderança do início ao último segundo da partida. Após a clara vitória inaugural (37-19) na terça-feira contra o Cataresta segunda vitória (43-19) garante que os hexacampeões mundiais competirão na rodada principal do torneio, antes mesmo do último duelo no Grupo C.

O placar final ao final da hora de jogo ilustra o imponente distanciamento físico e técnico entre as duas seleções que se enfrentaram pela segunda vez em sua história, após uma primeira rodada da Copa do Mundo de 2001, já na Croácia e vencida pelos Tricolores .

Se os franceses sabiam que eram ultrafavoritos para este encontro, tinham pouca referência à seleção do Golfo, cujos jogadores disputam o campeonato nacional. Derrotado desde o início contra a Áustria (26-37), o Kuwait não disputava o torneio desde 2009; esta edição de 2025 marca sua oitava Copa do Mundo.

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Mas Guillaume Gille, o treinador dos Blues – que jogou de branco na noite de terça-feira – preferiu ser cauteloso com isso “equilíbrio de poder favorável”pedindo a seus jogadores que permaneçam diligentes. E, acima de tudo, não exagerar. Mensagem recebida pelo grupo do novo capitão Ludovic Fabregas, eficiente na defesa e rápido nos contra-ataques.

Os dois goleiros que se revezaram nas gaiolas, Rémi Desbonnet e Samir Bellahcene – o terceiro, Charles Bolzinger, permaneceu na arquibancada – tiveram recorde honroso no final do jogo, com nove e sete chutes defendidos respectivamente. “Com todo o respeito que tenho pelo Kuwait e pelo Catar, vamos entrar na verdadeira competiçãoestimado zagueiro Thibaud Briet. Todos queremos jogar jogos com mais intensidade e dificuldade. »

Elohim Prandi volta, mas “um pouco hesitante”

“Estas duas equipas são mais fracas no papel, mas queríamos aumentar o nosso nível de jogo e jogámos todas as bolas ao máximo”explicou o lateral Elohim Prandi, que não disputou a partida anterior para não apressar o retorno a campo após uma luxação no ombro em novembro de 2024.

O jogador do Paris Saint-Germain ainda se sentia “um pouco hesitante”compartilhada entre a preocupação com “para não exagerar, mas também para não desaparecer”. “Eu senti como se estivesse voltando um pouco aos meus 14 ou 12 anos, onde você não sabe o que fazer (da bola), ele desenvolveu. Mas não estou mais preocupado que isso (…), estou voltando devagar mas com segurança, não vou regredir mais. Estarei no nível mais alto, acho que em pouco tempo. »

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Outro ponto de fragilidade da seleção francesa neste início de Copa do Mundo, cujo grande adversário favorito e recorrente dos Blues continua sendo a Dinamarca, são os chutes pelas laterais, que nem sempre acertaram as redes do Kuwait. Como os arremessos de 7 metros, que Melvyn Richardson errou notavelmente em diversas ocasiões. “Não somos bons no exercício, perdemos jogadores que estavam habituados a atirar”reconhece Guillaume Gille, que teve de dispensar os especialistas em pênaltis Hugo Descat e Quentin Mahé para a competição, ambos lesionados.

“Vamos construir confiança para quem assumir, porque precisaremos desses objetivos”garante o treinador francês. O último jogo da fase preliminar, sábado à noite, frente à Áustria, ainda em Porec, constituirá “o primeiro teste importante antes da rodada principal” deste torneio de 32 equipes, cujo resultado será selado no dia 2 de fevereiro em Oslo, Noruega.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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