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Dia das Mães: mulheres empreendedoras combinam família e negócios e vencem na vida

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As festas juninas em Brasília começaram agora em maio e vão até agosto. - Foto: Agência Brasília

Elas são verdadeiras leoas, passam por cima das dificuldades e olham os problemas como desafios. No Dia das Mães, o Só Notícia Boa destaca as empreendedoras que “moram” nas mulheres, que lutam para cuidar da família e fazer a diferença. São histórias que superam a dor do luto e o peso da idade. Um viva a essas guerreiras!

Darcley Meireles, 36 anos, de São Sebastião, região carente do Distrito Federal, é um exemplo. Ao apoiar o marido para aumentar a loja de equipamentos para motos, acabou tocando o negócio, depois que ele morreu. Apesar de ser um ramo muito masculino, ela não se furtou.

Já aposentada Rita Siqueira Dienstmann, moradora de Brasília, DF, decidiu que os 69 anos não seriam barreira para ela. A ex-servidora abriu um espaço de fisioterapia – e está prestes a inaugurar um outro de pilates – para 50+. Com esse foco, ela deu a volta por cima e está longe de ser aquela senhorinha quietinha.

Idade não quer dizer nada

Aos quase 70 anos, Rita resolveu que faria a diferença. Tudo começou com uma pequena sala de atendimento e recebeu o nome de Clínica Espaço Vida. Hoje, com 12 boxes individualizados, a clínica se firmou como uma referência na região.

“Tenho 75 anos. Gosto do que faço, e a idade, para mim, não quer dizer nada. O que envelhece primeiro é a mente. Se a sua mente envelhecer, você pode ter o corpo mais lindo do mundo, mas não consegue caminhar com ele”, afirmou à agência Sebrae-DF.

Rita usa a experiência de vida para transformar o negócio em prazer e alegria. “É possível criar um ambiente de amizade entre os profissionais. Não é apenas a relação entre empreendedor e empregado. Tudo que eu sou, devo também a eles, porque sozinha eu não faria nada. Então, você tem que ter uma equipe preparada”, disse. ”Muita gente abre um negócio sem planejamento. A vida não é assim. A gente precisa de um professor para tudo.”

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Mãe viúva assume loja de motos

Aos 29 anos, Darcley se viu viúva, com uma filha e um negócio para tocar. Não pensou duas vezes: arregaçou a manga, procurou aprender tudo sobre o ramo de motos e, assim, virou referência em São Sebastião, região do DF. Segundo ela, o primeiro obstáculo foi vencer as burocracias geradas com a morte do marido.

“Nós tínhamos dinheiro no banco, mas estava bloqueado. Não tinha acesso ao CNPJ e não sabia o que fazer com a gestão do negócio. Para continuar, eu precisaria começar tudo de novo”, disse. “Muita gente falava que eu não ia dar conta, que era questão de meses até a loja fechar. Eu tinha que viver o luto e, ao mesmo tempo, manter o negócio de pé.”

Com essa garra, Darcley não só foi a luta, como fez cursos e aprimorou gestão para conduzir o negócio. Com a DF Motos, ela conseguiu criar um patrimônio e impor-se no mercado, vencendo, inclusive o preconceito por ser mulher. “Quero que o legado do meu marido permaneça e que essa empresa continue desenvolvendo pessoas e gerando empregos na cidade”, ressaltou à agência Sebrae-DF.

Necessidade de sobrevivência  

Para Denise Marques Bandeira, dona da MB Modas, o que começou como necessidade para sobreviver, aos 16 anos, virou fonte de renda para a família e também para vários profissionais. Atualmente, a empresa tem 10 funcionários, em Brasília, e é o motivo do maior orgulho da mulher.

Não à toa, Denise construiu a empresa e também envolveu os filhos. O comércio segue em expansão.

Para ela, o grande segredo é aprender com quem sabe para fazer o melhor possível.

Feliz Dia das Mães a todas as guerreiras!

Darcley, neste Dia das Mães, tem muito o que comemorar, mulheres como ela, venceram a dor do luto e transformaram o que parecia impossível em realidade, é a força das empreendedoras. Foto: Sebrae-DF

No Dia das Mães, uma homenagem especial às mulheres, como a Rita, de Brasília, DF, que, aos 69 anos, iniciou um novo negócio porque tem certeza na força das empreendedoras. Foto: Sebrae-DF

No Dia das Mães, uma homenagem especial às mulheres, como a Rita, de Brasília, DF, que, aos 69 anos, iniciou um novo negócio porque tem certeza na força das empreendedoras. Foto: Sebrae-DF



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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