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Dieta low carb estimula controle da diabetes – 09/11/2024 – Equilíbrio

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Samuel Fernandes

A adoção de dietas low carb em pacientes com diabetes tipo 2 melhorou o controle da condição por aperfeiçoar a ação das células beta, substâncias responsáveis por fabricar e lançar insulina no organismo. O efeito não é visto nem mesmo em medicamentos tradicionais. A conclusão, que foi publicada em um artigo em 22 de outubro, é uma evidência da importância da alimentação em casos da doença.

A diabetes acontece quando o organismo do paciente não é capaz de secretar insulina suficiente para o controle da glicose. O distúrbio está relacionado com as células beta, que são responsáveis pela produção de insulina.

“A falha em secretar insulina suficiente ocorre por dois motivos: um é a falta de resposta da célula beta à glicose e o outro é um declínio real no número de células beta”, afirma Barbara Gower, do departamento de ciências nutricionais da Universidade do Alabama em Birmingham, nos EUA, e uma das autoras do estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

Embora relacionadas com a diabetes, medicamentos atuais para o tratamento da doença não agem diretamente nas células beta. Gower considera que esse cenário é “uma deficiência dos medicamentos para diabetes”. Ela ressalta que agonistas do receptor GLP-1, como o Ozempic, estimulam as células betas a responderem à glicose, mas é necessário estudos aprofundados para entender em mais detalhe a função dessa droga em relação a essas células.

Mas o que Gower e outros autores da pesquisa buscaram entender foi o efeito de uma alimentação com baixo consumo de carboidrato nas células beta. A hipótese era que uma dieta desse tipo poderia ser uma forma de atuar na diabetes tipo 2, aquela associada principalmente a fatores ambientais e não genéticos.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado um efeito positivo desse tipo de plano alimentar em pacientes que vivem com diabetes por um longo período de tempo. Nesse caso, o mecanismo positivo pode estar relacionado a diminuição da necessidade de insulina após a alimentação, e não necessariamente com uma melhora na ação das células beta.

Por isso, o estudo avaliou exatamente os índices dessas células em 57 pessoas com diabetes tipo 2 em estágio leve que, por 12 semanas, foram divididas em dois grupos. Um desses segmentos seguiu uma dieta com baixo consumo de carboidrato, que representava cerca de 9% do total de ingestão diária.

No segundo grupo, carboidratos representavam cerca de 55% da alimentação dos participantes. No final do período da pesquisa, o primeiro grupo teve um aumento de 22% na ação das células beta, algo não visto nem mesmo com o uso de medicamentos convencionais.

Não se sabe exatamente por que a dieta restrita em carboidratos levou a esse resultado. Gower explica que “uma possível explicação é a remoção da ‘toxicidade’ produzida pela exposição das células beta ao excesso de glicose e/ou de ácidos graxos”, ambos associados com um alto consumo de carboidratos.

Esse não é o único ponto em aberto do estudo. A autora defende que os efeitos positivos encontrados com a dieta low carb são “razoavelmente sólidos”. No entanto, é necessário entender a variabilidade que esse tipo de alimentação causou nos participantes, já que os resultados não foram exatamente iguais em todos eles.

Outro aspecto levantado por Gower para futuras pesquisas é o mecanismo desencadeado pela restrição no consumo de carboidrato. “Ela atua principalmente na célula beta ou no fígado?”, questiona a pesquisadora.

Para o futuro, Gower deseja ir mais a fundo nesse tema por abranger um número maior de pessoas, além de contar com diferentes perfis populacionais, como crianças e pessoas com pré-diabetes ou com diabetes tipo 2. “Atualmente não temos financiamento para esses estudos, mas estamos buscando”, conclui a pesquisadora.



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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