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Disputa entre família Ramones põe fim à cinebiografia dos pioneiros do punk nos EUA | Os Ramones
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2 anos atrásem
Edward Helmore
Um filme baseado na banda nova-iorquina The Ramones pode estar desmoronando após uma batalha legal que em muitos aspectos reflete a trajetória dos disfuncionais pioneiros do punk.
Depois de anos de turbulência legal sobre o patrimônio dos Ramones, co-propriedade das famílias do falecido vocalista Joey e do guitarrista Johnny, uma decisão legal parece ter impedido uma adaptação em livro da Netflix da história da banda pelo irmão do cantor.
O livro, Eu dormi com Joey Ramone de Mickey Leigh, nunca foi popular com a viúva de Johnny Ramone, Linda Cummings-Ramone. O controle dos direitos intelectuais da banda é dividido igualmente entre os dois.
Cummings-Ramone processou Leigh em janeiro, acusando-o de desenvolver injustamente um filme dos Ramones que ele inicialmente apresentou como um filme de Joey Ramone. Ela disse que isso canibalizaria qualquer cinebiografia oficial da banda.
Leigh então contra-processou Cummings-Ramone por violação de marca registrada, diluição de marca registrada, quebra de contrato e aproveitamento da propriedade intelectual da banda “para sua própria fama e vaidade” para se instalar como “a Rainha dos Ramones”.
Mas agora um árbitro decidiu que o diretor David Frey seja removido da empresa controladora dos Ramones, a RPI. A decisão citou o fracasso de Frey em agir no melhor interesse da empresa e acusou-o de promover um relacionamento “disfuncional” e “perturbador” com a Cummings-Ramone. O árbitro citou o fracasso de Frey em garantir a aprovação de Cummings-Ramone para a adaptação do livro de memórias de Leigh, descrito pela Netflix em um e-mail como “a história dos Ramones”, e descreveu uma violação de seu “dever de cuidado, honestidade e lealdade” por avançar sem consulta.
A árbitro, Shira Scheindlin, disse que Frey bloqueou uma oportunidade de destaque para a celebração do 50º aniversário dos Ramones, onde Cummings-Ramone foi convidada para lançar o primeiro arremesso em um jogo do New York Mets, porque ela escolheu participar sob o comando nome “Linda Ramone”.
O envolvimento da estrela associada ao projeto do filme, o comediante Pete Davidson, também está agora em dúvida.
Se o faturamento de bilhões de dólares de 2018 Bohemian Rhapsody, e 2019 Homem Foguete, provou de tudo que as cinebiografias de rock podem ser altamente lucrativas, criando veículos estelares que dão vida a catálogos musicais valiosos e fornecem veículos estelares. Alguns não se saíram tão bem, no entanto, incluindo a cinebiografia de Amy Winehouse De volta ao preto.
Os próximos títulos incluem Um completo desconhecidocom Timothée Chalamet como Bob Dylane Livra-me do nadacom Jeremy Allen White como Bruce Springsteen. Selena Gomes também estrelará como Linda Ronstadt.
Joey e Johnny Ramone não se falaram depois que Linda, que originalmente namorou Joey, mais tarde se casou com Johnny. Joey escreveu uma música sobre o triângulo amoroso, The KKK Took My Baby Away, e a dupla só se comunicava por meio de um interlocutor terceirizado, mesmo no ônibus da turnê.
No entanto, Linda nunca parou de adorar Joey que, com 1,80 metro de altura, atuando atrás de uma cabeleira e óculos escuros grossos, era um dos vocalistas mais atraentes do rock.
Ela estava com ele quando ele escreveu Danny Says, um título de música que se refere a Danny Fields, seu co-empresário original. “Ele escreveu aquela música para ela”, diz Fields. “É uma canção de amor sobre a garota que ele sente falta em casa. Foi a carta de amor de Joey para Linda.”
A disputa sobre o filme remonta a 2006, quando Cummings-Ramone consentiu com uma produção potencial, mas depois afirmou que o filme era baseado na “recitação unilateral” de Leigh sobre a banda.
Leigh, também conhecido como Mitchel Hyman, se opôs à adoção do nome “Linda Ramone” por Cummings-Ramone, que sugeria falsamente que ela era a “guardiã do legado”.
Uma pequena exposição montada em 2016 reuniu o essencial – uma jaqueta de couro, um violão, camisetas, uma pilha de amplificadores de palco e alto-falantes, relatórios de frequência escolar e uma proposta de contrato de gravação: “Todos os Ramones são originários de Forest Hills. As crianças lá crescem como músicos, degenerados ou dentistas. Os Ramones são um pouco de cada, e seu som não é muito diferente de uma broca rápida em um molar traseiro.”
após a promoção do boletim informativo
Os Ramones ficaram conhecidos por seus shows ao vivonunca fazendo pausa entre as músicas.
“Nós somos péssimos, mas damos show a eles. Espere até nos ver”, disse Johnny.
Joe Strummer do Clash observou mais tarde: “Você não conseguia deslizar um pedaço de papel entre as músicas deles quando eles se apresentavam”.
“Então o show durou 27 minutos, com mudanças de melodia e ritmo, mas nunca parou”, diz Fields. “Foi como se um trem se aproximasse de você… um ataque violento.”
Um árbitro em 2019 implorou a Linda e Leigh que deixassem de lado suas diferenças e alertou-os de que as batalhas estavam fazendo com que a marca Ramones experimentasse um “crescimento morno”.
O árbitro identificou um filme como o caminho a seguir, descrevendo Bohemian Rhapsody como uma demonstração do “poder que um filme biográfico pode ter para melhorar a estatura de uma banda de rock”.
Mas os Ramones acharam difícil garantir um disco de sucesso em sua época – Fields diz que eles não haviam vendido muitos discos quando ele e Linda Stein, esposa do fundador da Sire Records, Seymour Stein, foram substituídos por outro empresário em 1980.
Mas eles deixaram um legado tão forte quanto qualquer outra banda, e seus primeiros trabalhos foram considerados como tendo uma influência duradoura. “Isso está de acordo com mais uma ironia da existência deles”, diz Fields. “Eles são mais famosos agora do que eram naquela época.”
Tal como acontece com muitas disputas épicas de rock, o argumento é tanto sobre o controle da mitologia quanto sobre os negócios – uma busca que frequentemente drena dinheiro para os advogados. Fields diz que Mickey Leigh tentou sequestrar a história. “Ele se tornou parte do mito da criação.”
Numa declaração a Painel publicitárioa viúva de Johnny disse estar “emocionada” com a decisão e descreveu a preservação do legado da banda como “uma missão profundamente pessoal”.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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