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DNA antigo lança luz sobre as origens dos habitantes de Pompéia

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Os cientistas são por vezes vítimas dos seus preconceitos ou, simplesmente, do contexto cultural e histórico em que trabalham. Como todo mundo. Quando, no dia 19e século, silhuetas de gesso das vítimas da terrível erupção do Vesúvio no ano 79 DC apareceram em Pompéia (Itália), são propostas interpretações. Serão gravados em pedra em publicações científicas e também em brochuras turísticas. Suposições se tornaram verdades… até hoje.

O estudo realizado por uma equipe internacional publicado em 7 de novembro em Biologia Atual põe em causa as certezas sobre os moldes de gesso destas pessoas acometidas pela morte. O que se pensava ser uma mulher com o filho no colo naqueles minutos fatais… era na realidade um homem, sem qualquer relação genética com a criança. Duas personagens entrelaçadas na morte acabariam por não ser as duas irmãs que pensávamos ver nem, outra hipótese, uma mãe e a sua filha, já que uma das duas era um homem.

Por que os pesquisadores queriam desafiar uma narrativa tão comovente? Uma equipe internacional de biólogos, antropólogos, geneticistas e arqueólogos da Universidade de Florença (Itália) e das universidades americanas de Harvard e da Califórnia conseguiram recuperar fragmentos de DNA desses famosos moldes pompeianos. E os analisou.

Mistura populacional

Durante as primeiras escavações que se seguiram à redescoberta no século XVIIIe século desta cidade soterrada da Antiguidade Romana, muitas vítimas foram descobertas em casas ou mesmo em locais públicos. Um século depois, o arqueólogo italiano Giuseppe Fiorelli (1823-1896) desenvolveu um método para fazer moldes de vítimas presas em uma camada de cinza priioclástica. Isso envolve despejar gesso líquido nos vazios deixados pela decomposição dos tecidos moles.

Foram produzidos 104 moldes de gesso preservando a forma das vítimas e envolvendo seus ossos pelo método de Fiorelli. Durante uma restauração desses moldes em 2015, uma radiografia tirada de vinte e seis deles revelou que nenhum continha um esqueleto completo… e que as silhuetas de alguns haviam sido redesenhadas com bastante liberdade.

Leia também o relatório (2019) | Artigo reservado para nossos assinantes Pompéia, tesouro arqueológico inesgotável

Elena Pilli, primeira signatária do estudo, David Reich, Alissa Mittnik e seus colegas conseguiram trabalhar em restos ósseos fragmentados misturados com gesso de quatorze moldes sendo restaurados. “Geramos dados antigos de DNA e isótopos de estrôncio em todo o genoma para caracterizar as relações genéticas, sexo, ancestralidade e mobilidade de cinco indivíduos », escrevem. Estes dados genómicos revelam também a presença de imigrantes do Mediterrâneo oriental, confirmando a mistura populacional na época do Império Romano.

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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