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Pelo menos 30 mortos em semanas de violência pós-votação em Moçambique | Notícias de protestos

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Soldados mobilizados enquanto os moçambicanos protestam contra o partido Frelimo, que se mantém no poder há quase meio século.

Pelo menos 30 pessoas foram mortas em Moçambique em quase três semanas de repressões sobre protestos que eclodiram após uma disputada eleição presidencial, de acordo com a Human Rights Watch (HRW).

“Pelo menos 30 pessoas foram mortas entre 19 de outubro e 6 de novembro inclusive em todo o país”, disse a organização de direitos humanos com sede em Nova Iorque à agência de notícias AFP.

O número de vítimas não inclui a violência de quinta-feira, quando a polícia e os soldados dispersaram milhares de manifestantes na capital, Maputo.

O Centro para a Democracia e os Direitos Humanos de Moçambique reportou 34 mortes no total.

No dia 24 de Outubro o partido no poder Frelimo que está no poder desde a independência da nação da África Austral de Portugal há 49 anos foi declarado vitorioso nas eleições com mais de 70% dos votos.

Grupos de oposição e observadores argumentaram que o ataque de 9 de Outubro as eleições foram injustas e fraudulentaslevando a milhares de participantes em manifestações que testemunharam uma violenta repressão por parte das autoridades.

O maior hospital de Moçambique informou na sexta-feira que pelo menos três pessoas morreram e 66 ficaram feridas durante confrontos entre a polícia e manifestantes no dia anterior.

“Dos 66 feridos, 57 foram possivelmente causados ​​por armas de fogo, quatro foram causados ​​por quedas, três foram feridos por agressões físicas e dois foram feridos por armas brancas”, disse Dino Lopes, diretor do serviço de urgência de adultos do Hospital Central de Maputo.

A maioria das vítimas tinha entre 25 e 35 anos e outras tinham apenas 15 anos, disse ele em entrevista coletiva.

A polícia moçambicana foi acusada por grupos de direitos humanos de usar munições reais contra manifestantes políticos no passado. O ministro do Interior defendeu a resposta da polícia às manifestações mais recentes, dizendo ser necessária a restauração da ordem pública.

O porta-voz das Forças Armadas de Moçambique, General Omar Saranga, anunciou numa conferência de imprensa no final da noite de quinta-feira que soldados foram agora destacados para as ruas para ajudar a apoiar a polícia na manutenção da ordem.

“Em momentos como este, com manifestações a decorrer em algumas regiões, o nosso papel estende-se também ao apoio às forças de segurança na manutenção da ordem pública e da paz”, disse Saranga.

O palácio presidencial no país de 34 milhões de habitantes foi colocado sob forte vigilância e as forças de segurança patrulham constantemente as ruas. Muitos estão se trancando em suas casas.

Milhares de manifestantes provocaram incêndios e barricaram estradas na capital na quinta-feira, na maior manifestação desde as eleições. Polícia disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha enquanto os manifestantes gritavam “A Frelimo tem de cair”, e alguns atiravam pedras.

O Conselho Constitucional ainda não validou os resultados das eleições, o que é necessário para o reconhecimento oficial dos resultados.

O Presidente Filipe Nyusi, da Frelimo, demite-se do cargo depois de cumprir os dois mandatos permitidos pela Constituição, entregando o poder a Daniel Chapo, que foi declarado vencedor das eleições presidenciais.





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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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