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dois meses depois das eleições, as manifestações e a repressão continuam

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Manifestação em Maputo (Moçambique), 7 de novembro de 2024.

Dois meses depois das eleições gerais em Moçambique – presidencial, legislativo e provincial – disputado em 9 de outubro, o barulho das ruas não diminui. Pelo contrário, nunca pareceu tão animado e organizado. Entre sábado, 7 de dezembro, e domingo, 8 de dezembro, uma série de ações levadas a cabo em todo o território por apoiantes da oposição paralisaram parcialmente o país, incluindo a sua capital, Maputo.

Em resposta, a polícia matou pelo menos 22 pessoas nestes dois dias, elevando o número provisório de mortos para 104 mortes após sessenta dias de manifestações, segundo a Plateforma Decide, uma organização de observação eleitoral da sociedade civil.

O país está a afundar-se numa crise enquanto o Tribunal Constitucional adia o anúncio dos resultados finais das eleições presidenciais. Ela é obrigada a fazer isso antes de 23 de dezembro. Para já, Daniel Chapo, candidato da Frelimo, partido no poder desde a independência em 1975, foi creditado com 71% dos votos pela comissão eleitoral. Uma pontuação rejeitada pela oposição, enquanto os observadores da União Europeia notaram “irregularidades” e “mudanças injustificadas” durante as eleições.

O seu líder, Venâncio Mondlane, à frente do partido Podemos – 20% dos votos – exilou-se após o assassinato de dois dos seus colaboradores no final de Outubro. Alvejado pela primeira vez na África do Sul no início de novembro, ele então, segundo suas declarações, deixou o continente africano.

Raiva centra-se nos símbolos da Frelimo

Essa distância não o teria protegido porque, ainda segundo seu relato, teria sofrido uma segunda tentativa de assassinato contra sua pessoa, no dia 7 de dezembro. “Se eu morrer, vocês devem acelerar o ritmo das manifestações”escreveu hoje na sua conta do Facebook, hoje a mais seguida em Moçambique.

Os apelos do homem que foi eleito a personalidade lusófona do ano pela agência noticiosa portuguesa Lusa ainda ressoam entre os seus apoiantes, apesar da distância. No sábado, um grupo de manifestantes cercou duas das principais centrais eléctricas do país, na fronteira sul-africana, mergulhando Maputo na escuridão durante dois dias. Da mesma forma, os manifestantes bloquearam 24 horas a N1, que leva o nome da imensa autoestrada de 2.500 quilómetros, eixo vital que atravessa este longo país de norte a sul.

Leia também a descriptografia | Artigo reservado para nossos assinantes Em Moçambique, a crise em Cabo Delgado, um tema importante nas eleições presidenciais

A raiva concentra-se nos símbolos da Frelimo, cujo reinado incontestado desde a independência em 1975 cristalizou as frustrações. Se o Podemos apelou ao bloqueio das filiais locais do partido no poder, os manifestantes foram mais longe: incendiaram cerca de dez delas, incluindo a de Chibuto, na província de Gaza (centro do país), considerada o bastião histórico da Frelimo. Nesta mesma localidade, quase uma centena de prisioneiros foram libertados após um ataque ao centro de detenção preventiva. A sobrecarregada polícia não conseguiu impedir o saque de um complexo hoteleiro pertencente a Joaquim Chissano, o antigo presidente moçambicano.

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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