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dois sudaneses indiciados nos Estados Unidos
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Dois sudaneses foram indiciados por procuradores dos EUA pela sua alegada participação no Anonymous Sudan, um grupo que lançou vários milhares de ataques de “negação de serviço” (DDOS). Estas últimas, que consistem em saturar sites da Internet para torná-los inacessíveis, foram lançadas contra agências governamentais americanas, aeroportos, vários hospitais e inúmeras empresas em todo o mundo. Na França, o grupo tinha como objetivo vários ministérios, em março : apesar dos poucos danos observados, Matignon havia mencionado na época um ataque informático de um “intensidade sem precedentes”.
Ahmed Salah Yousif Omer, 22 anos, é acusado de montar a infraestrutura do grupo e postar mensagens no Telegram reivindicando a responsabilidade pelos ataques. Outro acusado, seu irmão, Alaa Salah Yusuuf Omer, 27 anos, é acusado de ter participado da confecção das ferramentas de ataque. Ambos estão detidos fora dos Estados Unidos e foram interrogados por agentes do FBI, detalharam os promotores federais.
Pelo ataque ao Cedars-Sinai Medical Center, um grande hospital de Los Angeles que teve de recusar pacientes devido a uma ação do Anonymous Sudan, Ahmed Salah Yousif Omer é acusado pela justiça norte-americana de ter tentado “causando a morte de forma consciente e imprudente”. Como tal, corre o risco de ser condenado à prisão perpétua – uma acusação excepcionalmente grave por pirataria informática, especialmente por ataques de negação de serviço, cujos danos são geralmente limitados e temporários. Se for condenada, será a primeira condenação por crime cibernético associada a danos físicos nos Estados Unidos, disse Martin Estrada, procurador dos EUA no Distrito Central da Califórnia, que lidera a investigação. Vários sites de hospitais franceses também foi alvo em junho de 2023com muito menos danos.
Mais de 35.000 ataques
Segundo procuradores norte-americanos, a ferramenta desenhada pelo grupo foi utilizada para lançar mais de 35 mil ataques deste tipo – que se destacaram pelo seu poder e pela sua capacidade de causar danos – num ano. A lista total dos seus alvos é vertiginosa: o Anonymous Sudan teve como alvo organizações governamentais e empresas nos Países Baixos, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Chade, Israel e Reino Unido. Netflix, Riot Games Inc, Europol, FBI, Departamento de Defesa e Departamento de Estado estão entre os alvos específicos, segundo os promotores.
Em França, o grupo foi alvo de duas investigações da Direção-Geral de Segurança Interna (DGSI): a primeira foi lançada em março de 2023, depois de o grupo ter exigido o bloqueio dos sites de vários aeroportos franceses, e a segunda um ano depois, depois de o ataque aos ministérios.
O grupo perseguiu um “Ideologia nacionalista sudanesa” e escolheu alvos muito variados mas sempre de acordo com esta ideologia, acrescentou o Sr. Estrada, descrevendo os arguidos como “insensível e descarado”. Nas suas mensagens, o Sudão Anónimo reivindicou o seu antiamericanismo, mas também a sua hostilidade às pessoas LGBT+ ou a Israel, bem como o seu apoio à Palestina.
A origem dos réus, uma surpresa
A nacionalidade dos dois principais arguidos – os procuradores especificaram que dois outros piratas tinham sido identificados, sem revelar o seu nome ou nacionalidade – é surpreendente, uma vez que o grupo parecia alinhado com os interesses russos. “O que podemos dizer sobre o Anonymous Sudan é que eles estão tão próximos das ideias russas que duvidamos que sejam sudaneses. Há razões para acreditar que eles são um nariz falso dos russos para dar um ar mais internacional à sua acção.explicou a Mundo John Hultquist, um dos maiores especialistas em caça estatal de piratas, há alguns meses.
No entanto, os promotores disseram que o grupo era liderado por pessoas baseadas no Sudão “embora o grupo possa compartilhar ideologias com Killnet (um grupo de hacktivistas DDOS fortemente suspeitos de serem russos) e outros grupos hacktivistas semelhantes, e às vezes parece agir de acordo com eles.segundo depoimento de um agente do FBI, em apoio à acusação contra Ahmed Salah.
No ano passado, uma pessoa que se identificou como porta-voz do Anonymous Sudan no Telegram disse a um repórter da Bloomberg que o grupo havia feito parceria com grupos de hackers russos porque “A Rússia já tinha apoiado o Sudão e, além disso, estes grupos (O) ajudou muito e (que eles queriam) retribuir o favor”. As autoridades americanas realizaram uma operação para desmantelar a infraestrutura técnica do Anonymous Sudan em março, a página do Telegram cessou a sua atividade antes de desaparecer.
O mundo com Bloomberg
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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