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Donald Trump não pode impedir a ação climática global. Se permanecermos unidos, serão os EUA que sairão a perder | Bill Lebre
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2 anos atrásem
Bill Hare
DA reeleição de Donald Trump para a Casa Branca é um grande revés para a acção climática, mas, em última análise, serão os EUA que poderão acabar por perder, uma vez que o resto do mundo avançará sem ela.
Os EUA são a maior economia do mundo e o seu segundo maior emissor. O envolvimento positivo dos EUA no clima tem sido crucial para avanços históricos, como a ultrapassagem do acordo de Paris, e apenas no ano passado comprometendo-se a abandonar os combustíveis fósseis.
A ausência dos EUA em acção na segunda metade desta década crítica para a acção climática não representa um bom resultado para ninguém.
O presidente eleito Trump prometeu abandonar o acordo de Paris e relatórios surgiram que ele poderia estar a pensar em abandonar o tratado-quadro subjacente das Nações Unidas sobre as alterações climáticas. Mas já estivemos aqui antes e a verdade é que uma segunda presidência de Trump não pode parar a acção climática, tal como a sua negação das alterações climáticas induzidas pelo homem não poupará os EUA dos seus impactos.
A transição energética está agora bem encaminhada. A economia das tecnologias renováveis é tão atraente que se tornou um rolo compressor energético. Desde que o acordo de Paris foi assinado em 2015, o investimento global em energia limpa aumentou em 60%.
Quase 2 biliões de dólares por ano são agora investidos em projectos de energia limpa, quase o dobro do gasto em novos fornecimentos de petróleo, gás e carvão. Antes da pandemia, esta relação estava mais próxima de 1:1. Os EUA adicionaram 560 gigawatts de capacidade renovável em 2023. Isso é cerca de seis vezes o tamanho de toda a capacidade elétrica da Austrália, adicionada em apenas um ano.
A nível interno, a Lei de Redução da Inflação de Joe Biden deu início a investimentos climáticos que serão difíceis e politicamente impopulares de desfazer. Notoriamente, não Os republicanos votaram a favor da legislação mas os estados vermelhos têm sido os principais beneficiários do dinheiro, dos projectos e dos empregos que criou. Os republicanos da Câmara até empurrados contra seus pares para proteger alguns dos créditos fiscais de energia limpa da lei.
Os impactos climáticos estão a acelerar num ritmo e numa escala que é insustentável de ignorar. Os furacões Helene e Milton, sobrecarregados pelas alterações climáticas, deverão custar mais de 50 mil milhões de dólares. Incêndios na Califórnia, ondas de calor nos estados do cinturão solar e inundações no Sul dos EUA estão causando enormes danos aos americanos. Ano passado uma enquete mostrou a maioria deles sente que as alterações climáticas já estão a causar efeitos graves.
Nada disto irá parar no dia em que Trump voltar a entrar na Casa Branca.
Internacionalmente, já estivemos nesta posição antes. Em 2001, George W Bush renunciou ao acordo de Quioto de 1997. A última vez que Trump esteve no poder, ele abandonou o acordo de Paris, ainda que por um curto período de tempo. Não quero subestimar os impactos de Trump, ou o Projeto 2025 agenda à qual tem estado ligado, mas a acção climática não parou naquela altura e não vai parar agora.
Outros intervenientes, nomeadamente a China, estão cada vez mais a assumir uma posição de liderança nesta questão, devido à política estratégica e aos interesses económicos que promove. A União Europeia está a avançar com a sua agenda de desenvolvimento económico verde, apesar de uma mudança para a direita no equilíbrio de poder em toda a UE27 – com a acção sobre a emergência climática a impulsionar o desenvolvimento económico necessário para esta região de 350 milhões de pessoas.
Os EUA, se Trump implementar as mudanças que defendeu, ficarão para trás em novas tecnologias e mercados.
O grau de dano da segunda presidência de Trump para a acção climática depende muito da forma como os outros países reagem. Se muitos seguirem Trump no sentido de reverter – ou abrandar – a sua acção, os danos serão graves, duradouros e difíceis de ultrapassar.
Por outro lado, se os países se mantiverem unidos e, como deveriam, aprofundarem os seus compromissos alinhando-se com o limite de 1,5ºC do Acordo de Paris, os danos serão significativos, mas não graves.
após a promoção do boletim informativo
Na Austrália, estamos na linha de frente dos impactos e danos climáticos. A Grande Barreira de Corais sofreu enormes danos com o branqueamento cada vez mais frequente. As florestas na Austrália Ocidental sofreram escurecimento e morte em uma escala sem precedentes devido à seca prolongada e ao calor.
Sabemos que a crise climática e os seus impactos nos nossos vizinhos são uma das nossas mais graves ameaças à segurança – embora não seja uma questão sobre a qual o nosso governo queira falar particularmente.
O governo australiano, especialmente dada a sua intenção de acolher a COP31, deve desempenhar um forte papel diplomático para ajudar a garantir que as consequências da segunda presidência de Trump sejam limitadas e que a acção interna internacional em todos os outros lugares continue a avançar.
Isto requer liderança. O governo deve intensificar e trabalhar com outros países que pensam da mesma forma para reunir uma coligação preparada para avançar na questão climática. E precisa avançar por si só.
Não há tempo a perder com isso. A COP29 começa em Baku dentro de alguns dias e será urgentemente necessária uma verdadeira liderança para manter a dinâmica necessária para chegar a acordo sobre as questões difíceis que precisam de ser resolvidas para manter a acção a nível global.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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21 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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