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Donald Trump teria poucas chances na Alemanha — pesquisa – DW – 01/11/2024
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O mundo está a assistir os últimos dias da campanha eleitoral dos EUA com ansiedade – mas, se as eleições de 5 de Novembro fossem realizadas na Alemanha, parece que a candidata democrata Kamala Harris venceria facilmente o antigo Presidente Donald Trump.
Os investigadores infratest-dimap, trabalhando em nome da emissora pública ARD, perguntaram aos eleitores alemães quais dos candidatos consideravam mais convincentes, e a resposta foi clara: 74% disseram Harris, enquanto o candidato republicano Trump conseguiu persuadir apenas 11% dos entrevistados. A sondagem Deutschlandtrend questionou um total de 1.333 pessoas na Alemanha, selecionadas de acordo com critérios representativos.
Trump teve melhor desempenho apenas entre os apoiadores de a alternativa anti-imigrante de extrema direita para a Alemanha Partido (AfD) – 41% dos quais o preferiam a Harris, enquanto 26% confiavam mais nela. O resto dos apoiantes da AfD inquiridos expressaram pouca confiança em qualquer um dos candidatos.
Alemães que apoiam a centro-esquerda do chanceler Olaf Scholz Social-democratas (SPD), a União Democrata Cristã, de centro-direita (CDU) e os Verdes favoreceram Harris com maiorias variando de 90% a 92%. Entre aqueles que apoiam o populista de esquerda Aliança Sahra Wagenknecht (BSW)61% eram a favor de Harris, enquanto Trump teve que se contentar com 14%.
As razões para a clara maioria a favor de Harris são variadas. Uma vitória democrata seria amplamente considerada melhor para as relações germano-americanas e a economia alemã. Mas muitos alemães também parecem ver Harris como o melhor candidato em questões como a crise climáticaa segurança na Europa e as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente.
Como a Rússia e a China estão tentando influenciar as eleições nos EUA
Medo por seus empregos
A nível interno, a sondagem mostrou que a maioria dos alemães está preocupada com a crescente quantidade de notícias económicas negativas. Quase três quartos dos entrevistados afirmaram estar preocupados com o facto de a Alemanha estar a perder a sua posição como local de negócios.
Cerca de quatro em cada 10 entrevistados duvidam que conseguirão manter o seu actual nível de vida, enquanto quase um em cada cinco trabalhadores disse estar preocupado com a sua segurança no emprego.
A resposta do governo alemão às notícias económicas pouco fez para convencer as pessoas: apenas cerca de um em cada oito entrevistados expressou uma opinião favorável sobre o orçamento ou a política económica do país. a coligação do SPD, Verdes e Democratas Livres (FDP) sob Scholz.
E como deveria ser estimulada a lenta economia da Alemanha? Cerca de 54% são a favor da redução dos impostos sobre as sociedades, enquanto 34% são contra. Cerca de dois terços considerariam a ajuda ao investimento útil para colocar a economia de volta no caminho do crescimento.
Eleições antecipadas já não são impensáveis
A má imagem do governo federal reflecte-se na questão de saber se a coligação de Scholz deveria cumprir o resto do seu mandato, que terminará com as eleições gerais de Setembro de 2025: 41% foram a favor, com cerca de 54% contra. Entre os apoiantes dos partidos do governo, SPD e Verdes, no entanto, uma maioria de bem mais de 70% é a favor da continuação da coligação.
Olaf Scholz da Alemanha sob pressão após eleições estaduais
Em contraste, entre os círculos da AfD, quase todos, cerca de 93%, estão esperando por uma eleição antecipada. Entre os apoiantes da CDU de centro-direita, que lidera as sondagens há meses, quase 70% esperam um fim antecipado do governo. Entre o BSW, o número era de três em quatro.
AfD em segundo lugar
A pesquisa sugeriu que a conservadora CDU e o seu partido irmão bávaro, a CSU, emergiriam como vencedores claros de uma eleição federal se esta fosse realizada agora. Com cerca de 34% (+3), a CDU/CSU alcançou a sua melhor classificação nas sondagens na Alemanha desde Fevereiro de 2021.
A AfD continuaria a ser o segundo partido mais forte, com 17% inalterados, seguida de perto pelo SPD, com 16%. Os Verdes atingiriam 11% (-2) e o BSW 6% (-2).
O FDP, actualmente no poder, obteria 4% (+1) dos votos, o que significaria que abandonaria o Bundestag. Todos os outros partidos, incluindo o Partido da Esquerda socialista, alcançariam um total de apenas 12%.
Este artigo foi escrito originalmente em alemão.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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