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‘Donos de redes sociais’ não decidirão eleições na Alemanha, diz Scholz na TV – 31/12/2024 – Mundo

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José Henrique Mariante

O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, afirmou em pronunciamento na TV que “donos de redes sociais” não decidirão a eleição na Alemanha. Sem citar Elon Musk, que adotou a sigla de extrema direita local, o social-democrata pediu aos alemães que “não se deixem enganar uns pelos outros”, nesta terça-feira (31).

No último fim de semana, o bilionário publicou um artigo de opinião no Die Welt, um dos jornais mais importantes do país, declarando que somente a AfD conseguiria tirar a Alemanha do “caminho da mediocridade”. Antes, em postagens no X, que comprou em 2022 e transformou em terra sem lei para seu proselitismo digital, já havia escrito que “apenas a AfD pode salvar Alemanha”; dias antes, chamou Scholz de “idiota incompetente”.

A publicação do texto de Musk gerou forte reação da mídia e do universo político alemão. O empresário ter ganhado espaço em um veículo de imprensa foi considerado pela maioria como propaganda política. A editora de Opinião do Welt, um jornal conservador, cujo CEO é amigo de Musk, pediu demissão pouco depois da polêmica publicação.

Diversos políticos criticaram a veiculação do artigo e seu teor. Friedrich Merz, principal oponente de Scholz e, de acordo com as pesquisas, o futuro premiê, declarou em entrevista que não se lembrava “na história das democracias ocidentais de tamanha interferência na campanha de um país amigo”.

Uma porta-voz do governo federal, na segunda-feira (30), afirmou que as opiniões de Musk eram uma intromissão em assuntos da Alemanha e ainda foi irônica ao dizer que “a liberdade de expressão também contempla o nonsense”. O empresário gosta de se descrever como um “absolutista” da liberdade de expressão, argumento que usa para justificar a falta de moderação de conteúdo no X.

Em seu texto, justificou que deveria participar do debate público por ter feito “investimentos significativos” no país. O principal deles é uma fábrica da Tesla, nas cercanias de Berlim, que sofre com protestos de ambientalistas por ter se instalado em uma área de floresta. Um dos partidos que mais se opôs ao projeto foi justamente a AfD.

Musk, que despejou cerca de US$ 250 bilhões na campanha de Donald Trump nos EUA e trabalha com a desenvoltura de um eleito na montagem de sua equipe de governo, vem usando o X para turbinar populistas de direita e extrema direita em diversas partes do mundo. No Brasil, colidiu com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que chegou a tirar o X do ar por quase dois meses no país.

As eleições para o Parlamento alemão estão marcadas para 23 de fevereiro. Foram antecipadas depois que a coalizão de governo montada por Scholz, há três anos, ruiu por divergências internas e impopularidade. O país vive uma crise econômica, um parque industrial defasado e ocioso e espremido ainda por uma guerra comercial com a China e a ameaça do aumento de tarifas da segunda gestão Trump.

Além de ter integrantes investigados por neonazismo e xenofobia, a AfD, Alternativa para Alemanha, chama a atenção pelo receituário econômico. O partido defende a saída do país da União Europeia e da zona do euro, algo inconcebível para a maior economia do continente.

Ainda assim, ocupa o segundo lugar nas pesquisas de opinião, à frente do SPD de Scholz, com ofertas populistas como fim da imigração, de inúmeras exigências ambientais e da regulação excessiva.

Apesar da chance de obter uma bancada histórica, a AfD deve ser preterida na formação de governo. Os outros partidos se recusam a fazer coalizão com a sigla por suas posições extremadas.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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