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Dos escândalos constantes ao final dos melhores programas – como 2024 se transformou no annus horribilis da BBC | Televisão

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Mark Lawson

TOs três maiores ganhadores da BBC este ano nunca mais se repetirão. São eles: Gary Lineker (que deixará o cargo de Partida do Dia no final da temporada 2024-25), Zoe Ball (demitiu-se do programa matinal da Radio 2), Huw Edwards (condenado por acessar imagens indecentes de crianças). É um grau impressionante de rotatividade para seus maiores nomes.

Mas mais quatro dos seus funcionários mais bem pagos também estarão ausentes no próximo ano: Mishal Husain (demitiu-se para ir para a Bloomberg TV), Kirsty Wark e Martha Kearney (semi-reformadas) e Steve Wright (que morreu em fevereiro). Há também dúvidas significativas sobre se três dos prováveis ​​destinatários dos maiores cheques de pagamento dos estúdios da BBC (que, ao reivindicar status comercial independente, não precisa fazer divulgações públicas de pagamento) serão emitidos novamente: Jermaine Jenas teve seus contratos para Match of the Day e The One Show foram encerrados em agosto após alegações de má conduta no local de trabalho. Gregg Wallace deixou In the Factory depois que preocupações semelhantes foram levantadas, enquanto ele permanece sob investigação por questões que surgiram no MasterChef, do qual ele se afastou (com Grace Dent para substituí-lo na próxima série). Jay Blades (The Repair Shop) está escalado para, em maio próximo, defender acusações de comportamento coercitivo ou controlador contra um ex-parceiro.

Dependendo do resultado desses casos, a BBC enfrentará, a partir de 2025, muitas de seus rostos mais investidos e vozes ausentes das programações.

Esta fuga de talentos simboliza um ano horrível para a emissora mais antiga da Grã-Bretanha. Algumas remodelações de apresentação são inevitáveis ​​e até revigorantes. A BBC não poderia razoavelmente ter conhecimento dos crimes e alegados crimes que levaram Edwards e Blades a tribunal, embora pudesse ser responsabilizada pela conduta denunciada no trabalho de Jenas e Wallace. E os gestores podem ser diretamente responsabilizados pela perda catastrófica do melhor apresentador e entrevistador político mais eficaz do programa Today da Radio 4 – bem como de um dos seus apresentadores de televisão mais talentosos: a saída de Husain completa um ano desastroso para a gestão de talentos. O atraso no anúncio da sucessão pós-Lineker – suas funções no Jogo do Dia parecem provavelmente ser compartilhadas entre Gabby Logan, Kelly Cates e Mark Chapman – também foi menos tranquilo do que as melhores práticas de comunicação corporativa.

Este ano também foi problemático para a programação da BBC. Com 13 shows no Os 50 melhores do Guardiana corporação ainda é a maior fornecedora de conteúdo, mas, como uma pioneira no Grand National, está cercada por um grupo de desafiantes de fôlego quente – puros-sangues ricamente financiados do estábulo de streamer, liderados por Disney+/Hulu, Netflix, HBO Max e AppleTV+.

Sucesso criativo para a BBC… Wolf Hall: Mark Rylance como Thomas Cromwell e Ellie de Lange como Jenneke em The Mirror and the Light. Fotografia: Nick Briggs/BBC/Playground Entertainment

Isto ilustra claramente o peso da nova televisão. A BBC às vezes pode competir criativamente (Wolf Hall, The Responder), mas nunca financeiramente. Outra preocupação é que dois dos sucessos estrangeiros deste ano – Rivals da Disney + e Say Nothing da FX – eram histórias britânicas: uma adaptação de Jilly Cooper e um programa sobre os problemas na Irlanda do Norte, alertando sobre a capacidade dos streamers de fazer dramas para exportação que parecem caseiros para os espectadores na localidade retratada.

Outra preocupação para a BBC é que muitos de seus programas mais fortes chegaram a um fim natural: não pode haver mais Wolf Hall, os criadores fecharam a porta do Inside No 9 e The Responder parece completo após duas séries. Apenas The Traitors e Ludwig de David Mitchell sugerem a longevidade orgânica de, digamos, Slow Horses na Apple TV+ ou The Diplomat da Netflix. Também deve ser dado crédito aos executivos por estabilizarem o Strictly Come Dancing que – após as suas próprias alegações de má conduta profissional – parecia potencialmente condenado no início deste ano. No entanto, o comediante Chris McCausland, o primeiro competidor cego, provou ser um dos participantes mais competentes e admiráveis ​​das 22 séries.

Nas décadas anteriores, a eleição de um governo trabalhista teria sido ideal para a BBC. As administrações conservadoras tenderam a visar a emissora estatal para reformas estruturais e de financiamento. Apenas no caso de os conservadores vencerem novamente, a BBC empregou sua tática usual, antes das revisões de estatutos, de obter prestígio, material que agrada a Westminster na tela quando o processo começa: Wolf Hall, além de dois amados atos duplos há muito ausentes – Wallace & Gromit e Gavin & Stacey – nas programações de Natal.

Estas delícias do MP podem ser desnecessárias, dado o apoio imediato de Keir Starmer à BBC na sua forma actual. Este apoio, porém, pode ser uma notícia menos boa do que parece. O relatório anual deste ano revelou uma redução anual de 80 milhões de libras nas receitas provenientes das taxas de licença – impulsionada por meio milhão de famílias que não renovaram – e uma queda de 253 milhões de libras nos rendimentos comerciais. (Até Wallace & Gromit é agora partilhado com a Netflix.) De forma alarmante, isto marca uma queda simultânea no rendimento tradicional e alternativo, com um terceiro factor sinistro a ser uma queda abrupta no consumo da BBC por parte do público mais jovem.

O comediante Chris McCausland salvou o Strictly Come Dancing de um quase desastre.
Fotografia: Guy Levy/PA

Dado que as estatísticas sugerem que a compra de licenças continuará a diminuir – acelerada pela falta de vontade política para compras legalmente impostas – algumas figuras importantes da BBC passaram a aceitar a necessidade de outro sistema de financiamento. No entanto, com Starmer e sua secretária de cultura, Lisa Nandy, até agora parecendo cautelosos sobre a mudança na corporação, as negociações do próximo ano sobre a nova carta real (um período que durará uma década a partir de 2027), podem, pela primeira vez, apresentam gerentes da BBC exortando os políticos a serem mais radicais. Qualquer coisa próxima do status quo poderia condenar a BBC à ruína.

pular a promoção do boletim informativo

Algumas pessoas na política e na radiodifusão lançaram a ideia de uma taxa de radiodifusão de serviço público sobre as contas de banda larga ou os preços das casas, mas a reacção dos meios de comunicação social e das redes sociais aos aumentos de impostos no primeiro orçamento trabalhista sugere que vincular a BBC às receitas do Estado poderia torná-la ainda mais vulnerável. . Um sistema de subscrição escalonado, com um pacote básico gratuito de notícias e cultura, parece ser o resultado mais provável após 2027.

Nandy, embora aparentemente amiga da emissora, também poderia ameaçá-la de outra forma. Durante o episódio de Gregg Wallace – no qual ele negou acusações de assédio sexual, mas enfrenta acusações de violar as diretrizes da BBC – Nandy pediu que a BBC e outras emissoras reformassem as práticas de trabalho, possivelmente porque esse é o tipo de intervenção ministerial que não custa nada, mas sugere Ação.

O perigo para a Broadcasting House é que, após as saídas muito diferentes de Edwards e Jenas (e possivelmente também sabendo dos problemas que viriam para Blades), o presidente da BBC, Samir Shah, e o diretor geral, Tim Davie, contrataram a empresa Change Associates para investigar a “cultura do local de trabalho” da BBC e reportar na “primavera” do próximo ano.

Este processo teria de ser extremamente sortudo ou pouco curioso para não identificar mais alvos para disciplina interna e escrutínio dos meios de comunicação externos; possivelmente, desta vez, incluindo executivos que anteriormente escaparam, colocando-se no comando da supervisão das punições. A BBC poderá em breve enfrentar mais caos.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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