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‘Duna: A Profecia’: Travis Fimmel e Jade Anouka no Brasil – 14/12/2024 – Cinema e Séries

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Vitor Moreno

São Paulo

Se tivesse o poder de seu personagem em “Duna: A Profecia” (Max), Travis Fimmel o utilizaria para algo bem menos violento do que o misterioso Desmond Hart da série. “Eu usaria para obrigar as pessoas a dançar”, comenta, bem-humorado. “Por algum motivo, gosto de ver as pessoas dançando (risos).”

O ator australiano, que esteve no Brasil para participar da CCXP 2024, é bem menos sombrio que o soldado capaz de queimar uma pessoa (ou várias) apenas colocando as mãos sobre as têmporas e sobre cujo passado pouco se sabe na série. Em São Paulo, foi ao boêmio bairro da Vila Madalena procurando um samba.

“Sim, fui a muitos bares. Foi ótimo. As pessoas são tão alegres e todo mundo estava se divertindo. O Brasil tem uma ótima atmosfera e uma vibe incrível”, comenta ele, antes de falar mais sobre o destino de Desmond. “Os brasileiros são as pessoas mais legais. Passei uma temporada muito, muito boa aqui. As pessoas são muito acolhedoras.”

Na trama, Desmond ganhou a confiança do imperador Javicco Corrino (Mark Strong), mas já mostrou que é capaz de algumas atrocidades —como assassinar uma criança— para defender seus pontos de vista. A dúvida do público é se o personagem é realmente confiável ou se pode se virar contra quem finge defender.

“Acho que ele fala a verdade”, comenta o intérprete. “Só que, às vezes, a verdade pode ser uma coisa muito assustadora para as pessoas. Às vezes, você não quer saber a verdade sobre algumas pessoas porque quer se decepcionar. Então, acho que o maior poder dele é entrar lá e dizer a verdade. Mas, claro, ele tem seus próprios interesses e um motivo pelo qual está lá.”

Ele diz que isso deve ficar mais claro nos episódios finais da temporada, que vão ao ar nos domingos 15 e 22, e que mesmo ele se surpreendeu com algumas das coisas que descobriu sobre Desmond nas gravações. “Eu sabia da história dele em termos gerais, mas muitos dos detalhes eu não percebi”, afirma. “Estou feliz por haver aceitado o trabalho porque fica cada vez mais interessante para mim.”

Também no país para divulgar a série, Jade Anouka é outra cuja personagem, a irmã Theodosia, acabou de revelar novas habilidades sobrenaturais. No episódio mais recente, que foi ao ar no dia 8, ela mostrou que tem o poder de assumir a forma de outra pessoa.

Não chegou a ser uma surpresa para a atriz, que já sabia que isso ocorreria em algum momento. Mesmo assim, não deixou de ser empolgante quando a cena se materializou. “Quando eu ouvi, pensei: isso é legal, quero fazer isso”, conta.

Na trama, Theodosia reluta em usar essa artimanha, mas acaba o fazendo a pedido da poderosa Valya Harkonnen (Emily Watson), a madre superiora da irmandade da qual ela faz parte. “Nós vemos que é algo que ela definitivamente não queria fazer. Na verdade, ela diz que sua única condição quando se juntou à irmandade era que nunca teria que fazer isso novamente”, lembra. “Então, o fato de ela fazer isso por Valya fala muito.”

Anouka conta ainda que não foi apenas um truque de edição que a transformou em Griffin Harkonnen (Earl Cave). “Estávamos ambos no set e trabalhamos juntos em termos de como a cena se desenrolaria”, afirma. “E ambos gravamos com pontos em nossos rostos para a equipe de efeitos especiais. E, então, eles meio que juntaram tudo. É incrível.”

Showrunner da série, Alison Schapker, explica que, apesar de no universo de Duna, as pessoas com a habilidade de Theodosia serem conhecida como “dançarinas de rostos”, ela ainda não pode ser tecnicamente chamada assim. “É um termo que ainda não é amplamente usado”, diz. “Ela é um protótipo experimental inicial, só para deixar claro.”

Já sobre o fato de Desmond ter frustrado o plano de Valya de salvar o imperador da morte para que ele lhe devesse um favor, Schapker antecipa que certamente as coisas não vão ficar por isso mesmo. “Valya não vai parar porque ela leva um golpe”, avalia.

“Na verdade, ela consegue algo mesmo nessa perda”, detalha. “Ela consegue aquela amostra do sangue que Desmond que goteja no corrimão e vai usar isso. Ela está determinada a dar o troco, a chegar ao fundo de quem ele é. Quem é esse cara misterioso que apareceu com esse poder e uma história de profeta?”

Jordan Goldberg, produtor executivo da série, concorda. “Valya nunca desistirá de lutar”, afirma. “Acho que tanto ela quanto Desmond têm motivações que meio que os colocam em rota de colisão o tempo todo. E isso torna a história realmente fascinante de assistir, especialmente à medida que avançamos para os próximos episódios, nos quais as perguntas meio que serão respondidas.”

Mesmo sem uma confirmação oficial de uma segunda temporada, Goldberg se mostrou confiante de que a série voltará com novos episódios no futuro. “Ainda temos que chegar ao fim [desta temporada], mas essa história tem muitos lugares interessantes para serem explorados. Como vocês verão, no final haverá muitas perguntas legais das quais vamos querer respostas.”



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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