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É difícil confiar no nacionalismo de recursos do governo militar do Níger | Opiniões

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No mês passado, o conglomerado nuclear maioritariamente estatal francês, Orano, revelou que o governo militar do Níger assumiu o “controlo operacional” da sua subsidiária nigeriana de mineração de urânio, Somair. Num comunicado datado de 4 de Dezembro, alegou que as decisões tomadas nas reuniões do conselho de administração da Somair – na qual o estado do Níger tem uma participação de 36,6 por cento – “não estavam mais a ser aplicadas”. De forma crítica, afirmou que as autoridades nigerinas se recusavam a suspender a produção na mina, ao mesmo tempo que não permitiam a exportação dos produtos, alegadamente “colocando um pesado fardo sobre os funcionários e as comunidades locais”.

Orano diz que começou a encontrar dificuldades na gestão da Somair em Julho de 2023, pouco depois de um grupo de oficiais militares de alta patente, liderados pelo general Abdourahamane Tchiani, ter deposto o presidente nigeriano, Mohamed Bazoum.

Em resposta ao golpe, o bloco regional CEDEAO suspendeu a adesão do Níger e impôs sanções ao país. Estas incluíram sanções comerciais que paralisaram todas as exportações através do Benim, incluindo as exportações de urânio da Somair.

A CEDEAO levantou estas restrições comerciais em Fevereiro de 2024, mas as autoridades nigerinas decidiram manter fechada a sua fronteira com o Benim. Também se recusaram a reiniciar as exportações de urânio da Somair através de uma rota alternativa e acabaram efectivamente com as hipóteses de sobrevivência comercial da subsidiária Orano.

O governo militar desferiu mais um golpe nos interesses de Orano no Níger em Junho, ao revogar a licença que a sua outra subsidiária, a Imouraren SA, detinha para explorar o depósito de urânio de Imouraren – que se acredita ser um dos maiores do mundo – alegando que os franceses os planos de desenvolvimento da empresa não atenderam às expectativas.

A aparente hostilidade da junta nigeriana para com o gigante nuclear francês não é sem razão.

Desde que assumiram o poder, os governantes militares do Níger têm manifestado o seu descontentamento com o processo através do qual as empresas estrangeiras conseguem garantir licenças de mineração lucrativas, dizendo que os 27 milhões de cidadãos da nação africana sem litoral deveriam obter maiores lucros dos seus ricos depósitos de urânio.

O argumento deles tem mérito.

Apesar de todos os seus recursos naturais, o Níger é um dos países mais pobres do mundo, com quase metade da sua população a viver em pobreza extrema e cerca de 13,1% a enfrentar uma grave insegurança alimentar. Apesar de ajudar a manter as luzes acesas na Europa com o urânio encontrado nas suas terras, apenas um em cada sete nigerianos tem acesso a serviços modernos de electricidade. O país da África Ocidental ficou em 189º lugar entre 193 países no ranking de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Índice para 2023-24.

É evidente que o nigeriano médio não ganhou quase nada com os abundantes e invejáveis ​​recursos naturais do país ao longo dos anos. Esta profunda injustiça pode ser atribuída em grande parte às acções da França, a antiga autoridade colonial do Níger.

O Níger declarou a sua independência da França em 1960, mas nunca conseguiu realmente pôr fim à exploração francesa dos seus depósitos de urânio. Aproveitando os acordos comerciais que remontam à era pré-independência, a França tem extraído urânio no Níger com as margens de lucro mais elevadas possíveis, dando ao povo nigerino apenas migalhas, durante mais de cinco décadas. E por vezes, segundo responsáveis ​​nigerianos, as empresas francesas nem sequer pagam o que oficialmente concordaram pelas exportações.

Mahaman Laouan Gaya, ex-ministro da Energia do Níger e secretário-geral da Organização Africana de Produtores de Petróleo (APPO) até 2020, por exemplo, disse à publicação alemã DW numa entrevista de 2023 que o Níger exportou urânio no valor de 3,5 mil milhões de euros (3,6 mil milhões de dólares) para França em 2010, mas recebeu apenas 459 milhões de euros (480 milhões de dólares) em troca.

Agora, ao que parece, pelo menos à primeira vista, o governo militar está legitimamente a tentar pôr fim a esta relação comercial desigual e exploradora construída sobre o privilégio colonial francês. No entanto, quando se vai um pouco mais fundo, torna-se óbvio que as acções do governo militar não se baseiam apenas no desejo de promover o interesse nacional nigeriano. O objectivo principal da administração não eleita ao atacar Orano parece não ser proteger a nação da exploração colonial, mas pressionar a França a reconhecer o seu domínio.

O Ministro das Minas do Níger, Coronel Abarchi Ousmane, reconheceu isso numa entrevista recente à agência de notícias RIA Novosti.

“O Estado francês, através do seu chefe de Estado, declarou que não reconhece as actuais autoridades no Níger”, disse ele ao meio de comunicação russo em Novembro. “Parece-lhe possível que nós, o estado do Níger, permitiríamos que as empresas francesas continuassem a extrair os nossos recursos naturais?”

Esta declaração deixa claro que o governo militar pode estar disposto a permitir que Orano continue a extrair os recursos do Níger, mas apenas se o governo francês lhes der legitimidade na arena internacional (e talvez uma parte ligeiramente melhor dos lucros).

Infelizmente, o governo militar parece estar a fazer a coisa certa, pelo menos por enquanto, mas pelas razões erradas.

Os nigerianos têm o direito inerente de controlar os seus recursos nacionais. No entanto, este direito fundamental não deve ser abusado para garantir o bem-estar político e a sobrevivência a longo prazo de um regime golpista cada vez mais opressivo que está estreitamente alinhado com a Rússia – outra potência imperial egoísta, sem dúvida, esperando ansiosamente pela sua vez de explorar o urânio do Níger. reservas e outros recursos.

O nacionalismo de recursos que o governo militar parece estar a promover pode ajudar imensamente o Níger e trazer ao seu povo a merecida prosperidade e estabilidade. Mas apenas se os governantes do país se abstiverem de substituir a exploração dos antigos senhores coloniais pela sua própria corrupção local e repressão violenta.

Na verdade, a apropriação dos esforços e da retórica da indigenização por parte de uma liderança aparentemente nacionalista e anticolonial para promover a sua agenda egoísta não é sem precedentes em África. E sempre que um governo ou líder transformou a indigenização em geral – e o nacionalismo de recursos em particular – numa ferramenta para consolidar o poder para oprimir o povo, o resultado final foi a devastação económica, política e social.

Tomemos como exemplo a Líbia, vizinha rica em petróleo do Níger – talvez o país que obteve maior sucesso através da indigenização no continente.

Dois anos depois de ganhar o poder através de um golpe de Estado sem derramamento de sangue em Setembro de 1969, o então líder líbio, coronel Muammar Gaddafi, procurou renegociar o preço do petróleo para financiar uma revolução socioeconómica.

Após extensas negociações, a Líbia assinou um acordo inovador com empresas petrolíferas ocidentais em Março de 1971. O acordo aumentou o preço anunciado do petróleo líbio de 2,55 dólares por barril para 3,45 dólares, levando a um aumento de receitas anuais para a Líbia superior a 600 milhões de dólares (equivalente a aproximadamente 4,6 mil milhões de dólares). hoje).

Dois anos mais tarde, em Setembro de 1973, a Líbia nacionalizou 51 por cento dos activos de todas as empresas petrolíferas que operam no país. Como resultado dos lucros inesperados, os rendimentos per capita dispararam no país do Norte de África, aumentando de 1.830 dólares em 1970 para mais de 4.000 dólares em 1975 e tornando-se um dos mais elevados do mundo em 1979.

Com os recursos financeiros substanciais que obteve com o nacionalismo de recursos e a indigenização, Gaddafi iniciou com sucesso uma nova era de avanço socioeconómico quase socialista que facilitou a construção de novas habitações, instituições educativas e instalações de saúde. Por um tempo, a revolução obteve ganhos excepcionais. Os líbios registaram melhorias exponenciais nos padrões de vida, nas taxas de alfabetização e na esperança de vida.

No entanto, os bons tempos não duraram – em parte porque Gaddafi decidiu colocar-se a si próprio e ao seu regime como o novo opressor da nação que libertou da exploração ocidental.

Além de encomendar novos desenvolvimentos brilhantes, Gaddafi desencadeou uma onda de opressão – censura, desaparecimentos forçados, prisões em grande escala, julgamentos-espetáculo, execuções públicas televisionadas e massacres – que tinha como alvo estudantes universitários, intelectuais, Muçulmanos devotosgrupos de oposição e rivais políticos.

A vontade de Gaddafi de esmagar as liberdades civis fundamentais e os direitos humanos para silenciar qualquer voz crítica e manter o poder absoluto rapidamente transformou-o de herói nacionalista num vilão temido. O protestos antigovernamentais e os conflitos internos desencadeados pela violência estatal generalizada, juntamente com as pressões das potências ocidentais preocupadas com a perda de acesso barato aos recursos do país, levaram ao fim do seu regime em 2011 e a uma segunda guerra civil na Líbia.

Por um momento, Kadafi – e a Líbia – estavam a vencer. O país recuperou o controle de suas riquezas. O futuro era brilhante. Mas ele estragou tudo.

Outro exemplo digno de nota de um esforço de nacionalização africana que terminou em caos e sofrimento devido à fome de poder absoluto e enriquecimento pessoal de uma liderança supostamente “nacionalista” e “anticolonial” ocorreu no Zimbabué.

Em 2000, sob a liderança do antigo Presidente Robert Mugabe, o partido no poder, ZANU-PF, lançou um programa acelerado de recuperação de terras destinado a resolver as injustiças de apropriação de terras que ocorreram durante o domínio colonial britânico. Cerca de 170.000 famílias negras do Zimbabué foram reassentadas, cada uma recebendo 6 hectares (15 acres) de terras agrícolas de primeira qualidade que anteriormente pertenciam a cerca de 4.000 agricultores comerciais brancos.

No entanto, a ZANU-PF levou a cabo um exercício de reforma agrária extremamente caótico, violento e altamente politizado. Os apoiantes – reais e meramente suspeitos – do partido da oposição Movimento para a Mudança Democrática (MDC) foram visados. Mugabe usou todos os recursos do Estado não para devolver ao povo do Zimbabué o que lhe foi roubado pelos colonos – como prometeu – mas para silenciar a dissidência ao seu regime. Em última análise, os métodos violentos utilizados para implementar a reforma agrária e coagir os zimbabuenses a continuarem a votar nele corroeram a coesão nacional, provocaram sanções por parte dos países ocidentais e resultaram numa crise económica desastrosa.

Hoje, sete anos após o fim do seu governo, o Zimbabué ainda não recuperou do esforço de redistribuição de terras de Mugabe, extremamente necessário e altamente justificado, mas mal e injustamente executado.

Desde 1960, ano crucial em que 17 nações africanas alcançaram a independência, a indigenização e o nacionalismo de recursos sempre estiveram em voga em África. Hoje, do Senegal ao Gana, muitos líderes africanos ainda dizem que estão a trabalhar para ajudar os africanos a recuperar o que é seu por direito e a aumentar a propriedade local das empresas de petróleo, gás e mineração nos seus países.

O nacionalismo de recursos pode, de facto, proporcionar às nações africanas o impulso de que necessitam e ajudá-las a finalmente alcançar a verdadeira independência e a prosperidade duradoura. No entanto, como provaram os acontecimentos na Líbia e no Zimbabué, os esforços de nacionalização de recursos, sob a orientação de líderes egoístas, mais preocupados com o seu futuro político do que com o bem-estar da nação, podem revelar-se desastrosos.

O Níger encontra-se agora num momento crítico. Se o seu governo militar optar por prosseguir o verdadeiro nacionalismo de recursos, cumprir as suas muitas promessas à nação e estabelecer um novo sistema que permita que cada cêntimo ganho com a extracção e exportação de urânio seja devolvido ao povo, o país pode verdadeiramente prosperar. Se a indigenização vier de mãos dadas com a democratização e o poder popular, o Níger poderá finalmente livrar-se dos últimos resquícios do controlo colonial e tornar-se – como foi brevemente a Líbia – um motor para o progresso em África.

Lamentavelmente, o governo militar parece estar a optar por outro caminho, um caminho que poderá ajudá-lo politicamente a curto prazo, mas que sem dúvida prejudicaria o país a longo prazo.

As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.



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Ufac sedia encontro nacional de estudantes de Nutrição — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sedia, a partir desta sexta-feira, 30, até domingo, 1, no campus-sede, a Reunião de Órgãos da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição (Enen) e o 13º Encontro Nacional de Centros e Diretorias Acadêmicas de Nutrição (Roneban). Realizado pela primeira vez no Acre, o encontro reúne estudantes de diferentes instituições do país.

A solenidade de abertura teve a participação do reitor Josimar Ferreira. Ele destacou o apoio institucional às iniciativas estudantis, a participação dos acadêmicos nas discussões sobre os rumos da universidade e disse que a gestão tem priorizado o diálogo com a comunidade acadêmica e o fortalecimento dos espaços de representação dos estudantes.

Josimar também abordou a ampliação do quadro docente e a criação de condições para a oferta de pós-graduação em Nutrição, além de ressaltar a importância estratégica da nutrição para a Amazônia, considerando as possibilidades de pesquisa sobre alimentação regional e políticas públicas.

A programação inclui apresentação de trabalhos científicos, mesas de debate, rodas de conversa, oficinas, atividades formativas e espaços de deliberação e integração estudantil. Os trabalhos são apresentados nas modalidades de resumo simples, resumo expandido e relato de experiência.

As apresentações contemplam nutrição clínica, alimentação coletiva, saúde coletiva, ensino, pesquisa, extensão e movimento estudantil. Entre os temas estão o Sistema Único de Saúde, a segurança alimentar e nutricional, a educação, a ciência e os desafios da formação profissional. O encontro também busca fortalecer a articulação entre centros e diretórios acadêmicos e ampliar a participação estudantil nas discussões sobre políticas relacionadas à nutrição.

A presidente do Centro Acadêmico de Nutrição Josué de Castro (Canutri), Érica de Paiva, destacou a importância de receber um encontro nacional no Acre e de aproximar os estudantes, especialmente os calouros, das discussões do movimento estudantil. Ela também ressaltou o papel do Canutri na representação dos alunos e na interlocução com a coordenação do curso para encaminhar suas demandas.

A representante da região Norte na reunião da Enen, Lauane Rodrigues Saraiva, destacou a dimensão nacional da entidade, que, segundo relatou, atua em diferentes estados a cada ano. Lauane defendeu o fortalecimento da representação estudantil nas diversas regiões do país e a participação de acadêmicos de instituições públicas e privadas. “O movimento estudantil não é só da rede pública, é de todos os estudantes.”

Formação e participação

A pró-reitora de Graduação, Danila Torres, destacou que a participação nas entidades estudantis contribui para uma formação que vai além dos conhecimentos técnicos adquiridos em sala de aula.

“A universidade é muito diversa, não é só ensino, pesquisa e extensão. Ela é política, é social, precisa dessa referência.” Segundo Danila, as experiências de organização e representação estudantil contribuem para o amadurecimento acadêmico e para a formação de profissionais mais preparados para o mercado de trabalho.

A coordenadora do curso de Nutrição da Ufac, Flávia Santos Batista Dias, reforçou a importância do protagonismo estudantil e da participação dos acadêmicos em espaços de discussão e construção coletiva. “A universidade não é só um campo de formação, mas também de desenvolvimento do senso crítico, da discussão crítica, da participação social, desse protagonismo estudantil juntamente com as entidades.”



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Ufac promove recepção de alunos ingressantes no 2º semestre — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, promoveu, nessa quinta-feira, 29, e nesta sexta-feira, 30, a recepção dos estudantes que ingressam no segundo semestre letivo de 2026, dos cursos de Nutrição, Música, Jornalismo, Filosofia, Medicina, Engenharia Florestal, Engenharia Elétrica, Saúde Coletiva e Letras/Espanhol. A programação ocorreu nas salas de aula, com acolhimento musical, dinâmicas de entrosamento e espaços de diálogo aberto sobre as expectativas e os desafios da vida universitária.

Os discentes receberam o kit estudantil da Ufac, com personalizações exclusivas de acordo com a identidade de cada curso, desenvolvidas por veteranos. O evento também abriu espaço para a participação de estudantes indígenas, promovendo debates sobre interculturalidade, inclusão e valorização da diversidade no ambiente universitário.

O reitor Josimar Ferreira destacou o programa Reitoria de Portas Abertas, que visa garantir uma escuta qualificada para aproximar os alunos das demandas acadêmicas. “É um dia feliz de entender que o sonho deles de chegar à universidade virou realidade e que o nosso papel enquanto gestão é cultivar esse sonho, oportunizando a assistência estudantil, uma alimentação mais adequada e salas de aula apropriadas ao ensino-aprendizado.”

A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli, disse que o momento é um marco fundamental no percurso acadêmico dos ingressantes. “Recebemos esses estudantes mostrando que eles enfrentaram muitos desafios para chegar até aqui, conquistaram com mérito sua vaga e agora podem contar com toda a estrutura da universidade, com as pró-reitorias e com a administração superior para concluir o curso.”

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

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Ufac celebra Dia do Servidor com entrega de crachás institucionais — Universidade Federal do Acre

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A Ufac entregou crachás institucionais nessa quinta-feira, 29, durante a comemoração do Dia do Servidor Público (28 de outubro), no Teatro Universitário, campus-sede. Seis servidores com mais tempo de casa, das diferentes categorias profissionais da universidade, receberam os documentos de forma simbólica.

A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep) escolheu os homenageados pelo critério de antiguidade. A iniciativa buscou reconhecer a trajetória dos trabalhadores e apresentar os novos documentos de identificação como símbolo de pertencimento à instituição.

Entre os técnico-administrativos, foram homenageados Maria Perpétua Socorro Noronha Mendonça, servidora desde 1978, e Carlos Araújo de Assis, desde 1979. No magistério superior, os representantes foram os professores Lindinalva Messias do Nascimento Chaves, docente desde 1980, e Manoel Coracy Saboia Dias, desde 1989. Os docentes do ensino básico, técnico e tecnológico foram representados pelos professores Simone Delgado Tojal, desde 2004, e Arivaldo d’Ávila de Oliveira, desde 2012.

“Hoje é um dia histórico. Comemoramos o Dia do Servidor e, ao mesmo tempo, a conquista do nosso adicional de fronteira. É uma comemoração em dose dupla”, disse o reitor Josimar Ferreira. Ele se referiu à medida provisória n.º 1.375/2026, aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado nos dias 27 e 28, que inclui docentes e técnico-administrativos das instituições federais de ensino entre os beneficiários do adicional, pago a servidores em localidades estratégicas, como municípios da Amazônia Legal. O texto aguarda sanção presidencial.

Segundo o reitor, a medida reconhece a necessidade de fixar profissionais em regiões de fronteira e de difícil acesso, como o Acre. “A partir de agora, vamos atrair muitos servidores interessados em vir para a Amazônia, em especial para as regiões de fronteira, já que esse adicional fortalece a permanência e a fixação de profissionais”, afirmou.

Para o técnico-administrativo em educação Gilvan Martins do Nascimento, a data também é uma oportunidade de reconhecer o trabalho feito diariamente pelos profissionais da universidade. Ele destacou a satisfação de contribuir com a instituição e com a comunidade universitária. “Sou muito grato por poder servir sempre, da melhor forma possível.”

A programação teve recepção aos servidores, café da manhã, exibição de vídeo em homenagem aos trabalhadores da instituição, pronunciamentos de representantes da comunidade universitária e sorteios. Também participaram da comemoração integrantes da gestão superior da Ufac e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau do Acre.

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus Floresta

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus-sede (1) 

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus-sede (2)



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