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‘É impossível ultrapassá-los’: como os drones transformaram a guerra na Ucrânia | Drones (militares)

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Dan Sabbagh Defence and security editor

Denys, um soldado da brigada Khyzhak da Ucrânia, descreve um novo tipo de guerra. Parado numa oficina de quartel com pilhas de drones ucranianos básicos de visão em primeira pessoa (FPV) atrás dele, ele diz simplesmente: “Há menos tiroteios porque há mais combates de drones”.

As linhas de frente que antes estavam a um tiro de distância são agora uma zona de matança com vários quilómetros de profundidade, à medida que esquadrões de drones russos e ucranianos, escondidos cerca de uma a três milhas atrás da linha da frente, atacam as forças uns dos outros com ataques aéreos simples. “Em 2022, ainda corríamos por aí com metralhadoras nas linhas das árvores”, diz Denys, quase com nostalgia.

Outro membro da brigada, Dima, cujo indicativo é Khimik (o químico), demonstra um exemplo com um vídeo em seu telefone. Como um drone FPV explode com o impacto, o vídeo termina abruptamente num flash de ruído branco, e as consequências da explosão são invisíveis, como em tantos vídeos divulgados online pelos militares ucranianos e russos.

Um soldado russo, a vários quilômetros de distância, foi visto olhando do andar superior do prédio. Embora os drones FPV sejam relativamente abundantes, a brigada Khyzhak (principalmente policiais que se voluntariaram para lutar) tenta usá-los com moderação e paciência; o filme mostra o drone pairando e se reajustando enquanto o piloto tenta encontrar o ângulo certo para atacar. “É como o trabalho de um atirador de elite”, diz Khimik.

Não faltam disparos de artilharia ou morteiros na guerra na Ucrânia, mas o quadricóptero FPV de sete polegadas, capaz de transportar um quilograma de explosivo e operado com óculos de proteção e um controlador portátil, tornou-se onipresente. Nas palavras de Samuel Bendett, especialista em drones do Center for Naval Analyses, a arma evoluiu de “uma novidade em 2022, para uma das armas preferidas em 2023, para percorrer todo o espaço tático”.

‘Khimik’ durante um vôo de teste. Fotografia: Julia Kochetova/The Guardian

Ataques individuais de pacientes não são a única tática, à medida que o uso evolui. À medida que os números aumentam, ataques simples de enxame são frequentemente implementados. Denys descreve “um bombardeamento de artilharia por drone” numa posição russa perto da cidade de Toretsk, na linha da frente, no leste de Donbass. “Lançamos 1,5 kg de explosivos a cada oito minutos durante três horas – no final eles já haviam recuado.”

O zumbido de um pequeno drone inexplicável perto da frente é aterrorizante. Oleksii, um soldado de infantaria que treina perto de Sumy, diz: “É impossível ultrapassá-los – é preciso abatê-los”. Oleksii, que era açougueiro perto de Kherson, no sul, antes de ser convocado, lembra-se de um momento em que quase foi morto por um drone. “Começou a cair – comecei a correr. Aí tropecei em um galho e o drone seguiu em frente, por onde eu deveria estar.”

Pequenos drones FPV viajam a cerca de 60 km/h, mais rápido que a velocidade máxima de Usain Bolt de 27,8 mph. Eles forçam os veículos blindados a circular rapidamente de e para a linha de frente, transportando tropas ou vítimas, e as câmeras térmicas significam que podem operar com a mesma eficácia à noite. “A capacidade de atacar foi democratizada, a tal ponto que nada pode ser seguro no campo de batalha”, diz Bendett.

A vida útil da bateria limita o tempo de voo, embora um drone FPV kamikaze com bom tempo possa viajar até 20 km. Mas uma prioridade é poupar dinheiro através da implantação de bombardeiros drones, de modo que um raio operacional efetivo seja próximo de 5 km.

Um drone FPV é um dos dois tipos dominantes no campo de batalha. Os outros são quadricópteros comerciais Mavic fabricados por uma empresa chinesa, DJI. Mas o FPV é mais simples e projetado na Ucrânia (ou na Rússia), embora, como diz Denys, muitos dos componentes ainda venham da China, teoricamente alinhados ao invasor. “Empresa ucraniana, elementos chineses”, reconhece o soldado, embora estejam a ser feitos esforços para obter componentes de outros lugares.

As modificações finais nos drones são feitas nas oficinas da brigada. Fotografia: Julia Kochetova/The Guardian

Os ucranianos descrevem o seu esforço com drones como uma iniciativa da sociedade civil, inicialmente organizada e financiada fora do Estado, com soldados, seus amigos e familiares pagando pela aeronave através de angariação de fundos. Não é incomum que ucranianos que vivem a quilômetros de distância da frente montem drones em salas de estar e garagens. Eles são entregues em oficinas de brigada, como o quartel da brigada Khyzhak, perto de Lyman, onde são feitas as modificações finais.

O equilíbrio, no entanto, tem mudado. O Ministério da Defesa da Ucrânia intensificou a oferta, informando que entregou 1,1 milhão de drones FPV unidirecionais em meados de dezembro, bem como 100 mil embarcações mais sofisticadas. A Rússia, entretanto, forneceu “1,2 milhões a 1,4 milhões”, segundo Bendett, pelo que existe “uma espécie de paridade nos números”, mesmo tendo em conta a maior dimensão do invasor. Tecnologicamente, há pouca diferença entre os lados – pois cada um copia prontamente do outro.

Aprender a voar está envolvido. São necessárias, diz Khimik, “70 horas no simulador e 70 horas com um drone”. Os cursos são realizados em Kiev e em outros lugares, embora um britânico que mora em Kiev descreva o esforço para aprender como um desafio. Mesmo depois de uma semana de treino, continua a ser complicado seguir um veículo numa pista de terra, diz ele, embora milhares de soldados ucranianos não tenham outra escolha senão dominar os controlos numa guerra em que pequenos drones representam a maior parte do poder aéreo da linha da frente do país. .

Serhii Sternenko, um ativista ucraniano, é um dos blogueiros mais populares do país, com 2 milhões de assinantes em seu canal no YouTube. Agora, grande parte do seu esforço é direccionado para a angariação de fundos para fornecer drones FPV às tropas ucranianas – “Ajudei a comprar 120.000 drones FPV até hoje, 100.000 no ano passado” – e para o desenvolvimento de novos tipos de drones. “Sempre odiei física na escola, agora estou aprendendo engenharia e estou feliz por fazer isso”, diz Sternenko, que se formou em direito.

O blogueiro diz que o progresso no desenvolvimento de drones FPV não poderia ter acontecido sem esforços como o dele. “Nossos drones são usados ​​em todas as direções e é muito menos burocrático fornecê-los”, diz ele, acrescentando que pode ajudar a levar os drones a qualquer unidade dentro de 24 a 48 horas. Crítico ferrenho das falhas militares, Sternenko foi brevemente colocado numa lista de procurados em Novembro por alegadamente ignorar uma intimação de recrutamento, embora a disputa tenha sido resolvida depois de se ter encontrado com o comandante militar chefe, Oleksandr Syrskyi, no mesmo mês.

Serhii Sternenko, um blogueiro ucraniano, incentiva a arrecadação de fundos para drones FPV. Fotografia: Julia Kochetova/The Guardian

Ainda bem que o esforço dos drones continua a ser central no esforço de guerra da Ucrânia, mesmo que, como observa Sternenko, “os mais altos comandos militares da Ucrânia por vezes não aceitem bem as críticas objectivas”. Sternenko está intimamente envolvido nos esforços para usar drones FPV como uma forma barata de defesa aérea, eliminando embarcações de ataque russas muito mais sofisticadas.

Os pilotos ucranianos de FPV conseguiram derrubar os drones russos Orlan e Lancet em altitudes mais elevadas durante vários meses, reduzindo a capacidade de reconhecimento de longo alcance do invasor, como vários vídeos lançado por Sternenko mostrar. “A defesa aérea é muito cara – pode custar de US$ 100 mil a US$ 1 milhão por ataque – mas um drone pode custar apenas algumas centenas de dólares”, diz ele.

Cada vez mais, o foco está no desenvolvimento de drones FPV que possam derrubar helicópteros russos de maneira confiável (dois acertos foram reivindicados no verão) e grandes drones Shaheed, o que exigiria um drone que pudesse voar a mais de 160 km/h a mais de 10.000 pés. Um desafio particular, observa Sternenko, é como um pequeno drone pode lidar com a turbulência produzida por um Shaheed de fabricação russa enquanto voa através do país, pegando seu telefone para mostrar como um drone FPV lutou para atingir seu alvo.

Fala-se sobre o melhor uso da inteligência artificial na pilotagem e na seleção de alvos em 2025, e sobre o desenvolvimento de drones terrestres ou “não voadores”. Mas é provável que a escala de produção, bem como as melhorias incrementais no alcance e no design, dominem se a guerra continuar. O bloqueio, embora seja sempre uma ameaça, consome muita energia e é difícil de manter, uma vez que a guerra electrónica exige o envio de sinais mais fortes e perturbadores.

Com Donald Trump a ocupar em breve a Casa Branca, entre preocupações de que possa suspender as doações de armas dos EUA à Ucrânia, a tecnologia desenvolvida internamente deverá tornar-se ainda mais importante para Kiev. “A Ucrânia está a lutar contra um país enorme, com uma população muito maior”, diz Sternenko. “É por isso que pedimos mais armas e mais tecnologia, porque não se pode lutar apenas com as pessoas. Os drones demonstram que podemos ser muito mais eficientes.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

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A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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