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Varanda metálica atrai prédios antigos, mas preço assusta – 03/01/2025 – Mercado
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Bruno Xavier
Muitos prédios antigos em São Paulo foram construídos sem incluir uma varanda ou sacada no projeto. Hoje, quase indispensáveis em novos empreendimentos, uma alternativa para incluir os edifícios mais antigos na nova moda é a acoplagem de varandas. Nesse processo, uma varanda é construída de fora para dentro dos apartamentos, utilizando estruturas metálicas.
Apesar de chamar atenção, a técnica ainda enfrenta um grande obstáculo: o preço. O custo por metro quadrado da obra pode variar de R$ 2.500 a R$ 10 mil, tornando-a inviável para muitos condôminos e concentrando os novos empreendimentos nas áreas mais ricas da cidade, como Itaim Bibi e Jardim Paulista.
O principal atrativo é a valorização do imóvel para atrair compradores e investidores. Com a nova área, o valor de venda do apartamento é maior, além de ser um espaço a mais na residência.
Veja apartamento antes e depois da acoplagem da varanda

Área interna de um mesmo apartamento na zona sul de São Paulo antes e depois das mudanças
– Divulgação
As principais preocupações incluem, fora o preço, o tempo de obras (que varia de acordo com o tamanho do prédio, mas pode chegar a um ano) e alterações no valor do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana).
Luciana Patriarcha, arquiteta urbanista, afirma que o valor do imposto pode, sim, subir para esses prédios. “Porque vai ter o novo cálculo do metro quadrado do apartamento, então eles calculam, por exemplo, se você tiver mais 5 metros de varanda, aí eles vão incluir 5 metros a mais no valor que você paga”.
Luciana lembra que além do preço, outro critério importante para definir se o condomínio pode receber a obra são os recuos obrigatórios do terreno.
“Se o prédio estiver muito próximo do prédio da lateral, não conseguimos fazer essa estrutura, porque temos recuos mínimos laterais [na legislação]. Então não é possível estender essa laje em balanço porque excede esse recuo mínimo que a prefeitura exige. Não é uma obra que dá para fazer em todos os prédios”, diz.
A acoplagem é feita usando estruturas metálicas pré-fabricadas que são montadas no prédio “como se fossem Lego”, segundo Alberto Alves, responsável técnico da BR Retrofit, construtora voltada exclusivamente para obras do tipo.
“Ela vem desmontada, e a gente faz o parafusamento das peças. A chance de atraso diminui demais. Você já comprou a sua varanda pré-fabricada antes. Ela é parafusada por fora. Ou seja, a gente não entra nas unidades. Tudo é feito de fora para dentro sem incomodar o dia a dia”, afirma.
Veja fachada de prédio antes e depois da acoplagem da varanda


Área externa de apartamento com pequena sacada na zona sul de São Paulo e projeção em 3D da fachada do mesmo prédio após a acoplagem da varanda
– Divulgação
Alberto conta que a novidade ainda não decolou, com menos de dez obras do tipo sendo realizadas em São Paulo. Mas, segundo ele, com a popularização e a valorização dos imóveis, novos empreendimentos devem surgir nos próximos anos.
Para ele, a maior dificuldade do processo é o convencimento dos moradores dos prédios. Para realizar a acoplagem, é necessária a aprovação unânime do projeto na assembleia do condomínio, algo difícil de ser realizado.
“É muito mais uma empreitada de psicologia, na verdade, do que de engenharia ou arquitetura, porque é muito complexo obter o consenso dos condôminos para aprovar internamente”.
Luís Ceotto, da construtora Urbic, também relata dificuldades na aprovação dos condôminos. Nos últimos três anos, segundo ele, oito condomínios solicitaram orçamentos de varandas metálicas, mas nenhum aprovou.
“Nós estamos tendo muita demanda para orçamento. Mas o orçamento não se reverte em contrato. Isso significa, de alguma maneira, que as pessoas que são contra estão ganhando. Ou estão postergando muito a definição”, diz.
Flávio Machado é síndico de um prédio no Itaim Bibi. Há três meses, o edifício que ele gerencia está passando por uma obra de acoplagem de varanda, realizada pela BR Retrofit, de Alberto.
Ele diz que o interesse dos condôminos pelo empreendimento surgiu vendo a mesma obra sendo realizada em outro edifício no bairro. O processo de aprovação interna durou cerca de quatro anos, mas só foi concluído recentemente.
“O problema é que a legislação obriga que haja maioria absoluta, e aí você tem que lidar com cenários de pessoas que, por razões ultra pessoais, não querem. Até que, cada vez mais, essa dificuldade de aprovação vai sendo vencida pela relação custo-benefício”, conta.
Flávio afirma que há muitos moradores que estão no condomínio desde que ele foi construído, o que adiciona uma resistência emocional a novas obras, especialmente para moradores mais velhos. Apesar disso, ele relata que o processo vem sendo aprovado pelos condôminos.
“É uma obra que não invade os apartamentos, feita na área externa, com pouco transtorno. Evidentemente que na fase da demolição você tem barulho, mas isso dura noventa dias, e depois que acaba é uma obra limpa. Até hoje nós não tivemos nenhuma reclamação”.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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