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‘É uma piada’: oferta de financiamento climático de US$ 250 bilhões foi recebida com desprezo na COP29 | Notícias sobre o clima

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As nações vulneráveis ​​procuram anualmente 1,3 biliões de dólares para fazer face aos danos causados ​​pelas alterações climáticas e para se adaptarem.

As negociações na conferência climática COP29 prolongaram-se depois de uma oferta dos países ricos de fornecer 250 mil milhões de dólares por ano em financiamento climático aos países em desenvolvimento ter sido redondamente rejeitada.

A presidência das conversações globais em Baku, no Azerbaijão, divulgou na sexta-feira um projeto de acordo financeiro, que insistiu ser o resultado de “um processo de consulta extenso e inclusivo”.

Afirmou que os países desenvolvidos fornecerão 250 mil milhões de dólares anuais até 2035 às nações em desenvolvimento ou pobres para lidar com os danos das mudanças climáticas e se adaptar a essa mudança.

Mas o valor, que constitui um modesto aumento do compromisso anual de 100 mil milhões de dólares acordado há 15 anos e que termina este ano, irritou muitos representantes dos países em desenvolvimento, que afirmaram que os seus homólogos ricos se recusam a assumir a responsabilidade pela crise climática que enfrentaram. causado. As nações vulneráveis ​​procuram anualmente 1,3 biliões de dólares.

As duas semanas anuais de negociações climáticas das Nações Unidas estavam programadas para terminar às 18h00 (14h00 GMT) de sexta-feira, mas as negociações continuaram noite adentro, com poucos sinais de acordo à vista.

Ativistas participam de uma manifestação pelo financiamento climático na COP29 em 21 de novembro de 2024, em Baku, Azerbaijão (Sergei Grits/AP Photo)

Juan Carlos Monterrey Gomez, representante do Panamá, descreveu a oferta de 250 mil milhões de dólares como “ultrajante” e disse que é uma “cuspida na cara de nações vulneráveis ​​como a minha”.

Expressões semelhantes de indignação, decepção e preocupação vieram de enviados de outros países de todo o mundo, incluindo algumas das nações insulares que provavelmente seriam as primeiras vítimas da subida do nível do mar e de outros impactos adversos das alterações climáticas.

Também não havia garantia de que o dinheiro, que se espera que seja angariado tanto pelos governos como pelo sector privado, flua através de subvenções. Isso poderia significar mais empréstimos que acumulam dívidas para os países em desenvolvimento.

Organizações não governamentais e ativistas também ficaram insatisfeitos com a oferta. A Climate Action Network International, uma rede de 1.900 grupos da sociedade civil em mais de 130 países, descreveu-o como uma “piada”.

Alguns representantes dos países mais ricos sinalizaram que não estavam dispostos a ultrapassar os 250 mil milhões de dólares, enquanto outros, como a Austrália, descreveram o projecto apresentado pela presidência do Azerbaijão como “uma tentativa genuína”.

“Este ainda não é um local de pouso, mas pelo menos não estamos no ar sem um mapa”, disse a enviada climática da Alemanha, Jennifer Morgan.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que voltou ao Azerbaijão após uma viagem ao Brasil, foi tentando pressionar os negociadores para selar um acordo.

O principal negociador da COP29, Yalchin Rafiyev, que é vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão, disse que a presidência espera pressionar por um número mais elevado porque o valor de 250 mil milhões de dólares não “corresponde ao nosso objectivo justo e ambicioso”.

A cimeira realiza-se num momento em que fenómenos extremos relacionados com o clima, incluindo inundações e tempestades, ceifam vidas, deslocam inúmeras pessoas e infligem danos em todo o mundo. Este ano está a caminho de se tornar o mais quente já registrado.

O acordo climático de Paris, em 2015, estabeleceu o objetivo de limitar o aumento das temperaturas globais a 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, reforçar a resiliência climática e garantir investimentos financeiros.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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