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Edição das 22h — Rádio Senado
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Lei dos “combustíveis do futuro” é sancionada. Dispensa de reavaliação médica em casos de invalidez permanente vai para votação em Plenário.
Transcrição
SANCIONADA A LEI DOS “COMBUSTÍVEIS DO FUTURO”:
(Paulo Barreira – repórter) “O presidente Lula vetou os trechos que tratavam das diferenças entre critérios contábeis, que poderiam impactar a arrecadação do governo.”
DISPENSA DE REAVALIAÇÃO MÉDICA EM CASOS DE INVALIDEZ PERMANENTE SERÁ VOTADA EM PLENÁRIO
… EU SOU ROSANGELA TEJO E ESTE É O BOLETIM PONTO LEG
FOI SANCIONADA A LEI DOS CHAMADOS “COMBUSTÍVEIS DO FUTURO”.
A NOVA LEGISLAÇÃO CRIA PROGRAMAS NACIONAIS DE DIESEL VERDE, DE COMBUSTÍVEL SUSTENTÁVEL PARA AVIAÇÃO E DE BIOMETANO. REPÓRTER PAULO BARREIRA:
Já foi sancionada a lei que regulamenta e incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis, os chamados “Combustíveis do Futuro” e cria programas nacionais de incentivos. Entre outras medidas, a legislação também altera os percentuais de mistura de etanol na gasolina, que passará a ter um mínimo de 22% do biocombustível, podendo chegar a 35%.
Originado na Câmara dos Deputados, o projeto foi discutido pelas Comissões de Infraestrutura e Assuntos Econômicos do Senado. O relator, Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba, destacou que o incentivo aos combustíveis do futuro vai reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
(sen. Veneziano Vital do Rêgo) “Nós, temos aqui um tema que requererá ações firmes, altivas e imediatas para que essa nova legislação possa ser posta devidamente em prática numa demonstração inequívoca do governo federal para, com todos os tratados, para com todos os acordos que visam um processo de descarbonização atmosférica que é cogente”.
O presidente Lula vetou os trechos que tratavam das diferenças entre critérios contábeis, que poderiam impactar a arrecadação do governo.
SEGUE PARA VOTAÇÃO NO PLENÁRIO DO SENADO O PROJETO QUE ACABA COM A NECESSIDADE DE REAVALIAÇÃO MÉDICA NOS CASOS EM QUE O PACIENTE TEM UMA INCAPACIDADE PERMANENTE. QUEM INFORMA É A REPÓRTER MARCELLA CUNHA:
Segundo projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais, os segurados da Previdência Social e assistidos pelo Benefício de Prestação Continuada não precisam passar por reavaliações periódicas quando a incapacidade for permanente, irrecuperável ou irreversível. O relator, Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, defende mais racionalidade aos processos. Pelo projeto, doenças como Alzheimer, Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica, a ELA, não apresentam possibilidade de melhora significativa que permita o retorno ao mercado de trabalho.
(sen. Fabiano Contarato) “Sujeitar essas pessoas que foram diagnosticadas com incapacidade permanente, irreversível ou irrecuperável, após regular a avaliação profissional, as inspeções periódicas é submeter essas pessoas aos mais nefastos efeitos da burocracia desmedida. Explica isso para a população pobre, explica isso para aquela família que tem um filho, lá, que está tetraplégico. O Estado brasileiro tem que partir da premissa da presunção de boa-fé. Nós não podemos inverter essa lógica.”
Nas dispensas de reavaliação por invalidez permanente, o projeto, que segue para o plenário, prevê que o segurado poderá ser convocado em casos de suspeita de fraude ou erro.
PESCADORES ARTESANAIS PREJUDICADOS PELA SECA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL RECEBERÃO UM AUXÍLIO EXTRAORDINÁRIO NO VALOR DE DOIS SALÁRIOS MÍNIMOS. REPÓRTER JOÃO GUILHERME BUGARIN:
[flash]
O auxílio extraordinário previsto na Medida Provisória doze meia três é para pescadores prejudicados pela seca na região Norte do país. A lista dos municipios deverá ser divulgada até o dia 14 de outubro.
A ajuda é no valor de dois mil, oitocentos e vinte e quatro reais – o equivalente a dois salários mínimos. O valor será pago aos pescadores artesanais cadastrados no seguro-defeso, benefício criado para ajudar no sustento desses profissionais durante a piracema, época em que os peixes se reproduzem e a pesca é proibida para garantir a preservação de espécies.
O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal por meio de conta poupança social digital, em parcela única.
A Medida Provisória já está valendo mas, como toda emepê, precisa ser votada nas duas Casas do Congresso Nacional.
O SENADOR EDUARDO BRAGA, DO MDB DO AMAZONAS, FOI OFICIALMENTE DESIGNADO COMO RELATOR DA REGULAMENTAÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA.
JÁ APROVADA PELOS DEPUTADOS, A PROPOSTA TRATA DAS ALÍQUOTAS DOS NOVOS IMPOSTOS E DA DEVOLUÇÃO DE TRIBUTOS, O CHAMADO CASHBACK, PARA FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN:
O senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, foi oficialmente designado como relator da regulamentação da Reforma Tributária. Já aprovada pelos deputados, a proposta trata das alíquotas dos novos impostos e da devolução de tributos, o chamado cashback, para famílias de baixa renda. O projeto chegou ao Senado em agosto, desde então, Eduardo Braga participou de mais de cem reuniões informais com representantes dos diversos setores da economia. Na Comissão de Constituição e Justiça, ele pretende ouvir governadores, prefeitos e representantes de segmentos que defendem ajustes no projeto.
(sen. Eduardo BRaga) “Duas temáticas, uma de governadores e outra com representantes dos municípios brasileiros. E, por fim, a entrega do relatório com o debate e a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e depois vindo para Plenário.
O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá, espera a aprovação da proposta até dezembro:
(sen. Randolfe Rodrigues) “A gente tem que mudar o sistema tributário brasileiro logo para ter um sistema tributário brasileiro ágil, sem tantos tributos, simplificados para com isso nós alavancamos ainda mais o ciclo de crescimento econômico”
A regulamentação da Reforma Tributária será votada na Comissão de Constituição e Justiça antes de ir ao Plenário.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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