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Educação faz vistoria na Escola Estadual João Mariano da Silva

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Dayana Soares

A equipe de manutenção predial da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realizou nesta sexta-feira, 29, uma vistoria na Escola Estadual João Mariano da Silva, localizada no bairro Taquiri, 2º Distrito de Rio Branco. A ação foi motivada por um incidente ocorrido no dia anterior, quando uma cratera foi aberta no pátio da escola, devido à erosão no solo.

De acordo com o chefe da Divisão de Manutenção Predial da SEE, Marcos Venício de Oliveira Holanda, o problema foi causado por uma antiga estação de tratamento desativada, localizada no subsolo da escola. “Com as chuvas, a água acumulada em tubulações inativas e o crescimento das raízes de um coqueiro próximo criaram vazios no terreno, resultando na abertura da cratera”, explicou.

Incidente ocorreu nesta quinta, 28, na Escola João Mariano da Silva. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Anteriormente à visita dos técnicos da SEE, a Defesa Civil decidiu pela interdição preventiva de duas salas de aula próximas ao local afetado, garantindo a segurança da comunidade escolar enquanto as intervenções são realizadas.

De acordo com Holanda, a inspeção verificou que as estruturas das paredes não foram afetadas e a solução do problema já está em andamento. A partir da próxima segunda-feira, 4, uma equipe especializada será mobilizada para realizar o reparo no solo. “O serviço é rápido, e a previsão é que esteja concluído até a quarta-feira, 6, permitindo a liberação do local com total segurança”, garantiu o chefe da divisão.

Paralelamente, as obras de manutenção que já estavam em andamento na escola seguem normalmente. Entre as melhorias previstas estão a ampliação da cozinha, instalação de piso tátil para acessibilidade, adaptação de banheiros, troca de pisos, implantação de sistemas de incêndio e luzes de emergência. Essas intervenções fazem parte do projeto de credenciamento da escola e visam adequar o espaço às normas de segurança e acessibilidade.

Unidade já passava por manutenção predial. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Apesar do incidente, as aulas continuam acontecendo normalmente. As turmas que utilizavam as salas interditadas foram remanejadas para outros espaços da escola, como a biblioteca. Segundo a gestora da instituição, Maira Cristina de Souza, o planejamento foi ajustado para não comprometer o calendário letivo, que será concluído no dia 20 de dezembro. “Estamos em período de avaliações finais, então, conseguimos reorganizar as turmas de forma a evitar prejuízos ao aprendizado dos alunos”, explicou.

Atualmente, além da João Mariano, mais 180 escolas estaduais passam por processos de manutenção em todo o estado. As intervenções variam de reparos estruturais básicos a reformas completas, com o objetivo de modernizar os espaços escolares e garantir ambientes seguros e acessíveis.

O secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho, afirma que a vistoria na Escola João Mariano faz parte de um trabalho contínuo realizado pela gestão. “Nós estamos comprometidos em acompanhar de perto as necessidades das unidades escolares e assegurar que todos os problemas identificados sejam tratados com a urgência necessária. Vamos continuar  monitorando as obras em curso e garantindo que as intervenções sejam realizadas de forma eficiente”, destaca.

 

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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