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‘Ela não vai desaparecer’: os advogados de Gisèle Pelicot sobre o que ela fará a seguir | Julgamento de estupro de Gisèle Pelicot

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Kim Willsher in Avignon

Demorou pouco mais de quatro anos e 67 dias no tribunal, mas Gisèle Pelicot teria se sentido “aliviada e apaziguada” com a decisão dos juízes de condenar todos os homens acusados ​​de estuprá-la ou agredi-la sexualmente enquanto ela estava drogada e inconsciente.

Depois de uma declaração final de que “respeitava” as sentenças proferidas em Avignon, os seus advogados disseram que ela estava agora “absolutamente exausta” e feliz que a maratona de julgamento tivesse terminado.

“Ela está aliviada, realmente aliviada, por todos os acusados ​​terem sido condenados pelo que fizeram com ela e ela ficou aliviada por ter conseguido chegar ao fim deste processo muito longo e doloroso”, disse seu advogado. Stéphane Babonneau disse ao Observador.

“No começo ela nos disse ‘se eu durar duas semanas vai ficar bom’, mas ela ficou até o fim”, disse ele.

“No entanto, tem sido uma luta para ela todos os dias e muitas vezes ela sentiu que queria ir embora. Eu diria que ela está em paz com o facto de os veredictos reconhecerem que ela foi vítima de todos os acusados.”

Babonneau, que esteve imerso no caso sombrio desde que assumiu em 2022, acrescentou: “Do ponto de vista de Gisèle Pelicot, não há sentença que lhe devolva o que perdeu. Ela nunca se sentirá confortada ou de alguma forma compensada pelo facto de 50 famílias terem sido separadas no Natal. Não pode haver satisfação para ela nisso.

“Tudo o que Gisèle Pelicot queria era que os acusados ​​fossem condenados pelo que fizeram com ela. Quanto às sentenças pessoais, ela respeita a decisão do tribunal e não encontra nelas consolo.”

O julgamento de 15 semanas terminou na quinta-feira, quando o ex-marido de Pelicot, Dominique, 72, foi condenado à pena máxima de 20 anos por drogá-la, estuprá-la e convidar pelo menos 50, e possivelmente mais de 80, estranhos para sua casa na cidade provençal. de Mazan para estuprá-la.

O tribunal considerou todos os 50 co-arguidos culpados de crimes sexuais – 47 de violação, dois de tentativa de violação e dois de agressão sexual – e condenou-os a penas entre três e 15 anos.

Gisèle Pelicot, que completou 72 anos durante o julgamento, acredita que poderia ter sido estuprada mais de 200 vezes entre 2011 e 2020.

O advogado Antoine Camus, que a representou, e os filhos do casal, David, Caroline e Florian, disseram que as sentenças, embora inferiores às solicitadas pelo Ministério Público, foram “inteligentes” e que os cinco juízes proferiram sentenças personalizadas para cada caso.

Uma mulher segura um cartaz em francês que diz “todas as mulheres do mundo te apoiam, obrigada Gisele” enquanto as pessoas se reúnem em frente ao tribunal em Avignon. Fotografia: Clement Mahoudeau/AFP/Getty Images

“O que foi importante para Gisèle Pelicot foi que todos os acusados ​​fossem condenados; que todos foram julgados responsáveis ​​pelo que fizeram com ela e que ela não foi vítima à toa. Por isso, Gisèle está aliviada”, disse Camus.

Na segunda-feira, o tribunal deverá publicar as suas “motivações”, ou explicações, para cada veredicto e sentença. Os condenados têm agora 10 dias para recorrer, o que poderá levar a um novo julgamento com júri, ao contrário dos magistrados profissionais que julgaram o caso de Avignon.

Babonneau disse que Gisèle Pelicot estava pronta para comparecer a qualquer julgamento.

“Ela nos disse que estará lá”, disse ele. “Talvez não todos os dias, mas ela diz que irá.”

Agnès Fichot, uma advogada envolvida no histórico julgamento de violação em Aix-en-Provence em 1978, que levou a uma mudança na lei francesa, elogiou o tribunal de Avignon por adicionar “sanções sociais legais” às suas sentenças, obrigando os condenados a submeterem-se a tratamento médico. por vários anos.

“Estou convencida de que a prisão não é o lugar para conscientizar os pervertidos sobre sua perversidade e muito menos para colocá-los de volta no caminho de uma vida sexual (normal)”, disse ela. “Pelo contrário, existe um grande risco de que isso o alimente e cultive.”

pular a promoção do boletim informativo

O governo francês enfrenta agora apelos para introduzir o conceito de “consentimento” na lei francesa sobre violação – uma questão que divide as organizações de mulheres. Camus defende cautela.

“A lei tal como existe não é perfeita, mas mesmo sem consentimento funcionou no nosso caso”, disse ele. “Devemos refletir cuidadosamente sobre como acrescentar algo à lei e garantir que qualquer mudança esclareça o agressor, não a vítima.”

A advogada Isabelle Steyer disse que levaria meses até esperar ver se as questões levantadas no julgamento Pelicot trouxeram alguma mudança, especialmente nas atitudes dos homens.

“Eu defendo um caso de violação todas as semanas e não vi nenhuma mudança na cultura da violação até agora”, disse ela ao canal de televisão BFMTV.

Gisèle Pelicot vai agora passar o Natal com a família e os amigos, antes de decidir se se tornará mais ativa na campanha por um melhor tratamento das vítimas de violação, que o seu caso galvanizou. No tribunal, ela disse que queria que todas as mulheres que sofreram violência sexual olhassem para a sua provação e soubessem que “você não está sozinha”.

Ao tomar a decisão incomum de permitir a participação da imprensa e do público no julgamento, Gisèle Pelicot tornou-se um ícone para as mulheres de todo o mundo, dando ao feminismo um novo slogan: “A vergonha deve mudar de lado”.

“No momento, ela está exausta e quer descansar e ter um pouco de anonimato por algumas semanas”, disse Camus. “Depois ela vai refletir sobre o que quer fazer, mas tenho certeza que não vai passar os dias fazendo geleia. A batalha que ela travou tão bem deu algum sentido ao que ela sofreu. Ela agora pensará em como sua história pessoal poderá ser mais útil.’

Babonneau acrescentou: “Ela foi convidada em todo o mundo e precisa de algum tempo e distância para pensar se deve fazer isso ou retornar ao relativo anonimato e dizer ‘Eu fiz a minha parte’. Claro, o anonimato completo é algo que ela nunca recuperará. Acho que ela fará algo intermediário. Ela não desaparecerá completamente.

“Estávamos preocupados depois do julgamento, mas ela disse ‘Eu sobrevivi a 2 de novembro de 2020, posso sobreviver a qualquer coisa agora”, disse Babonneau, referindo-se à data em que Gisèle Pelicot soube que o seu marido, preso por filmar as saias das mulheres num supermercado, abusava dela e convidava estranhos a fazerem o mesmo.

“Ela tem uma atitude muito positiva e foi assim que ela enfrentou o que aconteceu com ela. Mesmo no seu ponto mais baixo, ela nos disse: ‘Eu olhei para o futuro, caso contrário, sentiria que seria engolida por um lugar escuro e nunca poderia viver’.”

E acrescentou: “Tive o privilégio de estar com ela todos os dias, sinto que a conheço e tenho fé nela. Ela está orientada para o futuro e pensando que será melhor e cheio de coisas positivas.

“O que ela está fazendo é um legado para o futuro e ela espera que inspire outras pessoas. Ela não quer ser vista como um ícone ou alguém extraordinário.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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