POLÍTICA
Eleições 2026: Senado avança em reforma que acaba…
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11 meses atrásem
José Casado
Enquanto Jair Bolsonaro e aliados são julgados por conspiração e tentativa de golpe de estado, o Senado avança numa reforma de consequências políticas relevantes.
Hoje, a Comissão de Constituição e Justiça começa a decidir mudanças no novo Código Eleitoral, já aprovado pela Câmara. Depois de passar pela comissão, o texto seguirá direto para votação em plenário.
São 868 artigos que condensam três anos de debates no Congresso sobre a consolidação da legislação eleitoral dos últimos 50 anos. Mas o projeto vai além, em alguns aspectos. Prevê, entre outras coisas:
* Fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos;
* Ampliação de quatro para cinco anos dos mandatos de presidente, governadores e prefeitos;
* Fim das eleições a cada dois anos, com unificação num mesmo ano;
* Limitação a oito anos do prazo para um político ficar inelegível, quando condenado em processo criminal;
* Regulamentação de uso de Inteligência Artificial em campanhas;
* Proibição de uso criptomoedas em financiamento eleitoral;
* Punição à disseminação de notícias e de pesquisas falsas na temporada eleitoral;
* Restrição à criação de novos partidos, com aumento do piso (dos atuais 1% para 1,5%) de votos válidos obtidos na eleição anterior para a Câmara dos Deputados;
* Instituição de candidaturas coletivas.
Parte das mudanças, como no caso do fim da reeleição, só valeria a partir do final da década.
A disposição de aliados de Bolsonaro é “ajustar” o texto sobre o limite de oito anos para inelegibilidade na tentativa de socorrê-lo. É tarefa política complicada, porque ele já está inelegível até 2030, por crime eleitoral, e a provável condenação no julgamento em curso no Supremo tende a resultar em nova restrição à sua participação em eleições, por crimes contra a Constituição e o regime democrático.
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Matheus Leitão
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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Felipe Barbosa
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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