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Eleições EUA:viral no TikTok mostra Trump como adolescente – 04/11/2024 – #Hashtag

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Julia Estanislau

Descrita pelo New York Times como as “eleições do TikTok“, a corrida presidencial americana vai muito além das urnas e da propaganda eleitoral tradicional. Apostando no eleitorado jovem, a atual vice-presidente e candidata democrata Kamala Harris e o ex-presidente e candidato republicano Donald Trump também travam uma disputa nas redes sociais, via memes.

O remix das músicas “365” e “360” do álbum “brat”, da Charli XCX, com a risada de Kamala e sua famosa frase “you think you just fell out of a coconut tree?” (você acha que caiu de um coqueiro?) ganhou tanta repercussão que a campanha da democrata adotou oficialmente o verde limão característico do álbum. Na plataforma da Bytedance, são 50,7 mil vídeos com a hashtag #coconuttree.

Internautas remixam músicas com as falas dos presidenciáveis, recortam pedaços de entrevistas e de discursos em comícios, inventam danças e usam a criatividade para se vestir —e agir— como os candidatos. Esse é o caso de Kiera (@kiera.In), estudante universitária com 114,5 mil seguidores e 12,8 milhões de likes no TikTok.

Em um quarto de paredes brancas e deitada na cama, Kiera posa com um roupão rosa e óculos de sol enquanto reencena falas do ex-presidente, interpretando-as com os trejeitos de uma menina adolescente. Para ela, algumas falas de Trump poderiam ter sido ditas por Regina George, a personagem popular e mimada do filme “Meninas Malvadas”.

“A política americana está virando uma eleição do grêmio de ensino médio”, diz em um dos vídeos.

Em tom de deboche e encenando futilidade, a tiktoker escolhe falas de Trump e as tira do contexto para ressignificá-las em cenários como “Trump quando a mãe a acorda para ir para a escola”:

Nos comentários, um internauta comenta que ela conseguiu transformar Trump em um ícone da geração Z, enquanto outro pede que ela pare de fazer os vídeos porque está começando a gostar do candidato republicano.

Trump tentando convencer o professor de que a lição de casa feita de madrugada está boa:

A estratégia nas redes sociais de Trump conversa bem mais com um eleitorado masculino, apelando para o nicho chamado “manosfera”, aparecendo em vídeos com criadores de conteúdo como Jake e Logan Paul — ex-influenciadores que viraram lutadores de boxe e de luta-livre. Além disso, vídeos postados na conta de sua campanha focam em críticas à Kamala Harris.

O conteúdo produzido pela campanha da democrata, por outro lado, ressoa mais entre mulheres. Quanto mais jovens, mais essa divisão de gênero reflete na intenção de voto: mulheres jovens votam mais em Kamala, enquanto os homens jovens preferem Trump.

Com vídeos que se assemelham aos fancams — vídeos curtos de famosos feitos pelos fãs —, Kamala utiliza a linguagem da geração Z e embarca em trends do TikTok, com áudios virais e formatos já conhecidos pelos internautas.

Ambos os candidatos mantêm duas contas no TikTok, uma pessoal e a outra de suas respectivas campanhas: @kamalahq (5,1 milhões de seguidores) e @teamtrump (4,1 milhões). Mesmo com essa vantagem, a conta pessoal de Kamala (6,7 milhões) perde para a de Trump, que acumula 12,7 milhões.


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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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