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Eleições no Botswana: Quem está na disputa e o que está em jogo? | Notícias Eleitorais

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No meio de uma seca severa e de uma queda maciça nas receitas dos diamantes, cerca de 1 milhão de eleitores elegíveis no Botswana vão às urnas numa tensa eleição geral na quarta-feira.

A democracia mais antiga de África é considerada um dos países mais estáveis ​​do continente, tendo transitado pacificamente o poder em todas as eleições desde a independência da Grã-Bretanha na década de 1960. No entanto, desta vez há receios de que possa haver violência pós-eleitoral.

“Há tensões no país devido à mudança no cenário político”, disse à Al Jazeera o observador eleitoral Tendai Mbanje, do Centro Africano de Observação Eleitoral para a Governação. “Ao contrário do que acontecia no passado, há uma competição política crescente.”

O país sem litoral da África Austral tem um sistema de eleições indirectas: os eleitores elegerão os membros do parlamento. O chefe do partido do governo no final da contagem dos votos é então nomeado presidente para os próximos cinco anos.

Abençoado com pedras preciosas e com a segunda maior reserva de diamantes do mundo, depois da Rússia, o Botsuana possui riquezas naturais abundantes. Também possui a maior população de elefantes do mundo.

Embora ligeiramente maior em tamanho do que a França, a população do Botswana é inferior a 4 por cento da francesa. Existem apenas 2,5 milhões de pessoas espalhadas por todo o país, que tem o deserto do Kalahari cobrindo grande parte do seu território.

Ainda assim, o Botswana é influente na região. Gaborone, a capital, acolhe a sede do bloco económico regional – a Comissão de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Nos Jogos Olímpicos de Paris deste ano, em Junho, o atleta Letsile Tebogo também se sagrou campeão dos 200 metros masculinos, marcando ainda mais o Botsuana como uma força no cenário internacional.

O país é um estado secular, embora a maioria da população seja cristã. Inglês e Setswana, falados pelo grupo majoritário Tswana, são as línguas oficiais. Uma pessoa do Botswana é um Motswana, enquanto o povo do Botswana é chamado coletivamente de Batswana.

Aqui está o que você deve saber sobre as pesquisas de 30 de outubro:

Pessoas fazem fila para votar nas eleições gerais de 2019 no Botswana em Gaborone (Arquivo: Jerome Delay/AP)

Como funciona a votação?

Os eleitores elegerão 61 membros da Assembleia Nacional e 609 assentos nos conselhos locais nas 16 autoridades locais de todo o país.

Os legisladores são eleitos por meio de um sistema preferencial ou de primeira votação.

Por sua vez, o partido político com mais assentos elegerá o presidente.

O Botswana é um estado multipartidário, mas o Partido Democrático do Botswana (BDP), no poder, domina as sondagens desde 1969. O partido garantiu 38 dos 57 assentos nas eleições gerais de 2019 e deverá vencer novamente as sondagens na quarta-feira.

Quem está concorrendo?

Presidente Masisi

Representando o BDP, Masisi, de 63 anos, está dando mais uma última tacada na presidência. Ele é o favorito à vitória devido ao seu mandato e aos 58 anos de domínio do BDP. O partido está cada vez mais enfraquecido devido às fricções internas, mas ainda tem uma forte base de apoio na população rural e no grupo étnico de maioria Tswana.

Masisi foi vice-presidente do ex-presidente Ian Khama que, ao término de seu mandato, escolheu Masisi a dedo em 2018. No entanto, os dois políticos se desentenderam quando Masisi assumiu o cargo, levando Khama a sair do partido junto com seus partidários. Khama acusou Masisi de traição por desfazer as suas políticas, incluindo o levantamento da proibição da caça de troféus e elefantes no país, bem como a descriminalização da homossexualidade.

Masisi concorreu à presidência nas eleições de 2019 e venceu. O seu mandato foi obscurecido pela sua disputa com Khama, que está a fraturar o BDP internamente à medida que surgem facções. A descida global do preço dos diamantes nos últimos anos também teve um reflexo negativo no presidente, com muitos a culpá-lo pelo aumento da inflação e do desemprego no país.

Internacionalmente, Masisi irritou-se com a sua posição em relação à caça aos elefantes. Em abril, ele ameaçou enviar 20.000 elefantes para a Alemanha depois que o país europeu tentou proibir as importações de troféus. No entanto, o presidente recebeu elogios no seu país em Julho passado, depois de renegociar um acordo de longo prazo com a empresa mineira De Beers para aumentar em 100 por cento as participações nos diamantes brutos que o Botswana obtém da sua parceria conjunta.

Embora o país sempre tenha desfrutado de eleições pacíficas, as lutas dentro do BDP e a raiva crescente contra as políticas económicas do Presidente Masisi estão a causar medo entre o Batswana sobre possíveis tensões pós-eleitorais.

O presidente do Botswana, Masisi, faz um discurso
Presidente do Botsuana, Mokgweetsi Masisi

Duma Boko

O advogado de 54 anos lidera uma coligação de partidos da oposição sob a bandeira do Guarda-chuva para a Mudança Democrática (UDC).

A coligação UDC desafiou significativamente o BDP em 2019 para ficar em segundo lugar com 15 assentos.

O Boko continua a ser a maior ameaça para Masisi agora, à medida que uma oposição geralmente fraca do Botswana se torna cada vez mais popular, levando alguns analistas locais a especular que o resultado pode estar demasiado próximo, embora muitos discordem.

A UDC de Boko está a prometer empregos mais lucrativos aos jovens e tem tentado atrair eleitores com a promessa de subsídios governamentais.

Olá Saleshando

Saleshando, 53 anos, é o líder do Partido do Congresso do Botswana (BCP), outro dos principais partidos da oposição.

O BCP obteve entre 10-20 por cento dos votos nas eleições anteriores.

O partido prometeu “salvar o Botswana” e comprometeu-se a oferecer um salário médio mensal de 4.000 pula (299 dólares) até 2029, acima dos actuais 1.500 pula (112 dólares).

Notas Reátile

Reatile é o líder da Frente Patriótica do Botswana, um dos mais recentes partidos com apenas quatro membros no parlamento. O partido foi formado por seguidores do ex-presidente Khama após sua saída do BDP.

Khama regressou de um exílio auto-imposto de três anos na África do Sul em Setembro deste ano para apoiar o partido, na esperança de afastar o BDP e o seu rival, Masisi, aumentando os níveis de tensão em torno das eleições.

O ex-líder também compareceu ao tribunal sob a acusação de posse ilegal de armas e lavagem de dinheiro após seu retorno, gerando mais polêmica.

Os analistas, no entanto, dizem que os receios de uma possível violência noticiada nos meios de comunicação locais são exagerados. “As eleições serão uma disputa acirrada, mas não há expectativas de eleições violentas”, disse o observador eleitoral Mbanje.

Quais são as questões principais?

Choques de diamantes na economia

O Botswana passou rapidamente de um país de baixo rendimento para um país de rendimento médio na década de 1970, graças às vendas de diamantes, que representam 80 por cento das exportações. O seu produto interno bruto (PIB) per capita está estimado em 7.250 dólares, um dos mais elevados do continente. Em comparação, a Gâmbia, com uma população semelhante, tem um PIB per capita de 800 dólares.

Contudo, indicadores económicos mais matizados contam o outro lado da história. A falta de diversificação dos diamantes, que exporta na forma bruta e não processada, apanhou a economia em desvantagem no meio de uma queda global nos preços dos diamantes nos últimos anos. A queda dos preços é causada por uma procura mais intensa por diamantes sintéticos ou cultivados em laboratório, muito mais baratos, que estão a superar a procura por diamantes reais em mercados-chave como a China e os Estados Unidos.

A Debswana, empresa detida conjuntamente pelo Botswana e pela empresa mineira De Beers, viu as vendas caírem 47 por cento no primeiro semestre de 2024. Há receios de uma redução em massa nas cadeias de abastecimento mineiro e a inflação está agora a atingir duramente o Batswana.

Presidente Masses segura um diamante
O presidente do Botswana, Masisi, segura um diamante de 2.492 quilates que foi descoberto em uma de suas minas em agosto (AP Photo)

Desemprego e desigualdade

O desemprego permanece significativo em 27 por cento, apesar da riqueza do Botswana.

O país, tal como os seus homólogos da África Austral, também continua a ser uma das sociedades mais desiguais, com grandes disparidades entre ricos e pobres.

Essas desigualdades remontam à propriedade de gado na era colonial, o que tornou algumas partes da sociedade muito mais ricas. Os sucessivos governos também não conseguiram dividir as receitas provenientes dos diamantes de forma mais equitativa entre a população.

Seca e conservação

As temperaturas mais elevadas induzidas pelas alterações climáticas significam que o Botswana está a sofrer cada vez mais secas severas que afectam a produção de alimentos e o abastecimento de água. Isto, por sua vez, ameaça os meios de subsistência e levou mais de 10 por cento da população à insegurança alimentar crónica, de acordo com o serviço de ajuda das Nações Unidas. agência, OCHA.

Os rendimentos das colheitas estão a diminuir, com a produção de cereais na época 2022-2023 a atingir apenas 23 por cento das necessidades nacionais, no meio da estação chuvosa irregular. Em Julho de 2023, o Botswana declarou estado de emergência devido à seca.

Isso também está pressionando a abundância de animais no país. O Presidente Masisi defende a necessidade do país de vender elefantes para obter receitas e permitir a sua caça, para reduzir o seu número e, assim, alimentar as pressões, mas esta é uma posição controversa que lhe valeu a condenação de grupos internacionais de conservação dos animais.

Ganhos democráticos e revisão da constituição

Muitos dos detractores de Masisi acusam-no de sufocar a dissidência e de desfazer leis aprovadas democraticamente, como a proibição da caça de troféus. No entanto, os analistas salientam que sob o governo de Masisi, o Botswana manteve uma democracia estável.

“As acusações de ditadura por parte dos detratores são o resultado da frustração do processo de revisão constitucional pendente que o governo de Masisi parece não ter cumprido”, disse Mbanje, referindo-se a um processo de alteração da constituição que durou três anos e que foi aprovado este ano, mas que não teve pleno efeito.

Os novos regulamentos visam impedir que presidentes reformados ocupem outros cargos elevados, impedir que cidadãos de dois países sejam eleitos para o parlamento, alterar a composição da agência de serviços judiciais do país e reforçar as proteções para a comunidade LGBTQ.



Leia Mais: Aljazeera

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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