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Eleições nos EUA: leia glossário com os principais termos – 01/11/2024 – Mundo

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Gabriel Barnabé

A eleição dos Estados Unidos é bastante diferente da brasileira. Lá, o voto é indireto, a participação popular não é obrigatória, e cada estado tem suas regras nas urnas. O pleito também tem seu próprio vocabulário, que pode ser estranho para quem não acompanha o processo.

De delegado a Colégio Eleitoral, passando por Cinturão da Ferrugem e Muralha Azul, conheça os principais termos da eleição americana no glossário abaixo:

Colégio Eleitoral

O Colégio Eleitoral americano é formado por 538 delegados, que representam os 50 estados. Na prática, o presidente é escolhido a partir do voto desses representantes estaduais —que terão o voto definido a partir da escolha popular referente a seu estado. Cada unidade da Federação tem um peso proporcional no colégio.

O candidato que angariar pelo menos 270 delegados vence a corrida eleitoral. Em caso de empate —exatos 269 para cada candidato—, a decisão cabe à Câmara dos Deputados. Isso ocorreu duas vezes na história do país, em 1800 e em 1824.

Delegados

Os 538 delegados do Colégio Eleitoral são pessoas engajadas politicamente e membros ativos dos partidos. São escolhidos pela população e, na eleição presidencial, seu voto acompanha a escolha da maioria do estado, independente da diferença percentual.

O número de delegados é definido a partir da quantidade de deputados representantes do estado no Congresso. Essa, por sua vez, é proporcional à população da região. Há estados menores, com três delegados (como Delaware), e estados mais populosos, com 54 representantes (o caso da Califórnia).

Estados-pêndulo

São unidades federativas em que não é clara a tradição democrata ou republicana e, a partir de resultados anteriores, não é possível estabelecer uma tendência atual para nenhum dos lados. Em 2024, os sete estados-pêndulo são: Arizona, Carolina do Norte, Geórgia, Nevada, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.

Voto em papel

Para votar, os eleitores americanos devem preencher cédulas de papel. Os documentos são diferentes a depender do condado e estado de residência. Em alguns casos, as cédulas têm mais de 50 perguntas a serem respondidas.

Voto antecipado

Cada estado é responsável pelo processo eleitoral em seu território. Em todos eles, os eleitores têm a oportunidade de votar antecipadamente, seja enviando a cédula por correio, seja depositando-a em urnas dispostas pela cidade ou em locais oficiais de votação.

Como o voto não é obrigatório, e o dia da eleição não é feriado nacional, os estados dão alternativas para que um maior número de pessoas possa participar ativamente das eleições.

Recontagem automática

Em alguns estados, as cédulas de votação são contabilizadas e automaticamente recontadas em caso de um resultado muito acirrado. Na Flórida e na Pensilvânia, por exemplo, os votos são automaticamente recontados caso a diferença entre os candidatos seja inferior a 0,5 ponto percentual.

Na maioria dos casos, os concorrentes também podem solicitar recontagem dos votos. A depender do estado, o candidato precisa arcar com o custo da operação.

Partido Democrata

Fundado em 1828, é o mais antigo partido do país e já elegeu 16 presidentes americanos. Criado inicialmente para defender os interesses dos estados contra o governo federal, passou por uma transformação ideológica nos anos 1930, quando começou a se posicionar à esquerda do Partido Republicano, principalmente ao defender o Estado de bem-estar social, a presença estatal na economia e o direito das minorias. Tem como símbolos um burro e a cor azul.

Partido Republicano

Também conhecido como GOP (sigla para velho grande partido), foi criado em 1854 para defender o liberalismo e lutar contra a expansão da escravidão. No início do século 20 passou por uma metamorfose e começou a adquirir características mais conservadoras nos costumes —mas mantendo a defesa do corte de impostos e a crítica à presença do Estado na economia. Já elegeu 19 presidentes. Seus símbolos são o elefante e a cor vermelha.

Independentes

A legislação americana permite candidatos sem ligação com os partidos, mas a regra varia de estado para estado. Além disso, existem siglas menores, como o Partido Libertário e o Verde, que também lançam candidatos a presidente. Desde a instituição do bipartidarismo Republicanos-Democratas, nunca um independente foi eleito.

Cinturão da Ferrugem

Berço da industrialização americana, a região é considerada essencial na eleição por abrigar uma série de estados-chave, principalmente Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, no nordeste dos EUA. O nome começou a se tornar mais popular nos anos 80, quando teve início um processo de decadência econômica da região, com o fechamento de várias unidades de indústria pesada.

Muralha Azul

Grupo de 18 estados em que os resultados foram historicamente democratas (daí a referência à cor pela qual o partido é identificado) e essenciais para a vitória da sigla de 1992 a 2012. Em 2016, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin se afastaram dessa tendência e elegeram o republicano Donald Trump. Já em 2020, os estados tornaram a votar no candidato democrata, Joe Biden, demonstrando sua volatilidade; por isso, são considerados estados-pêndulo.

Cinturão do Sol

Região que se estende pelo sul do país e abriga estados relevantes para o resultado final: Flórida, Texas, e os pêndulos Arizona, Carolina do Norte, Geórgia e Nevada. O nome faz associação ao clima mais quente que na parte norte do país. Historicamente, a vantagem era do Partido Republicano. No entanto, houve uma diversificação demográfica e política que tornou os resultados mais voláteis.



Leia Mais: Folha

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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre

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O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.

A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira

Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.

 



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