NOSSAS REDES

ACRE

‘Eles sobreviveram ao inferno’: Israel elogia o retorno das mulheres soldados libertadas | Israel

PUBLICADO

em

Bethan McKernan in Tel Aviv

Naama Levy, de 19 anos, tornou-se um símbolo indelével do ataque do Hamas em 7 de Outubro de 2023 a Israel. Nas imagens daquele dia, um homem armado arrastou o soldado descalço e sangrando da traseira de um jipe ​​para uma rua em Gaza. Seus braços estavam amarrados atrás das costas e o sangue se acumulava na parte inferior do pijama. Os espectadores aplaudiram sua angústia.

Durante meses, as mulheres da unidade de vigilância exclusivamente feminina de Levy – auditoria – notaram ataques e exercícios práticos incomuns ocorrendo do outro lado da cerca, mas seus relatórios e avisos foram ignorados pelos comandantes. Quinze mulheres da unidade foram mortas quando combatentes do Hamas invadiram a sua base no Gaza fronteira e sete feitos reféns.

Agora, não apenas o rapto de Levy, mas a sua redenção, ficará na história de Israel. No sábado, 15 meses após o início da sua provação, a sua família e as de outras três mulheres da unidade soluçaram de alívio ao abraçarem as suas filhas, libertadas durante a segunda semana de um frágil cessar-fogo e acordo de libertação de reféns.

“Fiquei impressionado com a força mental deles. Mulheres fortes que sobreviveram a dias de inferno e a luz dos olhos não se apagou”, disse o diretor do hospital.

Quando as notícias israelitas mostraram os quatro soldados reunidos com as suas famílias na tarde de sábado, a Praça dos Reféns, no centro de Tel Aviv, irrompeu, com a multidão aplaudindo, aplaudindo e abraçando-se.

“É um momento incrível, estou muito feliz”, disse Gali Cohen, 28 anos, membro de um grupo de cerca de 1.000 ex-alunos e servindo auditoria ou “observadores”, que se uniram para apoiar as famílias das mulheres e fazer campanha por um acordo de libertação de reféns.

“Eles poderiam ter sido qualquer um de nós, por isso sentimos isso tão profundamente. É agridoce porque agora temos que continuar lutando pelos outros”, acrescentou.

Numa demonstração de força, o Hamas vestiu os quatro soldados com uniformes cáqui para uma cerimónia altamente coreografada num palco numa praça no centro da Cidade de Gaza. As mulheres foram cercadas por combatentes de elite de Nukhba e por multidões aplaudindo atirando confetes, antes de serem entregues à Cruz Vermelha.

“Não gosto da forma como (a transferência) foi feita, mas depois de 7 de Outubro, nada mais me surpreende”, disse Ella, 52 anos, de Holon, perto de Tel Aviv. “Eu só quero abraçar aquelas meninas. Olha eles, sorrindo, acenando, depois de tudo… Que fodão”, completou.

Um total de 200 palestinos detidos nas prisões de Israel foram libertados em troca das quatro mulheres na tarde de sábado. Na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, 114 homens – todos magros, com cabeças raspadas e vestindo uniformes de prisão cinza – foram recebidos por uma multidão entusiasmada. Outras dezasseis foram libertadas em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, e outras 70 pessoas que cumpriam penas de prisão perpétua por crimes violentos foram conduzidas para o Egipto, onde serão deportadas para países terceiros.

No domingo passado, o mundo celebrou o tão esperado acordo de cessar-fogo e libertação de reféns. Três mulheres civis sorridentes e aparentemente saudáveis ​​voltaram para casa para um país muito feliz com o seu regresso. Noventa mulheres e crianças palestinianas detidas em prisões israelitas foram libertadas sob aplausos de multidões em Ramallah mais tarde, naquela mesma noite, e a população sitiada de Gaza foi dormir pela primeira vez em mais de um ano. sem o som de drones ou bombardeios no alto.

O cessar-fogo demorou muito para ser elaborado. Durante o ano passado, Netanyahu foi repetidamente acusado de atrapalhar negociações mediadas internacionalmente. Acreditava-se que ele temia que as concessões ao Hamas levassem ao colapso do seu governo, tornando o líder de longa data mais vulnerável a acusações de corrupção.

Muitas famílias de reféns ainda se debatem com o facto de os seus entes queridos, que não estão entre os 33 previstos para libertação, ainda estarem em perigo, ou talvez mortos, dando à reunião de sábado na Praça dos Reféns um tom triste.

Inbar Goldstein, 37, perdeu o irmão, Nadav, 48, e a sobrinha Yam, de 20 anos, no ataque do Hamas. A sua cunhada Chen Almog-Goldstein, a sobrinha Agam, de 18 anos, e os sobrinhos Gal, de 12, e Tal, de 10, foram raptados e libertados durante o cessar-fogo anterior, em Novembro de 2023, que ruiu após uma semana.

“Minha família não pode ser trazida de volta, mas devemos continuar lutando. Esse é o meu trabalho agora”, disse ela, sentada nos degraus da praça e acariciando um cachorro embrulhado na bandeira israelense.

Goldstein disse que sentia que era seu dever manter a pressão sobre o governo para manter o acordo no caminho certo, em meio a especulações generalizadas de que Israel planeja retomar os combates em Gaza, depois de um terço dos cerca de 100 reféns restantes regressarem a casa durante a primeira fase do cessar-fogo.

“Perdemos muito, mas temos muito pelo que continuar lutando. Não podemos deixar o governo sabotá-lo”, disse ela.

pular a promoção do boletim informativo

Na sexta-feira, a trégua parecia vacilar, depois que o Hamas divulgou os nomes dos soldados que libertaria – Levy, junto com Liri Albag, 19, Karina Ariev, 20, e Daniella Gilboa, 20. Cidadão germano-israelense Arbel Yehud, 29 , que se acredita ser a última mulher refém civil viva em Gaza, estava programada para ser libertada neste fim de semana.

O irmão de Yehud, Dolev, foi morto no ataque de 7 de Outubro às suas casas no kibutz Nir Oz, e o seu parceiro, Ariel Cunio, também ainda é refém, e deverá ser libertado na segunda fase do acordo, em Março.

Autoridades israelenses disseram que o atraso violou o acordo de cessar-fogo e agora pressionam para que Yehud seja libertado antes do próximo sábado. Até que ela seja libertada, os palestinianos deslocados em Gaza, desesperados por regressar a casa, não serão autorizados a viajar para norte do Corredor Netzarim que Israel construiu para dividir a faixa.

A viagem por Netzarim deveria ser possível a partir de domingo; não ficou imediatamente claro se a notícia do atraso chegou às pessoas em Gaza, onde a electricidade e o sinal telefónico são frequentemente escassos.

Surgiram vários relatos no sábado de que pessoas que tentaram aproximar-se da estrada costeira através de Netzarim foram alvejadas; não houve confirmação imediata de vítimas, mas cenas semelhantes ocorreram esta semana na cidade de Rafah, no sul, onde as forças israelenses ainda estão estacionadas na fronteira Gaza-Egito.

Ainda há muita coisa que pode dar errado. O Hamas alertou mais tarde no sábado que Israel impedir o retorno de civis deslocados ao norte de Gaza poderia ter “repercussões” nas etapas subsequentes do acordo.

Entretanto, para os israelitas reunidos na Praça dos Reféns, a espera pelos outros cativos continua. Agam Berger, 20 anos, é o último observador mantido em cativeiro em Gaza; três mulheres na casa dos cinquenta anos de Holon, cidade natal de Berger, disseram que não conheciam a família, mas que se juntaram ao movimento de protesto em solidariedade.

“Todos nós temos filhas da mesma idade servindo nas forças armadas”, disse Alona, ​​51 anos. “Estaremos presentes em qualquer ação, seja o que for que a família dela queira”.

Goldstein, cuja família foi morta no kibutz Kfar Aza, disse que estava tentando apreciar o raro momento de alegria. “O que aprendi no ano passado é que felicidade e tristeza não se anulam. Eles coexistem”, disse ela.

“Hoje, pelo menos, há mais motivos para ficar feliz do que triste.”



Leia Mais: The Guardian

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS