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Elon Musk é um monstro valentão à solta, mas só conseguirá o que quer se deixarmos | Chaleira Martin
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2 anos atrásem
Martin Kettle
Tei, posso sentir o cheiro do medo. E eles ficam emocionados com o que podem cheirar. Alimentada por uma mídia hipnotizada no país e no exterior, a emoção os estimula a novas provocações. Donald Trump sabe que os nervos dos aliados dos EUA estão à flor da pele sua segunda presidência se aproxima – e ele quer continuar assim. Elon Musk está igualmente glorificado em seu poder para provocar e desinformar sem sofrer penalidades ou reprimendas – muito menos por parte da maioria dos políticos e da imprensa britânica.
Ambos os homens são valentões. E é isso que os agressores fazem. No entanto, não há dúvida de que este também é o momento deles. A posse de Trump, em 20 de janeiro, será uma celebração direta do poder do America First. Será também um réquiem que entregará à sepultura grande parte do acordo global do pós-guerra baseado em regras.
Bem-vindo ao mundo dos próximos quatro anos – e talvez mais. Só que, se há algo que pode ser dito com confiança sobre o segundo mandato de Trump, é que em algum momento ele certamente se voltará contra Musk, provavelmente numa disputa sobre a escala dos cortes nas despesas governamentais. No final, só haverá espaço para um egomaníaco no comando.
Mas há também algo distintamente performativo nas provocações que Trump e Musk têm disparado contra os continuadores apoiantes da ordem democrática liberal nas últimas semanas. Este hábito performativo não é novo. Afinal, Trump descobriu em seu primeiro mandato que prometendo um muro na fronteira com o México não significava que ele realmente tivesse que terminar de construir um. A ameaça, e o que ela representava, revelou-se mais do que suficiente em termos políticos internos. Pode ser a mesma coisa desta vez.
Isto não significa negar que, num nível importante, Trump e Musk acreditam nas coisas que dizem, ou fingir que não há coerência nas suas ações. Trump, em particular, sempre acreditou no valor da ameaça e da surpresa como alavancas na política transacional que é a sua natureza. Musk é mais rude e apocalíptico. Ele detesta qualquer restrição ao seu desejo de uma raça humana refeita em seu próprio interesse superior.
No entanto, isso não significa que estas coisas irão acontecer, muito menos que sejam imparáveis. Será que Trump, por exemplo, pretende realmente tentar subjugar o Canadáforçando-o a um Anschluss para que ele possa cavalgar triunfantemente por Ottawa? Ele realmente tem um plano para anexo Groenlândiadesafiando o direito internacional, o acordo transatlântico e, não menos importante, a lógica militar? Donald Trump Jr. viagem de um dia para fotos lá esta semana não é prova de seriedade a esse respeito.
É fácil para os liberais, nos EUA e no exteriorficar indignado com tal provocação e hostilidade. É claro que é por isso que os conservadores fazem isso. No entanto, os liberais nos EUA e noutros países não devem permitir-se ficar cegos relativamente à capacidade do sistema político existente para um certo nível de resistência da oposição. Esta não é a Alemanha nazista. Mesmo entre os republicanos dos EUA no Capitólio existem divisões importantes. No Congresso, toda a política ainda é local e os interesses de poucos membros são exactamente os mesmos.
O nome do jogo para os liberais em 2025 e além é, portanto, sobrevivência. Não será fácil, e quem finge o contrário é um falso amigo. No entanto, esquecemos, por nossa conta e risco, que a política é um negócio subtil e complicado de compromissos e equilíbrios pacíficos, e não apenas uma disputa pública de soma zero do tipo que estamos a testemunhar neste momento. Mesmo sob a monarquia absoluta, um operador qualificado como o Thomas Cromwell retratado nos romances de Hilary Mantel poderia sobreviver por anos e fazer coisas notáveis, antes que a luz se apagasse. Hoje, naquela que ainda é uma era democrática, e não absolutista, os adversários de um governante intimidador possuem armas mais variadas de resistência e contenção e as suas perspectivas de sobrevivência são muito maiores, em todos os sentidos.
Isto é particularmente verdadeiro internacionalmente. É por isso que a tarefa de lidar com a restauração de Trump é um desafio tão difícil e fascinante, bem como altamente indesejável, para todos os aliados tradicionais dos EUA. Certamente não é bonito, mas é igualmente certamente o desafio que Keir Starmer e seu novo embaixador em Washington, Peter Mandelson. Enfrenta também a França, a Alemanha, a Irlanda, a Polónia e todas as outras democracias europeias. A principal questão que todos enfrentam é como trabalhar dentro e com o sistema dos EUA – e não apenas com os próprios Trump ou Musk – para restringir a administração. Alguns estão lidando com isso melhor do que outros, mesmo nesta fase inicial.
Justin Trudeau anunciou seus planos de deixar o cargo de primeiro-ministro do Canadá essa semanaprincipalmente por razões domésticas. Mas o seu partido também tinha dúvidas sobre a capacidade de Trudeau de lidar com uma segunda administração Trump, mais agressiva, o que desencadeou a saída da ministra das finanças, Chrystia Freeland (que pode ser o sucessor de Trudeau como líder liberal). Na sua carta de demissão, Freeland apelou a um retrocesso contra as ameaças tarifárias de Trump e a evitar “artifícios políticos dispendiosos”. Os liberais podem perder para os conservadores nas eleições gerais deste ano, mas nenhum governo canadiano de qualquer tipo poderá sobreviver se se permitir ser intimidado por Trump.
Nenhum país europeu está tão intimamente próximo dos EUA como o Canadá ou o México. No entanto, a queda de Trudeau traz lições para todos, mesmo assim. Tal como o Canadá, cada democracia ocidental deve percorrer um caminho entre tornar-se o caniche de Trump e tornar-se o seu próximo inimigo da guerra tarifária. Isto é especialmente desafiador em tempos económicos difíceis, em tempos de guerra e quando a reputação de um governo eficaz é tão fraca – tudo isto se aplica em 2025. Em Europaum continente caracterizado por governos de coligação fracos, muitos poderão fracassar.
Toda a política e governação enfrenta actualmente um período de mudanças bruscas. Nada se ganha desejando o contrário. No entanto, esta não é uma situação totalmente sem precedentes. Uma era democrática muito anterior teve de enfrentar não só Hitler, Estaline e Mussolini, que levaram a Europa à guerra, mas também megalomaníacos nacionais como William Randolph Hearst ou, no Reino Unido, Lord Northcliffe; barões da mídia cujos desejos de poder eram tão insaciáveis quanto sua indiferença à precisão. Sobre o que é o filme Cidadão Kane, de Orson Welles, de 1941, senão sobre um magnata poderoso na veia de Musk, tão mesquinho e vingativo quanto monstruoso?
Nada disto quer dizer que a ordem democrática sobreviverá a esta nova era de desafio sem danos, ou mesmo que sobreviverá a ela. Mas significa dizer que nós, o povo, e nós, os Estados, temos um imenso interesse em garantir que a ordem democrática sobreviva, apesar de todas as ameaças. Se quisermos, como deveríamos, proteger sistemas de governação, aprendizagem e direito que se baseiam fundamentalmente na verdade e na razão, não devemos passar os próximos anos a insistir que o ideal deve ser sempre inimigo do suficientemente bom.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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