CIDADES
Em ação civil, MP pede retirada imediata de moradores que vivem em área de risco em bairro de Feijó
PUBLICADO
3 anos atrásem
Pedido é para saída de moradores da Avenida Marechal Deodoro, bairro Aristides, no interior do Acre. Ação civil pública tem pedido de tutela de urgência para retirada imediata.
capa: Moradores que vivem em área de desmoronamento no bairro Aristides, em Feijó, devem ser removidos — Foto: Arquivo/Defesa Civil Municipal.
O Ministério Público do Acre (MP-AC) ajuizou uma ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, pedindo a imediata retirada de moradores que vivem em uma área de risco da Avenida Marechal Deodoro, bairro Aristides, em Feijó, no interior do Acre.
A ação foi assinada pela promotora de Justiça Bianca Bernardes de Moraes e estipula a aplicação de multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento.
O MP-AC divulgou, nessa terça-feira (13), que iniciou a investigação e instaurou uma notícia de fato após a elaboração de um relatório especificando as áreas de risco no município. A cidade é banhada pelo Rio Envira.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Feijó para questionar se eles já estariam cientes da ação. Ao g1, informaram que a Defesa Civil, Secretarias de Assistência Social e Meio Ambiente já estão fazendo o estudo social destas famílias.
“A priori, o aluguel social é a primeira medida a ser tomada, enquanto o município busca recursos junto aos parlamentares federais no tocante à destinação de emendas para construção de casas populares”, complementou a nota.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/q/onlVTLQMyvFAGpK492DA/whatsapp-image-2023-06-13-at-17.40.41.jpeg)
Defesa Civil, MP-AC, Imac e Secretaria de Meio Ambiente fizeram vistorias nas áreas de risco em maio — Foto: Arquivo/Defesa Civil Municipal
Em maio, a pedido do MP-AC, equipes da Defesa Civil Municipal, da Secretaria de Meio Ambiente e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) fizeram uma vistoria das casas que estão em alto risco de desastres.
Dessa vistoria, foi elaborado um laudo técnico e encaminhado para os órgãos responsáveis solicitando a retirada das famílias.
Após isso, o órgão estadual, por meio da Promotoria Cível de Feijó, ajuizou a ação para que a gestão pública retire os moradores que vivem em áreas de desmoronamento no Bairro Aristides e providencie moradias adequadas para essas famílias.
Alto risco de desastre
Ao g1, o coordenador da Defesa Civil de Feijó, sargento Adeilson Borges, explicou que na avaliação técnica feita pelas equipes, detectaram que sete famílias da área precisam ser removidas com urgência por estarem às margens do Rio Envira.
“Foi avaliado que algumas residências estão próximas do rio a ponto de sofrerem desabamento de terra. Averiguamos o nível de exposição que essas famílias estão e o nível de vulnerabilidade, que tem vários critérios. A exposição e vulnerabilidade foram decisivas para que sete famílias sejam desabrigadas deste local imediatamente. Estão em alto risco de desastre”, contou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/o/V/Bq2xhiRnukjgldgXPWBA/whatsapp-image-2023-06-13-at-17.40.38-1-.jpeg)
Há casas que estão a menos de um metro da área de desbarrancamento às margens do Rio Envira — Foto: Arquivo/Defesa Civil Municipal
Ainda segundo o sargento, esses moradores vivem a menos de um metro de distância da área que está desabando. O laudo, elaborado pelas equipes, foi encaminhado para a prefeitura e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que se reuniu com as famílias para conscientizar do perigo que correm.
“É uma ação pesada de ter que retirar essas famílias, não terem opção. É uma área grande que envolve diversas famílias, só que elas estão em níveis diferentes de outras, estão expostas menos que outras. Vamos manter um acompanhamento das outras áreas, um mapeamento, vistoria técnica constante para deixar as famílias informadas dos riscos e trabalhar a resiliência dessas. Claro que vão estar sempre acompanhadas”, concluiu.
Relacionado
ESPECIAL
Em Tarauacá, Governo realiza encontro especial com a jornalista Maria Cândida
PUBLICADO
2 meses atrásem
23 de março de 2026Participe do evento Liderança Feminina e permita-se viver uma experiência que pode transformar sua visão, ampliar seus horizontes e inspirar novos caminhos.
Às vezes, um encontro pode ampliar a visão, reposicionar ideias e despertar uma nova forma de conduzir a própria trajetória.
O evento Liderança Feminina será uma oportunidade especial de escuta, reflexão e inspiração, com a participação da jornalista, comunicadora e palestrante Maria Cândida, além da presidente do Deracre, Sula Ximenes.
Uma conversa atual e necessária sobre liderança, protagonismo feminino, transformação do mundo do trabalho, impacto do digital e novas possibilidades para o presente e para o futuro.
Local: Ginásio Ruynet Lima de Matos, Tarauacá/AC
Data: 8 de abril
Horário: a partir das 17h30
Entrada gratuita e aberta ao público.
Relacionado
MEIO AMBIENTE
Justiça estende prazo para licenciamento ambiental do cemitério em Tarauacá
PUBLICADO
1 ano atrásem
30 de janeiro de 2025Decisão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) determinou que após Município entregar documentos e ajustes solicitados, autarquia ambiental terá 60 dias para responder ao pedido de licenciamento
A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) acolheu o pedido de autarquia ambiental para aumentar o prazo para responder pedido de licenciamento de cemitério em Tarauacá. Considerando a complexidade da situação e a necessidade de respeito à saúde pública, o prazo sai de 10 para 60 dias, contados após o Município entregar os documentos e ajustes solicitados pelo órgão ambiental.
A autarquia requerida tinha recebido o prazo de 10 dias para providenciar o encerramento do pedido de licença do cemitério, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitado para R$ 50 mil. Contudo, a requerida entrou com recurso expondo a necessidade ampliar o prazo para executar o trabalho, devido à complexidade da situação.
Cemitério de Tarauacá [créditos: Acre.com.br]
O pedido para aumentar o prazo foi acolhido pelo Colegiado, mas foi mantida a aplicação de multa para o caso de descumprimento da ordem judicial. O relator do recurso foi o desembargador Nonato Maia.
O magistrado escreveu que: “o prazo de 10 dias inicialmente fixado pelo Juízo de origem revela-se desproporcional diante da complexidade do procedimento de licenciamento ambiental, que exige análise técnica, estudos específicos e medidas mitigatórias”.
Em seu voto o desembargador verificou que apesar do pedido de licença ter sido feito em outubro de 2022, a Autarquia tinha solicitado documentos extras e ajustes ao Município. Nonato Maia observou que: “(…) o processo administrativo encontra-se em fase de ajustes, aguardando a apresentação, pelo Município, de medidas mitigatórias essenciais para evitar a contaminação do lençol freático por necrochorume, como: instalação de poços de monitoramento para análise da qualidade da água subterrânea. Apresentação de medidas de controle e mitigação de impactos ambientais”.
Além disso, o relator considerou o princípio da precaução para evitar danos ambientais que podem atingir a saúde da população. “Ademais, deve ser considerado o princípio da precaução, segundo o qual, diante da incerteza sobre os impactos ambientais de uma atividade potencialmente poluidora, deve-se adotar uma postura cautelosa, evitando-se medidas que possam comprometer o meio ambiente e a saúde da população” escreveu Maia.
Agravo de Instrumento n.º 1001814-89.2024.8.01.0000
Relacionado
ACRE
Com queda de 23,5%, Acre ainda tem 6 roubos a pedestres todos os dias
PUBLICADO
2 anos atrásem
22 de julho de 2024Os roubos a pedestres caíram 23,5% no Acre em 12 meses, mas, levando em conta que ocorreram 2.230 casos em 2023, o Estado registrou ao menos seis crimes por dia, segundo os dados do Anuário da Segurança Pública 2024. A queda ocorrida no Acre só perde para a do Tocantins (-42,8%); Goiás (32,3%) e Amapá (25,1%).
De acordo com a Revista Universo, que se baseia no artigo 157 do Código Penal Brasileiro, o roubo a transeunte é um crime comum e corriqueiro caracterizado por assalto a indivíduos que são abordados enquanto transitam em vias públicas “com subtração de pertences de forma violenta”.
O sistema de segurança pública do Acre pouco aborda o tema e os detalhes sobre esse crime são escassos. Por outro lado, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública. A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área, contribuindo para a melhoria da qualidade dos dados. Além disso, produz conhecimento, incentiva a avaliação de políticas públicas e promove o debate de novos temas na agenda do setor. Trata-se do mais amplo retrato da Segurança Pública brasileira.
ac24horas.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE3 dias agoProfessora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre
ACRE1 dia agoProint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre
ACRE4 horas agoJORNADA PEDAGÓGICA 2026
ACRE3 horas agoSAVE THE DATE – AULA MAGNA PROFIAP
Você precisa fazer login para comentar.