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AMAZÔNIA

Em Boca do Acre, onça mata, dilacera e come caçador, após espreitá-lo; ouça o relato

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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 Em Boca do Acre, Amazonas, dois homens foram ‘acuados’ por uma onça pintada, e um deles foi ‘capturado’ pela onça, que o arrastou para dentro da floresta. O outro homem conseguiu escapar e pedir socorro aos índios da região. 

Segundo o relato, em áudio, do irmão do caçador sobrevivente, após meia hora, em companhia de índios que residem numa aldeia próxima, seu irmão retornou ao local para tentar salvar seu companheiro que foi ‘arrastado’ pela onça. 

Ao chegarem no local, ficaram de ‘tocaia’ e conseguiram matar a onça. Porém, a vítima já estava morta e com corpo totalmente dilacerado pelo animal. 

A onça capturou ele [a vítima] na espera, ela estava só esperando o momento para atacar, era noite; por isso meu irmão não conseguiu atirar e matar a onça, que saiu arrastando ele [a vítima]; ela ainda pegou um tiro; quando voltaram ao local, a onça já tinha comido ele [a vítima] desse tanto aí“, relatou o irmão da vítima que sobreviveu. 

O fato teria ocorrido em Boca do Acre, estado do Amazonas, no ano de 2014, e na época viralizou nas redes sociais causando muitas controvérsias, inclusive quanto ao local. Somente agora um familiar, da vítima que sobreviveu, detalhou os fatos, em áudio.

Ouça o relato:

 

 

 

 

 

ACRE

Açaí e castanha são destaque em feira internacional de alimentos

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Os dois sabores mais conhecidos da Amazônia, açaí e castanha-do- pará (também chamada de  castanha-do-brasil),  são destaque no estande da Embrapa durante a ANUFOOD Brazil, feira de negócios exclusiva para o setor de alimentos e bebidas, realizada entre os dias 12 e 14 de março de 2019, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP).

Para que esses dois alimentos cheguem às mesas dos consumidores, além do esforço dos extrativistas que moram na Amazônia, tem muito trabalho de pesquisa desenvolvido por profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A definição de procedimentos que garantam qualidade a esses dois produtos, desde a colheita na floresta até a embalagem na agroindústria, é fruto do trabalho dos pesquisadores das unidades da Embrapa na Amazônia.

Segundo a analista da Embrapa Acre, Dorila Silva, a ideia de apresentar esses dois produtos no estande da Embrapa na Anufood Brazil não é apenas dar visibilidade aos resultados da pesquisa agropecuária. “Nós também pretendemos que as cadeias produtivas do açaí e da castanha se fortaleçam e possam acessar novos mercados, com resultados positivos na renda dos extrativistas, pois um evento desse porte pode trazer novas oportunidades de negócios ” , conta.

As ações de pesquisa e de transferência de tecnologias com o açaí e a castanha-do-pará (ou castanha-do-brasil) contam com o apoio do Projeto Bem Diverso, executado pela Empresa Embrapa, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).

O Projeto Bem Diverso atua em seis Territórios da Cidadania: Alto Acre e Capixaba (AC) e Marajó (PA), no bioma Amazônia; Médio Mearim (MA) e Alto Rio Pardo (MG), no bioma Cerrado; e Sobral (CE) e Sertão de São Francisco (BA), na Caatinga. No Acre, as ações são desenvolvidas em comunidades rurais da Reserva Extrativista Chico Mendes, com foco na melhoria da produção de castanha-do-Brasil, de açaí e ampliação do uso de sistemas agroflorestais envolvendo modelos que incluem espécies nativas como castanheira e seringueira e funcionam como alternativa para diversificar a renda familiar e conservar o meio ambiente.

Castanha

A produção extrativista da castanha-do-pará (ou castanha-do-brasil), espécie nativa da Amazônia recomendada em dietas alimentares devido ao seu alto teor de proteína e presença de antioxidantes, requer a aplicação de boas práticas para atender os padrões de qualidade tanto das indústrias nacionais quanto do mercado internacional. Para exportar o produto, há tolerância zero à presença de aflatoxinas, substâncias produzidas por fungos presentes naturalmente no solo da floresta. Boas práticas para obtenção de uma castanha com qualidade ainda na floresta geram renda ao produtor e garantem segurança aos consumidores.

A Embrapa Acre (Rio Branco, AC) desenvolveu e validou boas práticas com o objetivo de melhorar a qualidade da castanha-do-pará  e garantir a segurança do alimento. Recomendam-se, portanto, práticas desde o planejamento antes da coleta dos frutos até a secagem, armazenamento e transporte do produto coletado. 

Açaí

O açaí é um alimento rico em fibras, vitaminas e antioxidantes como as antocianinas, substância que favorecem o combate aos radicais livres, agentes responsáveis pelo envelhecimento das células humanas. Bastante consumido de forma processada, a manipulação exige cuidados adequados para assegurar qualidade sanitária e a manutenção do seu valor nutricional e compostos funcionais.

 “Na colheita e pós-colheita do açaí, cuidados como manter o kit de coleta limpo e higienizado, evitar o contato dos frutos com o solo, não deixar a produção muito tempo na floresta nem exposta ao sol, realizar o transporte dos frutos ainda nos cachos, em ambiente apropriado (arejado e sem a presença de animais e pessoas), e selecionar os frutos coletados, eliminando palha, folhas, insetos, restos de terra e outros resíduos, ajudam a garantir qualidade à produção”, explica  Joana Souza.

Saiba mais sobre o Projeto Bem Diverso: www.bemdiverso.org.br

Texto: Priscila Viudes (Mtb 030/MS)

Embrapa Acre

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ACRE

Praga de Javalis pode alcançar o Acre e especialista faz alerta

Blog do Evandro Cordeiro, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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O Acre vai precisar se proteger, em breve, de uma praga que inferniza o Brasil agrícola, principalmente no corredor entre o Rio Grande e Rondônia, os javalis selvagens. Conhecidos como javaporcos, por serem resultado de um cruzamento do javali europeu com o porco doméstico aqui no Brasil, esses animais se reproduziram aos milhares principalmente no interior de São Paulo e estão chegando perto Acre. O alerta é do engenheiro florestal Ernesto Massyuki Sawaeda, especialista em fauna, que mora aqui no Estado. Ele disse ao Blog do Evandro Cordeiro que o alerta precisa ser feito porque o novo governo pensa em investir alto no agronegócio. “Caso esses animais cruzem o rio Madeira qualquer produção de grãos aqui estará comprometida”, afirma.

A contenção da “praga” de javaporco no interior de São Paulo só aconteceu graças a um alerta dessa mesma natureza feita pelo engenheiro Ernesto Sawaeda. Há reportagens nesse sentido em grandes jornais, inclusive na Folha de São Paulo, além de canais de televisões, como a Rede Globo, há cerca de uma década, como essa a seguir: https://f5.folha.uol.com.br/bichos/2014/06/1463792-javaporco-destroi-plantacoes-e-vira-praga-no-interior-de-sp.shtml?fbclid=IwAR1USpFfrfiLC3J-SmwgC6TR0sr9l8V0cAajkWGJMSIMPtq2y9bY11g2HfU. Os grandes produtores rurais da região centro-oeste contra atacaram os animais, mas mesmo assim ainda não se livraram totalmente. Sawaeda quer informar ao governador Gladson Cameli (Progressistas) o risco que seria deixar esses animais chegar ao campo acreano. “Um bando deles devasta, por dia, 40 hectares de plantação sem muita dificuldade”, assegura.

A primeira pesquisa sobre os Javalis e seus híbridos no Brasil aconteceu no Ano de 1998, sob a responsabilidade do engenheiro Ernesto Sawaeda. Em 2011 saiu o primeiro alerta ao agronegócio através de reportagens. Ele avisou que infestação dessa praga seria incontrolável, caso medidas não fossem tomadas. Atualmente se encontra em estágio de reprodução exponencial.  Segundo órgãos de proteção à vida selvagem, o Brasil é signatário de um acordo cujo objetivo é evitar esse desastre ecológico. “Sem o controle vai acarretar prejuízos irreversíveis na fauna, flora, pecuária, agricultura e a todo o agronegócio. E pior: em todo território nacional”, diz o especialista.

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