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Em busca de um primeiro-ministro, Emmanuel Macron estende o tempo

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Emmanuel Macron deixa o conselho de ministros semanal, no Eliseu, em Paris, em 11 de dezembro de 2024.

A pergunta queima em seus lábios. Mas esta quarta-feira, 11 de dezembro, nenhum dos senadores macronistas convidados para almoçar na sala de retratos do Eliseu se atreve a abordar o assunto diante do Presidente da República. Quando, de repente, ao terminar a sua fatia de vitela, o próprio Emmanuel Macron evoca o futuro “primeiro-ministro”ele disse. “O ou o?” »tenta, à sua frente, o governante eleito da Côte-d’Or (Renascença) François Patriat em busca de uma escassa pista sobre o perfil do próximo chefe de governo. “Ele ou ela, você está certo, François, o primeiro-ministro”corrige o Presidente da República, retomando o fio da sua frase deixando o público num denso nevoeiro.

Já faz uma semana que Michel Barnier foi censurado por deputados de esquerda e extrema direita na Assembleia Nacional. Uma semana em que o país é liderado por um governo demitido. E uma semana que o mundo político está pendurado na decisão presidencial para saber quem vai liderar o executivo, divulgando os nomes dos potenciais candidatos para melhor promovê-los ou enterrá-los.

Será o primeiro-ministro de esquerda, como exige o Partido Socialista (PS)? De direita, como esperam os Republicanos (LR)? Centrista? Macronista? O chefe de Estado parece hesitar, ponderando os diferentes cenários. “Quando você é Presidente da República, a regra é: quando você faz a sua escolha, você diz. Se Emmanuel Macron não diz nada é porque ainda não decidiu », sublinhou, quarta-feira à noite, Gaspard Gantzer, antigo comunicador de François Hollande.

A “temporalidade da escolha”

Perante os representantes das diferentes forças no Parlamento – excluindo La France insoumise (LFI) e o Rally Nacional (RN) –, convidados para o Eliseu na noite de terça-feira, Emmanuel Macron comprometeu-se a pronunciar-se “dentro de quarenta e oito horas”, sugerindo que o mistério seria esclarecido na noite de quinta-feira, 12 de dezembro. Algumas pessoas acreditam nisso. Outros não. Muitas vezes, os prazos presidenciais foram perdidos, recordamos no Eliseu. Depois de dizer que o substituto do antigo Comissário Europeu (LR), de 73 anos, seria nomeado prontamente – dentro do “vinte e quatro horas” após a censura, prometeu a comitiva do Chefe de Estado – o tempo arrastou-se.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Emmanuel Macron propõe “método” aos partidos antes de nomear primeiro-ministro

Não há pressa, parece querer dizer o chefe de Estado. Certamente o país não tem orçamento para o ano de 2025, tendo o governo sido derrubado antes de poder ter este texto aprovado. Mas a lei especial, apresentada durante o conselho de ministros de quarta-feira, deve “garantir a continuidade da vida nacional”. Examinado na segunda-feira, 16 de dezembro, em sessão pública na Assembleia, pode ser defendido por um governo demissionário. Deixando dúvidas sobre quando será anunciado o nome do futuro inquilino de Matignon, Maud Bregeon, porta-voz do governo, indicou na quarta-feira que o presidente não relatou qualquer “temporalidade da escolha”, durante a reunião de ministros.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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