ACRE
Em depoimento, homem volta atrás, nega que matou cunhada e acusa facção de crime em Rio Branco
PUBLICADO
5 anos atrásem
Após ser preso e confessar para a Polícia Militar que tinha matado a autônoma Luciana Lima de Matos, de 41 anos, Diego Marques, principal suspeito do crime, mudou a versão e negou o crime durante depoimento na Delegacia de Flagrantes (Defla). Luciana estava desaparecida há três dias e foi achada morta na quinta-feira (15) na BR-364, próximo às Quatro Bocas, em Senador Guiomard, no interior do Acre.
O cadáver só foi achado após o próprio cunhado indicar o local onde tinha jogado a vítima. Luciana morava em Mato Grosso há muitos anos e tinha vindo para o Acre visitar a família há cerca de duas semanas. No último domingo (11), a vítima foi até a casa de uma irmã, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, e sumiu.
Ao G1, o delegado responsável pelas investigações, Luciano Ribeiro, explicou que o suspeito e os familiares da vítima foram ouvidos na Defla pelo delegado plantonista ainda na quinta. No depoimento, Marques alegou que teve a casa invadida por dois criminosos, que mataram Luciana estrangulada.
A motivação para o crime, segundo o suspeito, seria porque os homens achavam que a vítima seria informante de uma facção rival. Após a morte da mulher, Marques disse que foi obrigado a levar o corpo para a área de mata.
“PM passou que ele confessou, mas lá [Defla] ele negou e disse que seriam dois moradores do bairro, que são de uma facção de lá, que viram ela [vítima] e acharam que era de uma facção rival, seria uma informante. Disse que não recordava o nome dos caras, que o obrigaram a levar o corpo da vítima para o carro dele, mataram ela na casa dele”, contou Ribeiro.
Marques estava foragido de Rondônia (RO) e já tem passagens na polícia por vários crimes como homicídio e também estupro. Além disso, ele usava tornozeleira eletrônica, mas tinha rompido o aparelho. Ele permanece preso, segundo a Polícia Civil.
O delegado disse que aguarda o laudo da perícia e do Instituto Médico Legal (IML) para saber a causa a causa da morte de Luciana e se ela sofreu abuso sexual. Ribeiro afirmou também que a polícia tenta descobrir quem seriam esses dois homens que teriam entrado na casa, porém, o cunhado segue como o principal suspeito do crime.
“Vamos aguardar a perícia para saber o real motivo da morte e estamos fazendo o levantamento para identificar essas possíveis pessoas. O pessoal já está atrás pelas informações que ele passou. O depoimento da esposa diz que ele confessou e voltou atrás”, concluiu.
Família contesta versão
A família de Luciana não acredita na versão de Diego Marques. A filha da vítima, que pediu para não ter o nome revelado, acredita que o suspeito tentou abusar da mãe e, por não ter conseguido, acabou matando a vítima.
“[Não acredito] de jeito nenhum, tenho certeza absoluta que ele fez isso com minha mãe. A nossa família vivia com medo dele e não sei o porquê minha mãe foi para lá. Ela não tinha o conhecimento da pessoa que ele era. A família acredita que ele tentou abusar dela, até porque já responde por um caso muito parecido com esse da minha mãe em Rondônia”, lamentou.
Ainda segundo a jovem, a família tinha conhecimento dos crimes praticados por Marques, mas os familiares não mantinham contato com ele. “Quando aconteceu isso com minha mãe tivemos certeza de que foi ele. Para a gente ele é um psicopata, fez isso com minha mãe e está tentando se safar e jogar para outra pessoa”, contou.
A filha de Luciana revelou também que Diego Marques tinha marcas de unhas pelo pescoço, nas costas e nos braços. Para ela, essas marcas mostram que a mãe tentou lutar e se livrar do suspeito antes de ser morta. “Ela lutou pela vida dela”, concluiu.
Relacionado
ACRE
Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
20 horas atrásem
7 de maio de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.
Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.
Relacionado
ACRE
Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
5 de maio de 2026A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.
Relacionado
ACRE
Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.