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Em Hitoyoshi, vinho de arroz em modo de sobrevivência

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Cercado por montanhas e atravessado pelas tumultuosas águas azul-turquesa do rio Kuma, Hitoyoshi parece um cartão postal de um Japão rural atemporal. A cidade de 86.000 habitantes localizada na província de Kumamoto (sudoeste do Japão) está, no entanto, passando por uma crise profunda. No meio da reconstrução após violentas inundações em 2020, luta pela sobrevivência dos seus 27 destiladores shōchū. Todos sofrem com a diminuição do consumo deste álcool feito aqui a partir do arroz e noutros locais a partir da batata-doce, da cevada ou mesmo do trigo sarraceno. A nível nacional, a produção foi de apenas 368,5 milhões de litros em 2022, contra 497,5 milhões em 2012. “Os jovens não bebem mais. Nossos clientes estão envelhecendo. Todos eles têm mais de 40 anos”, lamenta Seiichi Fukano, produtor da sétima geração da casa Fukano.

Iniciada após um pico de consumo na década de 2000, a crise atual ameaça uma atividade ancestral cujas origens remontam ao século XV.e século no então reino independente de Ryūkyū (agora Prefeitura de Okinawa). Em 1546, o comerciante português Jorge Alvarez já mencionava uma “destilados à base de arroz na região de Yamagawa”, ou a atual cidade de Ibusuki, na província de Kagoshima (sudoeste). Na época, ainda não estávamos falando sobre shōchū, mas sobre arrak. A primeira menção escrita dos ideogramas “shōchū” data de 1559, no templo Koriyama Hachiman em Isa, ao norte de Kagoshima.

O arroz foi o primeiro ingrediente básico do shōchū. A batata-doce, a cevada e o trigo sarraceno apareceram mais tarde, especialmente em regiões como Kagoshima, onde as terras vulcânicas são inadequadas para o cultivo de arroz. Hoje, 85% dos shōchūs japoneses são feitos de batata doce ou cevada. Apenas 6,2% é produzido a partir do arroz. Como em Hitoyoshi, onde a produção do shōchū – protegido pela indicação geográfica Kuma shōchū – é anterior ao período Edo (1603-1868), segundo Fumihito Shimoda, chefe muito pedagógico da casa Yamatoichi. Dela qual (nome genérico para cervejarias de saquê ou shōchū) foi submerso em 2020. “Quase desisti” reconhece o produtor que reconstruiu tudo com sistemas de cordas e polias para evitar a submersão do carne, esses grandes potes onde o shōchū envelhece.

Coquetéis mixologistas e passeios em destilarias

Para sobreviver, Fumihito Shimoda, como toda a profissão, esforça-se por encontrar novos mercados, no Leste Asiático, mas também e especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Os esforços beneficiam do apoio da Câmara de Comércio Japonesa, da agência fiscal e da Organização de Comércio Exterior do Japão, que lançou um site promocional com cocktails criados por nove mixologistas de Los Angeles.

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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