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Israel intensifica bombardeio no Líbano enquanto autoridades consideram plano de cessar-fogo | Israel ataca o Líbano Notícias

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Israel intensificou os ataques aéreos em todo o Líbano à medida que as suas forças terrestres atingiram o seu ponto mais profundo no Líbano desde que invadido seis semanas atrás, antes de recuar após batalhas com combatentes do Hezbollah, informou a mídia estatal libanesa.

No sábado, ataques aéreos israelenses na vila de Khreibeh, no distrito de Baalbek, no leste do Líbano, mataram seis pessoas, incluindo três crianças, e feriram outras 11, disse o Ministério da Saúde Pública libanês.

Os ataques no sábado mataram dois médicos no sul do Líbano, incluindo um em Borj Rahal e outro em Kfartebnit, e feriram outras quatro equipes de resgate, com dois ainda desaparecidos, acrescentou o ministério.

Os ataques aéreos israelenses também atingiram áreas dos subúrbios ao sul de Beirute pelo quinto dia consecutivo. Os militares israelitas afirmaram que os ataques foram dirigidos à infra-estrutura do Hezbollah, incluindo uma instalação de armazenamento de armas e um centro de comando.

Reportando da capital libanesa, Beirute, Charles Stratford da Al Jazeera disse que a maioria dos residentes dos subúrbios ao sul de Beirute fugiram.

“Não há praticamente ninguém lá agora. As pessoas costumavam voltar e verificar as suas casas, os seus pertences e os seus negócios durante o dia, mas agora isso tornou-se cada vez mais difícil”, disse ele.

Ele observou que os ataques iniciais aconteceram por volta das 9h (06h GMT). Seguindo ordens de evacuação, houve outra rodada de greves à tarde.

“Houve outra onda massiva de ataques na cidade de Tiro, no sul, e, como sabemos, também nas aldeias vizinhas. Os militares israelenses fizeram ameaças de evacuação para pelo menos 15 aldeias no sul do Líbano até hoje”, acrescentou Stratford.

O grupo armado Hezbollah, alinhado ao Irã, disparou aproximadamente 65 mísseis contra Israel na tarde de sábado, disseram os militares israelenses.

Um soldado também foi morto durante um combate no sul do Líbano, acrescentaram os militares israelenses.

O Hezbollah disse ter lançado uma série de ataques com drones contra uma base naval israelense perto da cidade costeira de Atlit, ao sul de Haifa.

“Um esquadrão de drones suicidas” atacou “uma reunião de forças do exército inimigo israelense perto de um posto de controle militar no assentamento de Avivim e atingiu seus alvos com precisão”, afirmou em comunicado.

Israel lançado a sua ofensiva terrestre e o aumento dos ataques aéreos ao Líbano no final de Setembro, após quase um ano de hostilidades transfronteiriças com o Hezbollah, em paralelo com a guerra de Gaza.

O chefe do Estado-Maior do exército israelense, Herzi Halevi, disse que os militares continuarão a atacar o Líbano até que os israelenses deslocados do norte possam retornar.

“O Hezbollah pagou um preço elevado, a sua cadeia de comando entrou em colapso, muitos dos seus agentes foram mortos e extensas infra-estruturas foram desmanteladas”, disse Halevi num comunicado divulgado pelo exército israelita.

“Pararemos quando soubermos que estamos trazendo os residentes (do norte de Israel) de volta em segurança.”

Os confrontos de sábado e novos bombardeios israelenses ocorreram enquanto autoridades libanesas e do Hezbollah estudavam um projeto de proposta apresentado pelos EUA no início desta semana sobre o fim da guerra.

Um alto funcionário do governo em Beirute disse na sexta-feira que a embaixadora dos EUA, Lisa Johnson, apresentou uma proposta de 13 pontos para interromper o conflito Israel-Hezbollah. Inclui uma trégua de 60 dias, durante a qual o Líbano enviará tropas para a fronteira. O funcionário acrescentou que Israel ainda não respondeu ao plano.

Ali Larijani, conselheiro sênior do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, também se encontrou com autoridades libanesas em Beirute na sexta-feira, dizendo que Teerã estava “procurando soluções”.

Autoridades israelenses de alto escalão expressaram repetidamente ceticismo em relação a possíveis acordos de trégua, dizendo que Israel deve ter o direito de impor qualquer cessar-fogo. Israel também exigiu que os combatentes do Hezbollah se retirassem para a área ao norte do rio Litani, a cerca de 30 km (19 milhas) da fronteira com Israel.

No Líbano, pelo menos 3.452 pessoas foram mortas e 14.599 feridas em ataques israelitas desde Outubro de 2023.

Israel afirma que os ataques do Hezbollah mataram cerca de 100 civis e soldados no norte de Israel, nas Colinas de Golã ocupadas por Israel e no sul do Líbano no último ano.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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