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Em Kyiv, o “plano de vitória” de Zelensky levanta reservas

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Não se tratava tanto de apresentar um plano, cujos elementos mais importantes foram revelados nas últimas semanas, mas para enviar uma mensagem de unidade. Quarta-feira, 16 de outubro, dois anos e meio após a invasão russa de 24 de fevereiro de 2022, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apresentou o seu “plano de vitória” ao Parlamento num discurso que visa tranquilizar e unir numa situação particularmente sombria para o seu país. .

A Presidência tem discutido há vários meses a possibilidade de abertura de negociações de paz com a Rússia. Os ucranianos estão preocupados com o resultado das eleições presidenciais norte-americanas de Novembro, que poderão subverter a política de apoio ao seu aliado mais poderoso. Outra área de ansiedade diz respeito ao próximo inverno, quando as forças do Kremlin trabalham há meses para destruir a maioria das capacidades de produção de energia do país com ataques de mísseis e drones. Na frente, a leste, as forças de Kiev, menos equipadas e numerosas que o exército russo, continuam a recuar.

Mas se os apelos para negociações progredirem entre a população enquanto a guerra dura, a grande maioria ainda recusa concessões territoriais. “Se por negociações queremos dizer um congelamento da situação actual com a Rússia, que se aproveitará disso e depois partirá para a ofensiva, então não, os ucranianos não estão preparados para isso. Os ucranianos precisam de garantias de segurança »diz Oleksiy Haran, professor e pesquisador da Fundação de Iniciativas Democráticas em Kiev.

Neste contexto, o “plano de vitória” apresentado pelo Sr. Zelensky visa essencialmente permitir à Ucrânia obter reforço militar e garantias de segurança dos seus aliados para fortalecer a sua posição. Mas, no entanto, têm sido ouvidas algumas críticas sobre o facto de o futuro do país depender essencialmente dos aliados. No Facebook, o deputado Oleksiy Hontcharenko, do partido do ex-presidente Petro Poroshenko (2014-2019), Solidariedade Europeia, o principal grupo de oposição no Parlamento, criticou um plano “muito irrealista”. “Não houve um debate real sobre as nossas capacidades. Havia apenas palavras vazias”diz o governante eleito.

“Zelensky deliberadamente coloca a fasquia muito alta”

O pedido do governo ucraniano de um convite formal para aderir à NATO ou a possibilidade de utilizar mísseis de longo alcance para atacar alvos nas profundezas do território russo foram até agora recusados ​​pelos aliados, que temem uma nova escalada na guerra.. “Zelensky é um maximalistaanalisa o cientista político Volodymyr Fessenko, diretor do laboratório de estudos políticos Penta, com sede em Kiev, em coluna publicada na mídia NV.UA. Ele deliberadamente eleva a fasquia às nossas exigências políticas, sabendo que não haverá resposta imediata. Em dois anos e meio de guerra, habituou-se a ouvir primeiro “não”, depois “vamos pensar nisso” e, por fim, “sim”. Mas o primeiro passo é oferecer aos nossos parceiros uma solução concreta e depois insistir persistentemente. »

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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