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Em “L’Amante Anglaise”, Sandrine Bonnaire imprime sua presença concreta em espetáculo imperfeito
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E de repente, o imperfeito petrificou o teatro. Com este tempo indicativo que mantém o passado num semblante de sobrevivência, com este tempo com um sabor de negócio inacabado do qual não se priva, Marguerite Duras imobiliza o teatro num suspense a que as nossas vidas contemporâneas já não estão habituadas. O confronto com sua peça, O amante inglêsdirigido por Jacques Osinski no Théâtre de l’Atelier, em Paris, sublinha este facto óbvio, enquanto nada acontece no set, apenas perguntas e suas respostas.
Nenhuma, ou quase nenhuma, idas e vindas dos atores, nenhuma ação inédita, nenhuma decoração suntuosa, mas uma cortina de ferro baixada e, mais tarde, o espaço nu e cru da sala. Para o espectador, durante quase duas horas e quinze minutos, não há nada de espetacular em que enfiar os dentes. Além da própria essência do teatro: os performers, as palavras de Duras e sua prosa que confunde a ficção. Nunca ficamos entediados nem por um segundo assistindo e ouvindo o trio de atores (Sandrine Bonnaire, Frédéric LeidgensGrégoire Oestermann), mas entramos num curioso estado de espanto com a impressão persistente de estarmos tão presos como os atores entre verdades que mudam e nunca se estabelecem.
Inspirada por uma notícia (o assassinato e esquartejamento de um homem, em 1949, por sua esposa, Amélie Rabilloud), Marguerite Duras tomou liberdade com a realidade para passá-la pelo crivo de sua escrita. Lá “esfolador silencioso” – como a imprensa a apelidou – será a heroína de dois de seus textos: Os Viadutos Seine-et-Oise (Gallimard, 1960) e, sete anos depois, O amante inglês (Gallimard)cuja adaptação teatral foi dirigida por Claude Régy em 1968, com Claude Dauphin, Michael Lonsdale e Madeleine Renaud.
Angústia pungente
Local do drama: Viorne – esta cidade imaginária substitui a localização original de Savigny-sur-Orge. Vítima de assassinato: Marie-Thérèse Bousquet, prima surda e muda de Claire Lannes. O marido, Pierre Lannes, não é quem está sendo desmembrado, mesmo que não se engane: “—Acredito que se Claire não tivesse matado Marie-Thérèse, ela teria acabado matando outra pessoa. – VOCÊ ? – Sim. Como ela estava caminhando para o crime no escuro, não importava quem estava no fim do túnel, Marie-Thérèse ou eu…”
O crime é conhecido. Neste ponto, pelo menos, não há ambiguidade. O resto é uma questão de variações sutis, no limite do detectável. Duras multiplica as linhas de fuga a ponto de desorganizar sua ficção. É impossível apreender, com um gesto seguro, os factos narrados, avaliá-los e tirar conclusões claras. À medida que os protagonistas se expressam, suas histórias escapam à captura. Uma certeza, porém: a angústia pungente de Claire Lannes, a quem o escritor faz justiça ao colocá-la em seu devido lugar de mulher inteligente e longe de ser louca.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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