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Em meio a alta de síndromes respiratórias graves, mais de 60 pacientes do Hospital da Criança são transferidos para o Into-AC
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Em meio ao aumento das internações de crianças com síndromes respiratórias e alegando uma reforma, o governo decidiu transferir as instalações e pacientes do Hospital da Criança de Rio Branco para o prédio do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC). A transferência de 63 crianças começou neste sábado (11).
O problema de leitos e falta de estrutura do Hospital da Criança ficou mais evidente nos últimos dias, após o registro de, pelo menos 9 mortes de crianças de 2 meses a 4 anos com síndromes respiratórias.
Com apenas nove leitos de UTI na unidade, que é referência para o atendimento pediátrico no estado, as crianças estavam morrendo sendo atendidas no Pronto-Socorro da capital e algumas acabaram morrendo à espera de transferência. Como foi o caso do pequeno Théo Dantas, de 10 meses.
Por conta desse aumento na procura por internações, o PS da capital chegou a abrir leitos pediátricos. Segundo a diretora da unidade, atualmente, o hospital tem 20 leitos, sendo uma semi-intensiva com quatro leitos, uma emergência com dois e duas observações os demais leitos. Neste sábado (11), há 16 crianças internadas, sendo que nenhuma está em semi-intensiva.
Agora, com a reforma no Hospital da Criança e transferência das instalações, todos os atendimentos pediátricos passam para o Into, não só os casos de síndromes respiratórias. No entanto, segundo a Secretaria de Saúde, os pais que tiverem com crianças doentes devem primeiro procurar a Unidade de Pronto Atendimento do Segundo Distrito ou, no casos mais graves, o PS, e depois os pacientes serão remanejados ao Into, caso seja solicitado pelo médico.
Ao todo, o Into deve contar com 100 leitos pediátricos, ou seja, 37 a mais que no Hospital da Criança. O governo não divulgou a quantidade exata de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria pediátricos que serão instalados.
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Agora, com a reforma no Hospital da Criança e transferência das instalações, todos os atendimentos pediátricos passam para o Into, não só os casos de síndromes respiratórias. — Foto: Ágatha Lima/Rede Amazônica Acre
O Into chegou a ser referência no atendimentos de pacientes infectados pelo novo coronavírus no estado. No final do mês de março deste ano, com a redução de casos da doença no estado, a unidade deixou de oferecer tratamento contra a Covid-19 e passou a funcionar como um complexo da Fundação Hospitalar (Fundhacre).
Nos últimos dias, o aumento nos casos de síndromes respiratórias em crianças tem chamado atenção. Mães e pais têm ficado desesperados com a demora por leitos para internação dos filhos e alegam negligência médica.
Desde abril, foram registrados 96 casos de crianças que precisaram passar por internação no Pronto-socorro de Rio Branco, segundo dados divulgados pela Sesacre na última quarta (8). O g1 tentou atualizar esses números neste sábado (11) com a Saúde, mas ainda aguarda resposta.
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Into-AC vai receber crianças com síndromes respiratórias — Foto: Odair Leal
O governo informou que a transferência das instalações e pacientes do Hospital da Criança para o Into estava programada para acontecer após o cancelamento da resolução de tombamento do prédio, o que ocorreu na quinta (9). Com isso, vai ser possível fazer obras de reforma e ampliação.
Também por conta da alta procura por atendimentos de casos de síndromes respiratórias, o governo informou que o Pronto-Socorro de Rio Branco e a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) do Segundo Distrito também passam por ampliação dos leitos.
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Bebês morreram de síndromes respiratórias em Rio Branco e pais alegam negligência — Foto: Arquivo pessoal
Pais denunciam negligência
As famílias das crianças que morreram vítimas de síndromes gripais em Rio Branco ainda buscam uma explicação para a perda dos pequenos. Pelo menos quatro mães já se juntaram e pretendem entrar na Justiça contra o estado, por entenderem que houve negligência no atendimento das vítimas.
Em comum, elas relatam que os bebês deram entrada em unidades de saúde da capital com sintomas gripais, logo o quadro deles agravou e não havia leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponível para internação. Sobre isso, o governo disse que não vai se manifestar.
A 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde, do Ministério Público do Acre informou que vai apurar se houve omissão no atendimento a crianças e a disponibilidade de leitos de pediatria, medicamentos e insumos da rede pública estadual, destinados ao atendimento de crianças acometidas de vírus respiratórios.
“Vamos apurar se houve omissão no atendimento às crianças que, infelizmente, morreram, e estamos à disposição das famílias. No início da semana, cobramos a realização de uma campanha para alertar a população. Estamos experimentando um aumento de internações e, com isso, deve ser avaliada a possibilidade de reativar os leitos disponíveis no Into. Em breve, realizaremos outra inspeção, juntamente com nossa equipe técnica, para aferir a ocupação dos leitos e a regularidade do atendimento”, ressaltou o promotor Ocimar Sales, em nota enviada à imprensa.
Por conta do aumento na procura por atendimentos, a Saúde anunciou na quarta (9) que abriu 10 vagas de leitos semi-intensivos no Hospital da Criança e no PS foram abertos 16 leitos de enfermaria para crianças.
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Hospital da Criança vai passar por reforma em Rio Branco — Foto: Ágatha Lima/Rede Amazônica Acre
‘Precisam pagar’
Quem começou o movimento para tentar juntar os pais das vítimas foi a servidora pública, Joelma Dantas, mãe do pequeno Théo Dantas, de 10 meses, que morreu na última terça (7) no PS da capital enquanto esperava uma vaga de UTI no Hospital da Criança. Ela disse que a ideia é unir as famílias das nove crianças para buscar justiça.
“Estou tentando contato com as outras oito mães que estão sofrendo a mesma situação nesses últimos dois meses. Em seguida, pretendemos levar a denúncia ao Ministério Público e procurar a Justiça mesmo para responsabilizar o estado, porque no ano passado um especialista chegou a falar sobre essa síndrome grave e alertar a Secretaria de Saúde que teria que se preparar. Então, tudo isso foi fruto de negligência e eles precisam pagar por isso. Com certeza, poderia ter sido evitado”, disse Joelma.
Vírus causador de casos graves
A infectologista Cirley Lobato diz que o Vírus Sincicial Respiratório é o causador dos casos graves de gripe e explicou que ele prefere as vias aéreas superiores, mas que pode inflamar outros órgãos também.
“A predileção por outros órgãos, com comprometimento direto do coração, do fígado, causando quadro de hepatite. Então, eles estão vindo com uma agressão maior, comprometendo outros órgãos, e as vezes independe até do sistema imunológico da criança. Ela pode até ter um sistema imunológico bom, mas a inflamação é tão grande que acaba atingindo outros órgãos”, explicou a especialista.
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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre
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13 de julho de 2026O projeto “Agricultura Tropical e Subtropical, Pecuária e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, coordenado pela Ufac, realizou visitas técnicas em Minas Gerais, entre 26 de junho e 5 de julho. Aprovado em chamada pública do programa Capes/Cofecub, o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil, o projeto está no segundo ano de execução, num total de quatro anos.
A missão ocorreu no Centro de Pesquisa de Cana-de-açúcar da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa); na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Melhoramento Genético e Sistemas de Produção de Palmáceas e Outras Oleaginosas; na Universidade Federal de Viçosa (UFV); nas fazendas São Pedro, Guimarinho, Santa Cruz e Serra das Cabeças, além do sítio Jardim.
É a primeira vez na história do programa Capes/Cofecub, iniciado na década de 1970, que uma instituição acreana coordena um projeto aprovado, cuja execução fica a cargo de professores e pós-graduandos das Universidade Federais do Acre, de Viçosa e do Paraná, além do Instituto Agrícola de Dijon (Agro Dijon, França).
Participaram das visitas os pesquisadores Almecina Balbino e Eduardo Mattar, da Ufac; Natalia Torres, do PPG em Produção Vegetal, da Ufac; Luís Cláudio da Silveira, Denise Cunha, Raquel Barro e Aziz da Silva Junior, da UFV; Ridha Ibidhi e Christelle Phileppeau, do Agro Dijon.
Rede de trabalho
O projeto formou uma rede de trabalho internacional que objetiva propor sistemas integrados de produção focados em uma sustentabilidade econômica, social e ambiental, através de proposição de sistemas e execução de pesquisas aplicadas. Até o momento, estão sendo executados estes projetos de pesquisa em cooperação:
– Early Development of Trichanthera Gigantea Under Different Light Conditions;
– ‘Cratylia argentea’ (Desv.) Kuntze: Da Prospecção de Acessos à Conservação Ex Situ na Amazônia Ocidental;
– Caracterização Ecológica de Espécies Forrageiras Não Convencionais Arbóreas e Arbustivas para Uso de Sistemas Silvipastoris;
– Representação Dasimétrica da Lotação Animal Bovina: Um Estudo de Caso no Acre;
– Sistema Silvipastoril Sucessional: Opção para Recomposição de Reserva Legal na Amazônia Sul-Ocidental Brasileira;
– Ecosystem Services in Livestock-Based Integrated Systems in South America: A Bibliometric and Qualitative Review;
– Agroecological Performance of Dairy Farms in the Brazilian Amazon: An Assessment Using the TAPE Methodology;
– Agroecological Performance of Integrated Farming Systems in the Brazilian Amazon: Evidence from Reca Cooperative Using the TAPE Methodology.
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Ufac lança vídeo educativo sobre produção de leite na Amazônia
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Ufac lança Plano de Acessibilidade no campus-sede em 17/07 — Universidade Federal do Acre
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13 de julho de 2026O projeto Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança realiza o lançamento do Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física da Ufac 2026-2029, nesta sexta-feira, 17, às 9h, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções. O objetivo da ação é promover a acessibilidade e a inclusão, além de eliminar barreiras na infraestrutura física da universidade.
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Ufac entrega cartão para fortalecer curricularização da extensão — Universidade Federal do Acre
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13 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex), da Ufac, realizou a entrega do cartão Acex, sigla para Ações Curriculares de Extensão Universitária, o qual garantirá condições materiais e financeiras para execução dessas ações nos cursos de graduação. A solenidade ocorreu nesta segunda-feira, 13, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação, campus-sede.
O instrumento foi operacionalizado pelo edital Proex n.º 38/2025, com R$ 300 mil provenientes de emenda parlamentar de bancada. Segundo a reitora Guida Aquino, a iniciativa está alinhada ao planejamento estratégico da instituição e é resultado da atuação conjunta de diferentes setores da universidade. “Ninguém faz nada sozinho; nós somos mais fortes e é assim que saiu o cartão Acex”, afirmou.
Nesta primeira edição, foram contemplados seis dos oito centros acadêmicos da Ufac. Guida destacou a importância da continuidade da iniciativa nas próximas edições e desejou que os professores beneficiados desenvolvam ações que fortaleçam a presença da universidade junto à sociedade.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, classificou a entrega como um momento histórico e explicou que a implantação do cartão exigiu a articulação entre a Proex e as Pró-Reitorias de Graduação e Pesquisa e Pós-Graduação. O processo também envolveu a regulamentação das ações e a criação de condições para a operacionalização dos recursos.
Carlos ressaltou que a Ufac optou por regulamentar a curricularização da extensão antes de buscar os recursos necessários para sua execução. “Nós organizamos a casa, mostramos a regulamentação e partimos em busca do financiamento.” Para ele, o cartão Acex despertou o interesse de representantes de outras universidades do país.
Com a maioria dos cursos já regularizados em relação à curricularização da extensão, a iniciativa busca contribuir para a qualidade das ações inseridas nos currículos. Conforme Carlos, essas atividades fortalecem o compromisso social da universidade e ampliam a atuação de estudantes e professores nos diferentes territórios.
Durante a solenidade, também foi informada a destinação de R$ 700 mil, pelo Ministério da Educação, para apoiar as ações de curricularização da extensão. Os recursos poderão contribuir para continuidade e ampliação da iniciativa na Ufac.
Também participaram da solenidade a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho; e o diretor de Ações de Extensão, Gilvan Martins do Nascimento.
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