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Em uma semana, Acre registrou 59 óbitos, 23 a mais se comparado a todo o mês de abril de 2020
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O Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 (Caecovid) divulgou nesta segunda-feira (5) dados impactantes referentes à análise feita nas duas últimas semanas do mês de março de 2021. Os números mostram aumentos exorbitantes nas notificações de síndrome gripal e óbitos nas quatro regionais do Estado do Acre.
Por exemplo, em todo mês de abril de 2020, foram registradas 36 mortes, e somente em uma semana de 2021 – de 14 a 20 de março – foram registradas 59 mortes, ou seja, 23 a mais. Os dados mostram também, que em apenas três dias ocorreram 24 óbitos.

Já em relação ao número de notificações por síndrome gripal, foram registradas só no período de 21 a 27 de março, quase 7 mil novos casos da doença em todo o Acre.
Cenário não deve mudar
Em meio ao cenário de agravamento da pandemia, a coordenadora do Comitê, Karolina Sabino, frisou que os cuidados devem ser mantidos, haja vista que, o número de mortes e demais indicadores não tem previsão de melhora. “Há uma manutenção ascendente nesse número da curva epidemiológica”, alertou.
Ocupação de leitos em março
Segundo os dados apresentados no relatório, a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do período de 14 a 20 de março foi de 95,7% e do dia 21 a 27 foi de 92,7%, uma redução de 3% na última quinzena do mês.
Gráfico ocupação de leitos geral no Acre

Já na regional do Alto Acre a ocupação dos leitos de UTI chegou a 100% nos dias 14 a 20 de março. Nos dias 21 a 27 foi de 97,3%, redução de 2,7%.
No baixo Acre, a ocupação dos leitos de UTIs chegaram a 100% nos dias 14 a 20 de março. E nos dias 21 a 27 foi de 97,3%, redução também de 2,7%.
Por último, a regional do Juruá foi a que apresentou a menor taxa de ocupação de leitos de UTIs em março. No período de 14 a 20, a taxa foi de 82,4%. E no período de 21 a 27, foi de 78,7%, uma redução de 5,8%.
Regional Alto Acre
A regional do Alto Acre (Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri) levou nota 15, com base nos números dos seguintes indicadores; Isolamento Social – redução de 9%; Índice de notificações por síndrome gripal – aumento de 3%; Índice de novas internações por SRAG – redução de 26%; Índice de novos casos por síndrome gripal COVID 19 – aumento de 3%; Índice de novos óbitos por COVID19 – três óbitos nos últimos sete dias comparado a zero óbitos nos últimos sete dias do período anterior; Ocupação de Leitos Clínicos – aumento de 74%; Ocupação de UTI – COVID19 – sem variação no período.
De acordo com os dados, só houve redução nos indicadores de isolamento social e de internações. Porém, o que contribuiu para a nota negativa, foi o índice de ocupação de leitos clínicos que subiu para 74%, além do número de óbitos – sendo três nos últimos sete dias.
Regional Baixo Acre
Já a regional do Baixo Acre (Acrelândia, Bujari, Capixaba, Jordão, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Senador Guiomard) teve nota de 23, baseado nos seguintes indicadores: Isolamento Social – redução de 2%; Índice de notificações por síndrome gripal – aumento de 5%; Índice de novas internações por SRAG – redução de 3%; Índice de novos casos por síndrome gripal COVID 19 – redução de 8%; Índice de novos óbitos por COVID19 – aumento de 2% (46 óbitos nos últimos sete dias comparado a 45 óbitos nos últimos sete dias do período anterior); ocupação de Leitos Clínicos – COVID19 – aumento de 22%; Ocupação de UTI – COVID19 – Sem variação.
Regional do Vale do Juruá
Por último, a regional do Vale do Juruá (Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves e Tarauacá) teve nota 16 do comitê, com base nos seguintes números: Isolamento Social – redução de 3%; Índice de notificações por síndrome gripal – aumento de 2%; Índice de novas internações por SRAG – redução de 16%; Índice de novos casos por síndrome gripal COVID 19 – aumento de 31%; Índice de novos óbitos por COVID19 – redução de 33% (Seis óbitos nos últimos sete dias comparado a nove óbitos nos últimos sete dias do período anterior); Ocupação de Leitos Clínicos – COVID19 – redução de 17%; Ocupação de UTI – COVID19 – redução de 3%.
Dados da pandemia
O boletim desta segunda-feira (5) mostrou que o Acre registrou 173 casos de infecção por coronavírus, sendo 142 casos confirmados por exames de RT-PCR e 31 por testes rápidos.
As notificações de óbitos foram 7 registradas, sendo 4 do sexo masculino e 3 do sexo feminino, totalizando 1.298. O número de infectados saltou de 71.157 para 71.330 nas últimas 24 horas.
Até o momento, o Acre registra 187.694 notificações de contaminação pela doença, sendo que 115.746 casos foram descartados.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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