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Em Vanuatu, o terremoto deixou pelo menos quatorze mortos e danos significativos
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Edifícios destruídos ou destruídos e um número de vítimas que continua a aumentar. Enquanto os serviços de emergência continuam as buscas nos escombros na quarta-feira, 18 de dezembro, Vanuatu ainda não mediu a extensão das cicatrizes causadas pelo terremoto de magnitude 7,3 que atingiu na terça-feira a principal ilha deste arquipélago do Pacífico, onde fica sua capital, Port Vila. está localizado.
A chefe da Cruz Vermelha no Pacífico, Katie Greenwood, fez uma avaliação da “catorze mortos confirmados e 200 feridos tratados no principal hospital de Port Vila”citando o governo local. “Infraestrutura hospitalar está danificada (…) Muitos danos às casas »ela escreveu.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários relatou anteriormente pelo menos seis mortes e estimou que 116 mil pessoas poderiam ser afetadas pelas consequências do terremoto.
Tendas foram montadas fora do hospital danificado de Port Vila para acomodar o fluxo de pacientes, disse a ONU, acrescentando que também houve interrupções significativas nas telecomunicações e os dois principais tanques de água foram danificados. Os feridos foram transportados para o hospital da capital em caminhões. Outros feridos estavam deitados em macas ao ar livre ou em cadeiras, segundo imagens da televisão pública VBTC.
A embaixada francesa “destruída”
Michael Thompson, um residente contactado pela Agência France-Presse (AFP) através de telefone via satélite, relatou pontes desabadas, deslizamentos de terra e três pessoas retiradas dos escombros de uma empresa de três andares destruída. “Infelizmente, um deles não sobreviveu”ele testemunhou.
A embaixada francesa em Vanuatu foi “destruído” mas o pessoal diplomático é “são e salvo”anunciou, por sua vez, o embaixador francês numa mensagem publicada no X. A embaixada dos Estados Unidos, que se situava no mesmo edifício, “sofreu danos consideráveis e está fechado até novo aviso”disse a missão diplomática americana em Papua Nova Guiné na mesma rede, especificando que todo o pessoal também estava “são e salvo”.
França está “ao lado das autoridades de Vanuatu” e está disposto “contribuir para operações de socorro” se assim o solicitarem, anunciou o Ministério das Relações Exteriores na terça-feira.
A Austrália, o maior vizinho de Vanuatu, está mobilizando médicos e equipes de resgate em aviões militares na quarta-feira, anunciou o ministro da Defesa, Richard Marles, ao canal público ABC. A Nova Zelândia, por sua vez, decolou um avião de vigilância para avaliar os danos, disse o ministro das Relações Exteriores, Winston Peters, em comunicado, oferecendo-se para enviar tropas e suprimentos. “assim que o aeroporto de Port Vila for reaberto”.
Muitos voos cancelados ou desviados
O epicentro do terremoto detectado terça-feira às 12h47 locais (2h47 em Paris) foi registrado a uma profundidade de 43 quilômetros no mar, trinta quilômetros a oeste de Port Vila, segundo o Instituto de Estudos do Serviço Geológico dos Estados Unidos. (USGS). Um tremor secundário de magnitude 5,5 ocorreu alguns minutos depois, seguido por uma série de tremores mais fracos.
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O terremoto levou o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico (PTWC) a emitir um alerta de tsunami, que já foi suspenso. “Ondas de tsunami foram observadas”afirmou a organização num boletim, depois de inicialmente temer a chegada de ondas de até um metro de altura ao longo de certas costas de Vanuatu.
Os deslizamentos de terra ocorreram ao longo de uma colina íngreme com vista para o terminal marítimo internacional, segundo imagens verificadas pela AFP. Os edifícios portuários não parecem ter sido danificados.
De acordo com o site de rastreamento online Flightradar, nenhum voo pousou em Port Vila após o desastre. As companhias aéreas Australian Pacific, como Qantas, Jetstar, Virgin Airways e Fiji Airways, cancelaram ou desviaram voos para Vanuatu.
Terremotos são comuns em Vanuatu, um arquipélago de baixa altitude com 320 mil habitantes que se estende pelo Anel de Fogo Sísmico do Pacífico, um arco de intensa atividade tectônica que se estende do Sudeste Asiático até a Bacia do Pacífico. Vanuatu está classificado entre os países mais vulneráveis a desastres naturais, como terremotos, tempestades, inundações e tsunamis, de acordo com o Relatório Anual de Riscos Globais.
O mundo com AFP
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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