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Emendas parlamentares devem existir? – 12/03/2025 – Bernardo Guimarães
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2 anos atrásem
Uma decisão do STF trouxe de volta a discussão sobre emendas parlamentares. Uma pergunta importante é se essas emendas deveriam existir. Devemos melhorar o sistema para ter mais transparência e menos uso político das emendas? Ou seria melhor acabar com isso?
Como bem nota Marcos Mendes em texto na Folha, países desenvolvidos em geral não reservam um significativo pedaço do Orçamento para emendas parlamentares. Deveríamos fazer diferente no Brasil?
O argumento dos parlamentares é que deputados e senadores têm mais informação sobre as necessidades de cada localidade. Esse argumento é ecoado pelo cientista político Fernando Limongi em entrevista recente à Folha.
Eu não acho que o argumento sobre a vantagem informacional esteja correto, mas acho também que o caso contra as emendas nem depende disso —e não só por motivos ligados à corrupção.
Se a questão fosse só informacional, deputados poderiam indicar destinos para os recursos, e os gestores dos ministérios levariam isso em conta. Emendas têm, porém, execução obrigatória. Então, o argumento precisaria ser que o Legislativo tem informações valiosas que o Executivo não quer ou não consegue considerá-las.
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Assim, a questão teria que ser não só sobre informação mas também sobre incentivos para favorecer localidades específicas ou usar recursos como moeda de troca.
Claro, todo deputado tem incentivo para dizer que suas localidades precisam de muitos recursos —mesmo sem considerar a possibilidade de corrupção. Funcionários do ministério não têm motivos fortes para favorecer determinados locais ou gastos.
Além disso, o Ministério da Saúde, com seus 50 mil funcionários, deve ter mais capacidade de comparar as necessidades de cada gasto. Afinal, a questão não é se um município se beneficiaria de mais um posto do SUS —todos se beneficiariam. A questão é sobre qual uso do dinheiro traz o maior benefício. Para isso, é preciso ter a visão do todo, que um deputado focado em seus redutos eleitorais não tem.
Contudo, como disse antes, o argumento contra o sistema de emendas é mais forte que isso.
O Estado deve arrecadar impostos para prover bens públicos e distribuir renda. Cabe ao Legislativo e ao Executivo determinar regras sobre quanto dinheiro vai para os estados e municípios e quanto é gasto pela União. Questões informacionais entram aqui para decidir quanto do gasto deve ser decentralizado.
Deve haver mecanismos institucionais para reduzir as disparidades regionais, como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Essas regras também devem ser escolhidas pelo Executivo e pelo Legislativo.
O governo federal pode destinar dinheiro, por exemplo, para construir cisternas no semiárido, mas a distribuição de recursos não deve favorecer localidades específicas. Distorções vão existir, claro, mas o sistema deveria ser planejado para reduzi-las, não para estimulá-las.
Seguindo as regras, chegamos ao Orçamento de cada município, estado e ministério. Aí, queremos que cada um cuide de seu dinheiro com responsabilidade —como quem vai a um restaurante com uma comanda individual.
A lógica por trás das emendas vê o Orçamento do Estado como uma mão benfazeja que escolhe quem deve ser beneficiado. A conta é dividida entre todos.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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