ACRE
Emmaüs retirará de seu logotipo a menção referente ao Abade Pierre
PUBLICADO
1 ano atrásem

O movimento Emmaüs decidiu, terça-feira, 21 de janeiro, retirar do seu logótipo a menção ao seu fundador Abbé Pierre, falecido em 2007 e hoje alvo de 33 acusações de violência sexual.
Durante uma assembleia geral extraordinária, os participantes, que representavam cerca de 300 estruturas do movimento, votaram 91% a favor da remoção das palavras “Fundador Abbé Pierre” do logotipo da Emmaüs. Até agora, aparecia em pequenos caracteres após o nome da associação, sob um símbolo, um quadrado azul decorado com um sol. “É um resultado claro”comentou Bruno Morel, presidente da Emmaüs France, à Agence France-Presse. “Sem negar o que devemos ao Abade Pierre, devemos continuar a trabalhar ao serviço das populações vulneráveis. »
O conselho de administração da Emmaüs France propôs, em setembro de 2024, retirar a menção ao seu fundador do seu logótipo, na sequência de uma série de revelações de acusações de violência sexual contra ele, a segunda desde julho. Esta medida faz parte “em linha com a abordagem de reconhecimento e respeito para com as vítimas”especifica um comunicado de imprensa da Emmaüs. O Abade Pierre irá “ainda faz parte da nossa história” mais “torna-se impossível honrar publicamente a própria imagem”nota a associação.
A Emmaüs France fechou definitivamente o lugar de memória dedicado ao sacerdote, em Esteville, em Seine-Maritime. Também recomendou que suas estruturas membros removessem todas as imagens do padre. “Muitos já foram retirados mas alguns grupos ainda precisam trabalhar o assunto, é complicado para alguns ex-companheiros”reconheceu Bruno Morel. Ele espera conseguir “virar uma página muito dolorosa, obviamente para as vítimas, mas também para o movimento”.
Onde de choc
No total, Abbé Pierre é alvo de 33 acusações de violência sexual. Eles foram revelados em três diferentes relatórios produzidos pela firma Egaé, encomendados pelo movimento Emmaüs e pela Fundação Abbé Pierre para esclarecer as ações do padre.
O primeiro, publicado em julho de 2024, relatou depoimentos de assédio e agressão sexual. Causou uma onda de choque, pois Abbé Pierre, defensor incansável dos mais desfavorecidos e dos mais necessitados, é há muito um ícone. O último relatório foi divulgado na semana passada. Entre as novas revelaçõesum membro da família do Abade Pierre afirma ter sofrido com ele “contato sexual em seus seios e boca no final dos anos 1990”. Outro depoimento menciona um “ato sexual penetrativo em um menino menor”. Este último relatório levou a Emmaüs a descrever o seu fundador como “predador”.
Na sequência destas revelações, a Igreja Católica Francesa tomou uma forte medida simbólica ao pedir aos tribunais que abrissem uma investigação. Tal acção judicial, no entanto, corre o risco de encontrar obstáculos, dada a antiguidade dos factos, que remontam a um período que vai das décadas de 1950 a 2000.
Criada em 1949, a Emmaüs é a associação mais antiga fundada por iniciativa do Abade Pierre, cujo verdadeiro nome é Henri Grouès. Desde então, tornou-se um peso pesado no sector da ajuda aos mais vulneráveis, com 38.000 membros em França. O padre também criou a Fundação Abbé Pierre com parentes em 1987, que luta contra a precariedade da habitação. Ela agora planeja mudar seu nome.
O mundo com AFP
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
Relacionado
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login