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Empreendedores aproveitam Carnaval da Família para fazer as crianças felizes
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1 ano atrásem
Miguel França
No ritmo da alegria e da diversão, o Carnaval da Família 2025, promovido pelo governo do Estado, Prefeitura de Rio Branco e a Associação Comercial, Industrial e Serviço Agrícola (Acisa), não foi apenas uma festa para foliões de todas as idades, mas também uma grande oportunidade de negócio para empreendedores locais. Vendedores de brinquedos e acessórios infantis aproveitaram o evento para impulsionar as vendas, atender às preferências das crianças e conquistar novos clientes.
Durante os dias de festa, espaços como a praça de brinquedos infláveis, onde o tobogã gigante fez sucesso entre a criançada, tornaram-se pontos estratégicos para comerciantes que apostaram em produtos atrativos. Pais que buscavam opções seguras e divertidas para os filhos encontraram desde máscaras e fantasias até brinquedos de LED, serpentinas e confetes.
A diretora de Empreendedorismo da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), Patrícia Parente, destacou a importância de incluir os empreendedores que trabalham com brinquedos na programação do Carnaval da Família. Segundo ela, além da oportunidade de negócios, a iniciativa garantiu diversão para as crianças. “Carnaval é momento de alegria e de família, e é lógico que a gente não poderia deixar de fora os empreendedores que atuam com brinquedos. Eles também participaram do sorteio, e um foi contemplado, além de dois que já trabalhavam na praça de brinquedos e puderam oferecer suas atrações durante o evento”, explicou.
Patrícia ressaltou que a proposta do evento foi proporcionar uma experiência completa para todas as idades, garantindo que as crianças também tivessem seu espaço de lazer. “Os pais não podem pular Carnaval e curtir um pouquinho de alegria sem que as crianças também tenham a mesma oportunidade. Então, para fazer jus ao nome Carnaval da Família, pensamos com muito carinho nos brinquedos oferecidos para os pequenos, além dos acessórios que trouxeram ainda mais diversão”, afirmou.

A empreendedora Letícia Violeta, que trabalha com brinquedos infantis, participou mais uma vez do Carnaval da Família, desta vez levando seu carrossel para a festa. Ela contou que já esteve presente na edição anterior do evento, realizada na Gameleira, e destacou a importância de oferecer atrações para as crianças. “Estou achando tudo muito legal, porque foi um dia especial para as crianças, e foi muito bom ver a alegria delas brincando”, disse.
Letícia explicou que conseguiu levar seu brinquedo ao evento por meio da parceria com a organização, garantindo um espaço para atender os pequenos foliões. Para ela, a experiência foi positiva e trouxe bons resultados. “Achei que a organização estava muito boa, e juntar tudo em um só espaço foi ótimo. O evento ficou bem movimentado, e o público gostou bastante”, afirmou.

A secretária Anycleide Santos aproveitou a última noite do Carnaval da Família 2025 para curtir o evento ao lado de seus familiares. Ela contou que não conseguiu participar dos dias anteriores, mas fez questão de comparecer para compartilhar momentos de diversão. “Vim tentar curtir um pouquinho e também ver minha família feliz. Aproveitei para trazer minha sobrinha, que queria brincar, e ela se divertiu bastante no carrossel”, disse.
Além do lazer para as crianças, Anycleide elogiou a organização do evento e destacou o ambiente seguro para as famílias. “Está tudo bem tranquilo para curtir com a família, com segurança e boa organização. Todo mundo está aproveitando de forma tranquila, e isso faz toda a diferença”, afirmou.
Além de impulsionar as vendas, o Carnaval também trouxe aprendizados para quem deseja empreender. Os comerciantes destacam algumas estratégias essenciais:
- Escolher produtos alinhados ao evento: Itens temáticos e que despertem o interesse das crianças são os mais vendidos;
- Garantir qualidade e segurança: Especialmente em brinquedos, a credibilidade do vendedor faz toda a diferença;
- Ter um bom atendimento e divulgação: Redes sociais e parcerias no evento ajudam a atrair mais clientes.
Com boas vendas e aprendizado na bagagem, os empreendedores que participaram do Carnaval da Família mostraram que festividades também são oportunidades de crescimento no mercado. O evento não apenas trouxe diversão, mas também fortaleceu o comércio local, mostrando que, para quem sabe aproveitar, o Carnaval é um verdadeiro investimento.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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