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Empresa diz que acidente foi causado por ‘interferência externa’

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Uma imagem de drone mostra equipes de resgate e especialistas trabalhando no local da queda do avião da Azerbaijan Airlines, perto da cidade de Aktau, Cazaquistão, em 25 de dezembro de 2024.

De acordo com as conclusões preliminares da investigação realizada pela Azerbaijan Airlines, a queda de seu avião comercial Embraer 190 na quarta-feira no Cazaquistão, matando 38 pessoasé devido a uma “interferência externa, física e técnica”informou a empresa no Telegram, sexta-feira, 27 de dezembro, sem maiores detalhes. Ela também anunciou a suspensão de voos para diversas cidades russas, devido a “riscos de segurança de voo”sem maiores detalhes.

Tendo em conta uma série de pistas visuais e testemunhos de sobreviventes do avião – que saiu de Baku e caiu numa área oposta à sua rota inicial – especialistas e meios de comunicação internacionais acreditam, no entanto, que a aeronave foi alvejada por engano, acima de Grozny (Federação Russa). , na Chechénia, que era o seu destino inicial, por um míssil antiaéreo russo, antes de conseguir voar e cair Cazaquistão, do outro lado do Mar Cáspio.

Nenhum dos países envolvidos confirmou publicamente a hipótese do míssil. Contactado pela Agence France-Presse (AFP), o governo do Azerbaijão não respondeu. “Uma investigação está em andamento para estabelecer se foi um ataque da defesa aérea russa ou outra causa”no entanto declarou ao deputado da AFP Rassim Moussabekov, sublinhando que“Vemos nas fotos e vídeos a fuselagem do avião com buracos que normalmente são causados ​​por mísseis antiaéreos”. Ele pediu à Rússia que pedisse desculpas, “punir os culpados e prometer que tal coisa não acontecerá novamente”acusando Moscou de ter redirecionado o avião para o Cazaquistão após o incidente.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Rússia suspeita de derrubar por engano avião do Azerbaijão em direção a Grozny

Recusa de permissão para pousar em Grozny

De acordo com informações de Mundoum influente canal russo do Telegram, VChK-OGPU, publicou na quinta-feira uma transcrição parcial das trocas entre os pilotos do voo J2-8243 e um controlador de tráfego aéreo baseado em Grozny, que, portanto, não é autenticada. Parece que a permissão de pouso da aeronave foi repetidamente recusada por um motivo desconhecido, mas talvez relacionado ao nevoeiro espesso. O comandante do voo relatou ter perdido o sinal GPS. Ele decide voltar para Baku. Nesse momento – eram 8h16 – relatou um choque violento, que atribuiu a uma colisão com pássaros. Em seguida, relatou dificuldades no controle do aparelho e deterioração do sistema hidráulico.

O piloto solicitou repetidamente autorização para aterrar em dois aeroportos russos vizinhos, em Mineralnye Vody (a 240 quilómetros de distância) e depois em Makhachkala (a 140 quilómetros de distância). O resto do diálogo não é conhecido. Sangue sob um assento indica ferimentos provavelmente sofridos por pelo menos um passageiro, talvez devido à passagem de um projétil pela cabine. “Estilhaços” atravessou a cabine, confirma um passageiro sobrevivente do voo, entrevistado pelo canal estatal russo RT (antigo Russia Today). O homem, que se identificou como Zaour Mamedov e que estava sentado na parte de trás do avião, disse ter ouvido “duas grandes explosões no avião” quem tem “causou um grande pânico”.

Imagens da parte traseira da cabine mostram inúmeras perfurações. Quatro fontes do governo do Azerbaijão confirmaram à Reuters que a investigação já identificou a arma que disparou contra o voo J2-8243. Este seria o sistema antiaéreo russo Pantsir-S, segundo especialistas entrevistados em particular por O mundo.

Moscou se recusa a comentar

A Rússia confirmou que Grozny foi alvo, no dia da tragédia, de um ataque de drones ucranianos, como tem acontecido desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. Mas confrontado com o questionamento da responsabilidade de Moscovo, o Kremlin recusou-se a comentar na sexta-feira. “antes das conclusões da investigação”. A agência de aviação russa, Rosaviatsia, explicou que a situação no aeroporto de Grozny naquele dia era “muito difícil”.

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“Naquela altura, drones militares ucranianos realizavam ataques terroristas contra infraestruturas civis nas cidades de Grozny e Vladikavkaz”declarou seu chefe, Dmitri Yadrov, no Telegram. Ele também relatou um “névoa espessa” o que impediu qualquer visibilidade “a uma altitude de 500 metros”. “O capitão fez duas tentativas de pousar em Grozny, que falharam. Outros aeroportos são propostos a ele. Ele decide ir para o aeroporto de Aktau »no Cazaquistão, disse então o Sr. Yadrov.

Yadrov assegurou que a Rússia pretendia “cooperar plenamente na investigação desta tragédia” com o Cazaquistão e o Azerbaijão, duas antigas repúblicas soviéticas que mantêm boas relações com Moscovo. O chefe da administração presidencial ucraniana, Andriï Iermak, por sua vez, acusou directamente Moscovo, assegurando que a Rússia deve ser “responsável pelo abate do avião da Azerbaijan Airlines”.

A Azerbaijan Airlines alegou inicialmente que o avião tinha atingido um bando de pássaros, antes de retirar esta informação, versão ainda seguida pela mídia estatal russa e pela Rosaviatsia. O ministério dos transportes do Cazaquistão mencionou então na quinta-feira o“explosão de balão” a bordo.

A aeronave, um Embraer 190 da Azerbaijan Airlines com 67 pessoas a bordo, operava um voo entre Baku, capital do Azerbaijão, e Grozny na quarta-feira. Ele caiu e pegou fogo em circunstâncias pouco claras perto de Aktau, um porto do Mar Cáspio, no oeste do Cazaquistão. A bordo do avião estavam 37 azerbaijanos, 6 cazaques, 3 quirguizes e 16 russos, bem como 5 tripulantes, segundo o ministério dos transportes do Cazaquistão. 29 deles sobreviveram.

O mundo com AFP

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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