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Enel precisa se mostrar à altura de desafio agora frequente – 13/10/2024 – Opinião

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Pela segunda vez em menos de um ano, 2,1 milhões de residências e estabelecimentos comerciais na Grande São Paulo ficaram horas sem luz após uma tempestade.

Neste fim de semana, assim como em novembro de 2023, houve lentidão diante da emergência por parte da Enel, concessionária que fornece eletricidade à capital e a outras 23 cidades do estado desde dezembro de 2018.

Decorridas 48 horas do início do apagão, 699 mil clientes ainda penavam no escuro, com atividades ou renda em suspenso por tempo indeterminado. A concessionária atribui a falha à tempestade com ventos próximos aos 100 km/h que atingiu a região na sexta-feira (11), da mesma forma que fizera 11 meses antes.

Mas, assim como é certo que chuvas e ventanias derrubam postes, torres, árvores e fiação, é fato estabelecido que eventos climáticos extremos como esses deixaram de ser exceção.

Cientistas municiados com estudos robustos sobre a mudança climática têm alertado, nos últimos anos, que tais fenômenos se tornariam comuns, ampliando alcance e frequência —algo que mesmo o leigo pode constatar.

Faz-se, portanto, dever dos planejadores urbanos públicos e privados prepararem-se exemplarmente para cenários adversos, tanto na frente de prevenção como em capacidade de reposta.

Não foi o que se viu em São Paulo. Apresentados inicialmente a um prazo de seis horas para resolução, os clientes que procuraram a Enel logo passaram a receber comunicados sem previsão para o restabelecimento da luz.

Decerto há melhora ante o episódio anterior, quando a empresa não ofereceu informação sobre a retomada do fornecimento e evitou comunicados públicos. Desta vez, houve entrevista coletiva para explicar o problema na manhã de sábado (12) e canais abertos para o consumidor.

Na prática, porém, a celeridade prometida após as críticas no blecaute de novembro, que chegou a durar seis dias para parte da população, resta a cumprir.

A promessa de redução de tempo de resposta, formalizada em artigo publicado em 15 de maio na Folha pelo presidente da Enel no Brasil, Antonio Scala, é agora objeto de escrutínio da Aneel, agência federal que regula o setor, bem como dos governos.

Em raríssimo consenso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) cobram da multinacional italiana melhores reações aos eventos, sob pena de ter a concessão revista. Ainda que não seja o melhor caminho, é forçoso que penalidade dessa monta esteja no horizonte.

A concessionária que atende 15 milhões de endereços no país, com operações também no Ceará e no Rio, tem de se mostrar à altura do desafio que assumiu.

Que a decisão pela manutenção ou pela mudança de contrato se dê sem açodamento nem ímpetos populistas. A população paulista já foi penalizada demais.

editoriais@grupofolha.com.br



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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