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Enem: alunos de ensino integral vão melhor, diz pesquisa – 12/11/2024 – Educação

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Lucas Lacerda

Uma pesquisa realizada durante três anos de ensino médio mostrou que os estudantes de tempo integral não apenas tiveram uma participação 16,5% maior no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) do que seus colegas de tempo regular, mas também tiveram notas mais altas. A diferença média chega até 29 pontos a mais na redação da prova.

O grupo de estudantes do ensino médio teve 5,8% mais matrículas no ensino superior. Se for considerado apenas o ingresso em instituições públicas, o aumento, na comparação com os alunos de horário parcial, foi de 7,7%.

É o que mostra um estudo dos pesquisadores Naercio Menezes Filho e Luciano Salomão, feito em parceria com o Instituto Natura. Foi analisada uma amostra a partir de mais de um milhão de estudantes mapeados no Censo Escolar que ingressaram no ensino médio em 2017 —14.344 deles na modalidade de tempo integral.

Os dados dos alunos foram acompanhados do primeiro ano, em 2017, ao terceiro ano, em 2019. Em seguida, a pesquisa pulou os anos iniciais da pandemia de Covid-19 e voltou a monitorá-los em 2022.

A comparação é feita sempre em relação aos estudantes de tempo parcial da amostra. As notas do Enem tiveram uma média de 10,25 pontos a mais em ciências humanas, 8,32 em linguagens, códigos e suas tecnologias, 6,12 em matemática e 29,21 na redação.

No período, alunos de ensino médio integral tiveram 5,2% mais matrículas de cotistas no ensino superior, sendo 7,7% a mais em instituições públicas. A pesquisa também relacionou os contingentes neste modelo de escola ao mercado de trabalho. Um aumento de 10% de matrículas em escolas de ensino médio integral levou a 3% de aumento nos empregos formais para o mesmo município.

Para David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura para a América Latina, o estudo endossa evidências favoráveis à jornada estendida. “Esse é mais um dos estudos que comprovam o impacto positivo do integral, não só com indicadores educacionais, mas com indicadores socioeconômicos.”

Para ele, o ensino integral dá mais tempo a professor e aluno para qualificarem suas tarefas e amplia a conexão dos educadores com os estudantes —considerando os profissionais que passam as 40 horas na mesma escola. Isso facilita, por exemplo, uma formação continuada mais próxima da realidade daquela escola.

Por outro lado, o modelo pedagógico, diz Saad, também tende a resultar numa formação melhor, concentrada no projeto de vida dos alunos. “Então tudo que existe na escola é para que o jovem possa sonhar, desenhar e, no futuro, executar seu projeto.” Entre as medidas para isso, ele cita as tutorias, os clubes juvenis e a escolha de disciplinas eletivas.

“Se você tem uma escola com esse modelo, com todas as características estruturantes melhores, deveria esperar resultados melhores, tanto que no Ideb houve uma diferença de 0,3 pontos entre regulares e integrais de ensino médio. Nas mais maduras, com três anos ou mais, chegou a 0,4.”

O estudo também indicou que pretos, pardos e indígenas chegaram a resultados melhores no Enem, na comparação com estudantes brancos em ciências humanas (9,79, ante 9,42) e na redação (32,72 e 20,5, respectivamente). As notas são mais baixas nos casos de linguagens (7,62 ante 7,78), e matemática (5,72 e 8,1). Cada grupo de estudantes desagregados por cor/raça do ensino integral foi comparado com seu correspondente no ensino parcial.

O impacto em empregos formais também é maior, com aumento de 4,5% nos postos de trabalho para pretos, pardos e indígenas, ante 1,5% para brancos e amarelos.

Segundo Saad, a implementação das escolas de ensino médio integral nos estados, especialmente em seus estágios iniciais, precisa considerar o local da unidade. “Se isso começa numa área predominantemente branca, o impacto pode ser negativo em relação à equidade racial, porque você oferece uma ferramenta mais poderosa de maneira desigual.”



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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