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Enquanto a Coreia do Sul atrai visitantes em busca da beleza, práticas duvidosas representam riscos | Notícias de negócios e economia
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Seul, Coreia do Sul – Quando Alex analisou a diferença de preço entre a rinoplastia, comumente conhecida como “plástica no nariz”, nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, ela pensou que voar para o país asiático para a cirurgia era algo óbvio.
“30 mil dólares ou 6 mil dólares, a escolha era clara”, disse Alex, que pediu para não ser chamada pelo seu nome verdadeiro, à Al Jazeera, descrevendo a sua decisão de se submeter ao procedimento no país “conhecido por ser o número um em cirurgia plástica”.
Mas menos de um ano depois, a artista se viu enfrentando complicações graves.
O implante de sua cirurgia começou a se projetar através de sua pele, necessitando de remoção de emergência nos EUA.
“Se eu soubesse o que sei agora, nunca teria feito isso”, disse ela, visivelmente angustiada ao descrever sua luta contínua contra complicações, incluindo nariz torto e buraco visível que exigia cirurgia corretiva.
“Acho que nunca mais voltarei à Coreia para fazer uma cirurgia por causa disso.”
A Coreia do Sul tem a maior taxa de procedimentos de cirurgia plástica per capita do mundo, de acordo com a Expert Market Research, com um mercado avaliado em 1,7 mil milhões de dólares em 2023.
Espera-se que o setor cresça e atinja 5,19 mil milhões de dólares até 2032, impulsionado pela popularidade global da cultura pop coreana, ou “hallyu”, que popularizou os padrões de beleza coreanos e alimentou o interesse pelos procedimentos cosméticos coreanos em todo o mundo.
Na capital Seul, o próspero bairro de Gangnam está repleto de clínicas e hospitais especializados em procedimentos e cirurgias estéticas, oferecendo de tudo, desde cirurgia de pálpebras duplas até contorno facial, lipoaspiração e aumento de seios.
Embora também atendam clientes locais, os pacientes internacionais são uma parte altamente lucrativa de seus negócios.
No ano passado, a Coreia do Sul atraiu 605.768 pacientes estrangeiros não residentes para serviços médicos, de acordo com o Ministério da Saúde e Bem-Estar, com os números mais elevados vindos do Japão, China, Estados Unidos e Tailândia.
A cirurgia plástica foi responsável por 16,8% dos procedimentos – mais de 114 mil cirurgias – tornando-se a segunda especialidade médica mais procurada depois da dermatologia.
Mas, por trás do marketing brilhante e dos vídeos virais nas redes sociais que atraem turistas médicos de todo o mundo, os pacientes estrangeiros enfrentam uma série de barreiras de acesso, desinformação e práticas enganosas, colocando a sua saúde em risco, concluiu uma investigação da Al Jazeera.
Um dos maiores desafios para os turistas médicos é a barreira do idioma.
Em mercados-chave como a China e os EUA, os potenciais pacientes recorrem frequentemente a uma variedade de plataformas online para aconselhamento, incluindo grupos de chat abertos, páginas Reddit e até fóruns de nicho ostensivamente dedicados a tópicos como bolsas de grife.
Esses espaços digitais obscuros estão repletos de usuários anônimos discutindo procedimentos enquanto trocam recomendações clínicas e médicas, dicas de procedimentos, as chamadas listas negras e contatos de tradutores.
A abundância de informações não verificadas e a falta de responsabilidade tornam difícil para os usuários discernir experiências genuínas de contas potencialmente tendenciosas ou anúncios secretos.
Eles também são um terreno de caça para corretores ilegais que podem ganhar comissões substanciais simplesmente por indicar clientes.
Embora a solicitação de pacientes estrangeiros seja legal, requer uma licença governamental. As empresas elegíveis devem ter um endereço de escritório registrado na Coreia, manter um capital específico e possuir seguro.
Os hospitais enfrentam requisitos mais rigorosos para poderem receber legalmente pacientes estrangeiros, incluindo ter pelo menos um especialista por departamento médico e níveis mais elevados de seguro contra erros médicos.
Ao se passar por um potencial paciente em diversas plataformas, a Al Jazeera foi abordada em poucos minutos por facilitadores anônimos que admitiram não possuir a certificação exigida.
Em 2020, os perigos da indústria ganharam destaque quando Bonnie Evita Law, herdeira de um império da moda de Hong Kong, morreu durante um procedimento de lipoaspiração numa clínica de Seul.
Law teria sido apresentado ao hospital por meio de um corretor ilegal.
O cirurgião operador, mais tarde revelado ser um especialista ortopédico e não um cirurgião plástico, foi acusado de negligência profissional, resultando em morte. O desfecho do caso não foi revelado publicamente.
Embora apenas especialistas certificados possam chamar oficialmente as suas práticas de “clínicas de cirurgia plástica”, qualquer médico licenciado na Coreia do Sul pode realizar legalmente cirurgias cosméticas, uma vez que a lei médica coreana não restringe os médicos a trabalhar apenas na sua área especializada.
Num caso mais recente, uma mulher chinesa morreu em Janeiro, pouco depois de ter sido submetida a uma cirurgia de lipoaspiração numa clínica em Gangnam.
O problema dos pacientes chineses de cirurgia estética serem vítimas de práticas inescrupulosas e inseguras tornou-se tão prevalente que a embaixada chinesa em Seul emitiu em Janeiro um aviso alertando os seus cidadãos para “terem cuidado com a publicidade e os riscos” e “escolherem cuidadosamente as agências intermediárias”.

O Ministério da Saúde e Bem-Estar, através do Instituto Coreano de Desenvolvimento da Indústria da Saúde (KHIDI), opera um centro para denunciar a solicitação ilegal de pacientes estrangeiros.
O número de notificações aumentou significativamente – de 11 casos em 2021 para 16 em 2022, para 59 no ano passado.
Um funcionário da KHIDI, falando sob condição de anonimato, disse que “os casos tratados como suspeitas de violação estão sujeitos a medidas de acompanhamento, como multas e penalidades”.
“Aqueles confirmados como solicitação ilegal são eliminados administrativamente pelos governos locais de acordo com a lei”, disse o funcionário.
No entanto, quando pressionado para fornecer detalhes sobre quantos casos foram efectivamente investigados ou processados, o responsável não forneceu números, apenas afirmou que o número “inevitavelmente seria inferior” ao número de casos notificados.
Kang Ki-yoon, legislador do Partido do Poder Popular da Coreia do Sul, levantou no ano passado preocupação sobre a falta de clareza em torno do tratamento dos casos, sugerindo que, apesar do aumento de relatórios, parecia haver pouca ação de acompanhamento.
“É uma vergonha nacional que os estrangeiros que procuram a tecnologia médica de classe mundial do nosso país sejam vítimas de práticas antiéticas por parte de algumas instituições médicas”, disse Kang, apelando a uma gestão mais rigorosa de tais casos.
Falando sob condição de anonimato, uma amiga de Law, a falecida herdeira de Hong Kong, expressou preocupação com os riscos associados às cirurgias no exterior.
“Com a mídia social glamorizando a indústria de beleza da Coreia, as pessoas tratam a cirurgia na Coreia tão casualmente quanto o tratamento de beleza. Eles devem estar cientes dos perigos e das dificuldades de recorrer caso surjam complicações”, disse o amigo à Al Jazeera.
Outra preocupação é a prevalência de avaliações enganosas e potencialmente ilegais.
Embora a lei coreana de publicidade médica proíba o uso de influenciadores para marketing de depoimentos, a prática é generalizada, especialmente envolvendo pacientes estrangeiros, o que complica a aplicação.
A Al Jazeera revisou um contrato que exigia que um influenciador estrangeiro produzisse vários vídeos promocionais e conteúdo de mídia social sobre uma clínica de cirurgia plástica em troca de cirurgia gratuita, com a clínica ditando uma linguagem positiva específica a ser usada nas postagens.
A clínica exigiu que aquele influenciador produzisse o conteúdo antes de conhecer o resultado final da cirurgia, estipulou que revisaria todo o conteúdo antes de sua divulgação e incluiu termos de confidencialidade que efetivamente impediram a divulgação do caráter patrocinado da cirurgia.
A influenciadora entregou o conteúdo solicitado, mas expressou relutância em usar uma linguagem positiva específica exigida pelo hospital, pois não estava satisfeita com o resultado da cirurgia.
O hospital alegou que ela não cumpriu o acordo e exigiu que ela pagasse a cirurgia e outros custos associados, incluindo passagem aérea.
No entanto, de acordo com a correspondência do seu advogado, estas ameaças cessaram abruptamente quando o hospital foi lembrado da ilegalidade de tais práticas ao abrigo das leis de publicidade médica.
‘Correia transportadora’
O caso não é isolado.
A Al Jazeera conversou com três pacientes que alegaram ter recebido descontos em troca de avaliações positivas.
Reclamar danos por um “acidente médico” onde “ocorrem danos à vida, ao corpo ou à propriedade de uma pessoa devido à prática médica de um prestador de cuidados de saúde” é possível através da mediação de disputas, mas ambas as partes precisam concordar com a arbitragem.
Alternativamente, uma ação judicial pode ser movida, mas o processo pode ser demorado e caro.
Muitas grandes clínicas ostentam em seus sites que estão “livres de acidentes”.
Tais alegações são difíceis de verificar, uma vez que os pacientes que partilham publicamente experiências negativas podem enfrentar consequências legais ao abrigo das leis de difamação da Coreia do Sul, que podem penalizar até mesmo declarações que sejam verdadeiras.
Alex, a americana que viajou para a Coreia do Sul para fazer uma rinoplastia, disse que foi levada às pressas para a cirurgia dentro de uma hora, apesar das reservas e da ausência de um tradutor interno.
Após a cirurgia, ela sofreu complicações graves, incluindo desfiguração devido ao implante projetando-se através de sua pele, necessitando de uma cirurgia de remoção de emergência nos EUA.
“Eu me senti abandonada, como se estivesse em uma esteira rolante”, disse ela.
“Depois que fizeram a cirurgia, não quiseram mais lidar comigo. Eles continuaram dizendo que eu ainda estava me recuperando quando sabia que algo estava seriamente errado.”
Frustrado com os cuidados posteriores inadequados e incapaz de garantir um reembolso, Alex escreveu uma resenha com fotos no aplicativo Gangnam Unni, uma popular plataforma de avaliação de cirurgia plástica comercializada como Unni fora da Coreia do Sul.
Ansioso por evitar publicidade negativa, o hospital ofereceu reembolso total, mas somente depois que ela concordou em excluir a avaliação e assinar um acordo de confidencialidade.
O documento, que foi revisto pela Al Jazeera, proíbe-a de discutir o conteúdo do acordo e a sua experiência em qualquer plataforma, podendo o seu incumprimento resultar em sanções financeiras.
No Gangnam Unni, os usuários só podem classificar as avaliações por “recentes” ou “recomendados”, sem opção de filtrar da classificação mais baixa para a mais alta, dificultando a localização de avaliações negativas.
A Al Jazeera entrou em contato com a Healing Paper, a empresa por trás do aplicativo, para comentar sobre o tratamento dado às avaliações negativas e a prática de os pacientes serem pressionados para remover comentários críticos, mas não obteve resposta.
Embora existam riscos, muitos pacientes têm experiências positivas com a cirurgia plástica na Coreia do Sul e estão a ser feitos esforços para melhorar a segurança e a transparência na indústria.

Uma dessas iniciativas é o Centro de Turismo Médico de Gangnam, administrado pelo escritório distrital de Gangnam em Seul.
Como entidade pública, o centro não recebe comissões nem faz referências, mas, em vez disso, visa ajudar os estrangeiros a navegar no sistema e a conectar-se com tradutores médicos profissionais licenciados.
O centro mantém uma lista de instituições médicas avaliadas, proporcionando uma camada adicional de segurança para pacientes estrangeiros que procuram cuidados confiáveis.
Como parte da sua verificação, o centro verifica se os hospitais estão registados para tratar pacientes estrangeiros, têm especialistas em cada departamento, mantêm um seguro adequado contra erros médicos e possuem instalações e pessoal adequados para lidar com emergências.
O centro também realiza inspeções in loco em instituições parceiras e oferece treinamento para intérpretes médicos.
Um funcionário do centro enfatizou a importância de uma consideração cuidadosa ao procurar procedimentos médicos no exterior. “Aconselhamos os pacientes a priorizar sua saúde e segurança acima de tudo.”
“Embora o custo seja um factor, não deve ser a principal consideração na escolha de um prestador ou procedimento médico”, disse o responsável à Al Jazeera, pedindo anonimato.
Jeet Dhindsa, que dirige uma empresa licenciada de facilitação de turismo médico que também ajudou pacientes que foram vítimas de corretores ilegais e práticas enganosas, enfatizou a importância da devida diligência. “É crucial verificar as credenciais tanto das instalações médicas como de quaisquer intermediários envolvidos no processo”, disse Dhindsa à Al Jazeera.
“É sempre melhor entrar em contato com pessoas que sejam transparentes sobre quem são.”
Refletindo sobre sua experiência, Alex disse: “Certifique-se de ter alguém que possa defendê-la caso as coisas não saiam como planejado”.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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