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Enviado dos EUA Amos Hochstein chega ao Líbano para negociações de cessar-fogo | Israel ataca o Líbano Notícias
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Alto funcionário do governo Biden visita Beirute horas depois que os militares israelenses atacam o centro da capital libanesa.
Um enviado sênior dos Estados Unidos está visitando o Líbano para conversa sobre um projeto de proposta de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, enquanto ambos os lados continuam a trocar fogo.
Amos Hochstein desembarcou em Beirute na terça-feira depois que o Hezbollah e o governo libanês reagiram ao texto “de uma forma positiva”, mas fizeram “alguns comentários sobre o conteúdo”, informou Zeina Khodr da Al Jazeera na capital libanesa.
A administração do presidente dos EUA, Joe Biden, está a fazer uma última tentativa de trégua à medida que os combates entre o Hezbollah e os militares israelitas se intensificam.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu na segunda-feira continuar a “operar sistematicamente” contra o Hezbollah, mesmo que um acordo de cessar-fogo seja alcançado.
“Isto é um fracasso para o Líbano. Eles vêem isto como uma violação da soberania do país”, disse Khodr.
Um assessor do presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, que foi endossado pelo grupo alinhado ao Irã para negociar – disse à agência de notícias Reuters na segunda-feira que tanto o governo libanês quanto o Hezbollah concordaram com a proposta dos EUA que foi apresentada por escrito no último semana.
Ele recusou-se a descrever os comentários feitos pelo Líbano sobre o projecto, mas disse que foram apresentados em conformidade com a Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que foi adoptada após a última guerra Israel-Hezbollah em 2006.
A resolução apela ao Hezbollah para recuar a norte do rio Litani – cerca de 30 km (18,6 milhas) da linha de demarcação entre o Líbano e Israel, a retirada das tropas israelitas do solo libanês e a implantação do exército libanês no sul do país. ao lado das forças de manutenção da paz das Nações Unidas.
De acordo com Khodr: “A mensagem do Líbano é – estamos comprometidos com 1701, nada mais.”
Durante uma visita a Beirute em Outubro, Hochstein disse que os compromissos com a resolução da ONU não eram suficientes, uma vez que não foi implementada desde a sua adopção, há 18 anos. Em vez disso, apelou à criação de um novo mecanismo de aplicação.
“As declarações que ouvimos das autoridades libanesas são de que existe um optimismo cauteloso, mas a realidade é que existem grandes pontos de discórdia, especialmente no que diz respeito a um comité liderado pelo Ocidente que os EUA pretendem criar para supervisionar a implementação da Resolução 1701 da ONU – isto não é aceito pelo Líbano”, disse Khodr.
Na terça-feira, equipes de emergência ainda recuperavam corpos dos escombros após o último ataque dos militares israelenses ao centro de Beirute, que matou pelo menos cinco pessoas. Enquanto isso, o Hezbollah lançou um míssil contra Tel Aviv, ferindo sete pessoas.
“Estes ataques – bem como a ofensiva terrestre em curso de Israel no sul do Líbano e o contínuo lançamento de foguetes do Hezbollah – estão a aumentar o cepticismo quanto às perspectivas de um verdadeiro cessar-fogo”, disse Ali Hashem da Al Jazeera, reportando de Beirute.
Pelo menos 3.516 pessoas foram mortas e 14.929 ficaram feridas em ataques israelitas no Líbano desde o início da guerra em Gaza, em Outubro passado.
A guerra de Israel em Gaza matou pelo menos 43.972 palestinos e feriu 104.008 desde 7 de outubro de 2023.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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11 horas atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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